sexta-feira, junho 25, 2010

quarta-feira, junho 23, 2010

Tenham coragem! Acabem com elas.

Se “ou pagam todos ou não paga ninguém”, como diz aqui Miguel Relvas, então que não pague ninguém e, que paguem todos, ou seja, acabem com as portagens. Os contribuintes pagam, cada um de acordo com as suas possibilidades (pelo menos assim deveria ser). É o princípio da universalidade. Neste caso, paradoxalmente, é possível ter sol na eira e chuva no nabal.

As portagens são uma taxa medieval. A sua existência é um factor que impede o desenvolvimento e o crescimento económico. São uma taxa que recai sobre todas as empresas que querem fazer chegar de forma célere os seus produtos aos mercados de consumo ou receber rapidamente as matérias-primas e mercadorias. São um entrave à livre circulação. Liberalizemos a circulação. Os custos de transporte reduzir-se-iam e tal reflectir-se-ia numa baixa generalizada dos preços e num aumento de competitividade das empresas. Além disso as portagens dificultam a solidariedade regional. Se todos os contribuintes pagassem a circulação nas auto-estradas daqueles que residem no interior, não seria essa uma forma de solidariedade regional?

Tenham coragem, senhores políticos, abram os olhos, e não pensem apenas no curto prazo.

Acabem com as portagens.

terça-feira, junho 22, 2010

Aquiles nos relvados



Que deuses estarão com ele?

domingo, junho 20, 2010

A zombaria da guerra

Rajanish Kakade, AP

O futebol é a zombaria da guerra, campal ou política.
Ortega y Gasset

Ortega y Gasset, Notas para Andar e Ver, Fim de Século, Lisboa, 2007. Pág.188

sábado, junho 19, 2010

sexta-feira, junho 18, 2010

Até sempre José Saramago

José Saramago faleceu hoje.

segunda-feira, junho 14, 2010

A verdade absoluta de quem não acredita em verdades absolutas

Y cuando el relativista se niega a admitir que el ser viviente pueda pensar la verdad, está él, como ser viviente, convencido de que es verdad esta su negación.

Ortega y Gasset (1923), El Tema de Nuestro Tiempo, Espasa Libros, Madrid, 2010, pág. 94.

A verdade absoluta de quem não acredita em verdades absolutas é a de que não existem verdades absolutas. E assim cai em contradição. E o relativismo cai pela sua base.

domingo, junho 13, 2010

Não há nada a fazer...

venceu a vuvuzela!



sábado, junho 12, 2010

Atingir Calecute

Alemão gosta de trabalhar, japonês gosta de trabalhar: coisa extraordinária! Tenho uma grande admiração por eles como os artistas do trabalho. Mas o que eu quero, então, é que eles se encarreguem disso e deixem os portugueses, os africanos, os brasileiros, toda a gente que acha que há coisas na vida muito mais interessantes do que trabalhar, que eles fabriquem aquilo que é necessário para que nós possamos, se quisermos, nadar, mas sobretudo, se pudermos boiar, acho eu que será mais excelente que tudo. Não prego a virtude de Confúcio, senão para se atingir Calecute.

Agostinho da Silva, Agostinho da Silva - Ele Próprio, Zéfiro, 2006, pág. 107-108

Os cafres da Europa


É o que nós somos. Os brancos pretos da Europa, ou os brancos mais pretos da Europa. Por isso encaixamos tão bem em África e tão mal na Europa. Aliás, encaixamos bem em qualquer lado e até a Europa se fez connosco. Talvez sejamos os menos europeus dos europeus, conjuntamente com nuestros hermanos. Para cá dos Pirinéus respira-se outro ar. Perguntem aos portugueses da África do Sul. Ou perguntem aos pretos portugueses da Europa.
Trabalhamos como pretos, sofremos como pretos e vivemos como pretos. E depois? Os pretos são homens como nós e nós somos pretos.
Cafres da Europa dizia o Padre António Vieira. Pois sim, com orgulho!

quinta-feira, junho 10, 2010

domingo, junho 06, 2010

Cumpriram!

Imagem publicada no Ambio. Aqui.


Pelicano coberto de petróleo, fotografado no dia 4 de Junho na costa da Louisiana.
AP Photo Riedel / Charlie

Cumpriram!

sábado, junho 05, 2010

A luminosa poesia bem lá no alto


É bom vê-la ali. Melhor ainda é ouvi-la e lê-la, cantá-la e declamá-la.

Parabéns Torquato da Luz pelo luminoso Espelho Íntimo.

A liberdade enquanto fatalidade

William Blake, The Ancient of Days, 1794

E sabem vocês a que nos estamos inclinando por aqui, se calhar por mais directo contacto com o nosso Espinosa? A que no mundo tudo é fatal, inclusive a liberdade: há quem nasça com ela e quem nasça com a sua negativa, devendo-se sempre, em qualquer caso, supor que se nasceu com liberdade, estando mais próximo do divino aqueles a quem a liberdade tiver sido dom do fatal: ora digam-me, não é a liberdade de Deus uma fatalidade? Será que pode ele, ao mesmo tempo que todo-poderoso, deixar de ser livre?

Agostinho da Silva, Carta Vária, 3ª edição, Relógio D’Água, 1990, pág. 66-67

Afinal, nem o Omnipotente, o Absoluto, pode deixar de ser livre. Afinal, nem é tão omnipotente assim. Não pode deixar de ser livre, mesmo que o queira. Não pode ser mortal. Por isso o Destino é também para Ele uma fatalidade como o era para os antigos deuses. Podiam atrasar o seu curso, mas não podiam impedi-lo de fluir.

quarta-feira, junho 02, 2010

Minguando


Mapa do geógrafo João Ferrão, fanado daqui.

E o texto só não o fano por pudor, que melhor não faria.

É razão para dizer: Portugal é paisagem e o resto é Lisboa, ou então, como diz o professor Maltez no seu blogue: as nossas fronteiras recuaram para Setúbal. Apetece dizer, ironicamente: são as "Novas Fronteiras"!

E assim vai o mundo.

O tempo vai passando e Portugal minguando.

terça-feira, junho 01, 2010

Empédocles

Reinício da actividade do vulcão Tungurahua no Equador (Rodrigo Buendia / AFP).


Vamos, escuta como o fogo ao separar-se deu origem aos rebentos nocturnos dos homens e das lastimosas mulheres: este meu relato não carece de finalidade, nem de experiência. Primeiro, surgiram da terra formas em bruto, com uma porção de água e de calor. A estas, o fogo, desejoso de ir para junto do seu semelhante, as mandou para cima, sem apresentarem ainda a forma atraente dos membros ou voz, que é a parte inerente ao homem.
Empédocles

citado por Simplício, fragmento 62 in Phys. 381, 31

G.S.Kirk e tal. (1983), Os Filósofos Pré-Socráticos, 6ª Ed., Fundação Calouste Gulbenkian, 2008.

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