Não há liberdade sem dissuasão. Esta é a lição dos sismos do Haiti e do Chile, ou do furacão Katrina. Quando o caos se instala, reinam os profanadores e os ladrões. Sucedem-se as pilhagens, e a ajuda alimentar, ou outra, de nada serve se não imperar a mínima ordem que assegure a justa distribuição.
As prisões são coisas medonhas, diria Agostinho da Silva. Mais medonhas que os cemitérios, pois nestes repousam aqueles a quem a vida foi subtraída enquanto nas prisões vivem aqueles a quem a liberdade foi negada. Mas o que seria de nós se os monstros que as prisões contêm se libertassem? O Mal existe no nosso mundo (e só porque o Homem existe). Só nas utopias é que não são precisos polícias ou militares. Só nas utopias o crime e as doenças se apartam e a liberdade é mais plena. Aqui não.
Enquanto por aqui andarmos não largaremos as nossas armas.
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