
VERMEER, Johannes
A Lady Writing a Letter
1665-66
National Gallery of Art,


Já estamos a viver na era da sexta extinção em massa, exactamente quando o número de seres humanos sobre a Terra ultrapassa os 6 500 milhões. A composição química da atmosfera está a ser alterada a uma velocidade sem precedentes e o consumo dos recursos naturais ultrapassou os limites da sustentabilidade. As consequências já começam a sentir-se na vida da Terra. São inúmeros os sinais. Só não vê quem não quer ver.
"We are seeing a lot of geographic range reductions that are of a greater magnitude than we would expect, and we are seeing loss of subspecies and even a few species," Barnosky said. "So it looks like we are going into another one of these extinction events."
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Então pensávamos que o fim do mundo seria num só dia? Já começou. Dois séculos são menos de um dia no grande relógio cósmico. Não nos dou mais tempo.


Quando uma bomba cai e os dizima, as suas armas são-lhes retiradas, as televisões são chamadas e por todo o mundo soa nos telejornais a atrocidade, o morticínio dos civis assassinados, por lapso, por mais um piloto equivocado.
Estes talibãs não passam de civis armados.

Nos campos poeirentos do Afeganistão ensaiam-se novas armas. É o paraíso da indústria de armamento. Pouco antes da Segunda Guerra Mundial, também os Nazis tiveram nos céus de Espanha um campo de ensaio para os seus bombardeiros, antecipando os campos de batalha da guerra que secretamente preparavam. No Afeganistão, a NATO testa agora toda sua parafernália tecnológica. Os seus drones varrem o céu silenciosos. Penetram furtivos no campo do inimigo e projectam o seu fogo mortal. Alguém os controla remotamente a milhares de quilómetros de distância. Findo o dia retornará a sua casa, para junto da família, após ter sido rendido por mais um camarada. Estes drones são os futuros arrasadores de centrais nucleares. Os iranianos que se cuidem. Novas armas, novas guerras. Como sempre.