segunda-feira, fevereiro 20, 2012

O que aconteceu naquele dia em Cajamarca

John Everett, Pizarro Seizing The Inca of Peru, 1846

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Excerto da obra de Jared Diamond (1997), Armas Genes e Aço:

O que aconteceu naquele dia em Cajamarca é bem conhecido, visto ter sido registado por escrito por muitos participantes espanhóis. Para termos uma ideia daqueles acontecimentos, vamos ressuscitá-los combinando excertos de relatos de seis companheiros de Pizarro, incluindo os seus irmãos Hernando e Pedro, testemunhos oculares:

domingo, fevereiro 19, 2012

Rumos e acontecimentos

Nos momentos de crise, de verdadeira crise, existem dois tipos de pessoas que se distinguem quanto às decisões que tomam e às acções que empreendem, em função da análise que realizam da sua circunstância ou, se quisermos, da realidade: as que pressentem, ou percebem antecipadamente, para onde os acontecimentos as poderão levar, e as que acabam por ser levadas pelos acontecimentos.

Um mundo multipolar?

Na realidade ainda não estamos lá. Vivemos na Era da Hiperpotência, que teve início com o findar da Guerra Fria, quando deixou de haver duas superpotências e passou a existir apenas uma. O que temos hoje? Uma hiperpotência decadente em trajectória descendente e um conjunto de potências emergentes em trajectória ascendente.

sábado, fevereiro 18, 2012

Scrat?


O cínico do Sloterdijk


O filósofo Peter Sloterdijk, cinicamente, dispara sobre todo o tipo de militantismo. O militante é um colérico, um ressentido, um activista revolucionário, ansioso por reconhecimento e acção, que se agita e se organiza em partidos e movimentos[1] – reporta-se também aos actuais “movimentos sociais no capitalismo global”. O Partido é, para Sloterdijk, um banco de cólera e de ira que pretende capitalizar ainda mais esses (res)sentimentos, de forma a fazê-los explodir no momento considerado mais oportuno, a mando de um líder, de um comité coordenador ou de um comité revolucionário. O histórico Partido Comunista é visado pelo filósofo, mas não só o Partido Comunista: refere-se principalmente aos “partidos políticos ou movimentos situados na ala esquerda do espectro político” (Sloterdijk 2010: 161), se bem que aluda, noutro lado, ainda aos militantes nacionais-socialistas. No entanto, depois deste tratamento cínico, particularmente em relação a toda a esquerda que ainda mexe - a ala política que representa os desfavorecidos, os explorados, os expropriados, os sem-terra e os injustiçados deste mundo – o filósofo sai-se com este belo naco de prosa relativa ao capitalismo, digna de realce (Sloterdijk 2010: 162):

A verdadeira missão do capital consiste em assegurar constantemente o prosseguimento alargado do seu próprio movimento. Tem por vocação derrubar todas as situações em que as barreiras à exploração, como os usos e costumes e a legislação complicam a sua marcha vitoriosa. Assim sendo, não há nenhum capitalismo sem a propagação triunfal desse desrespeito a que os críticos da época dão desde o século XIX o nome pseudofilosófico de «niilismo». Na verdade, o culto do nada mais não é do que o efeito secundário inevitável do monoteísmo monetário, para o qual todos os outros valores só são ídolos e simulacros.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Caos em Atenas

Caos em Atenas, 13-02-2012

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Whitney Houston (1963 - 2012)


Greatest Love Of All by Whitney Houston on Grooveshark

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Revolucionários sírios




Longa vida aos que lutam sempre e não se submetem nunca aos opressores.

Notícias da desindustrialização na Europa, esta semana (com link):


Mitsubishi deixa a Europa. Resultado: 1500 desempregados, 1500 famílias com os seus rendimentos familiares coarctados na Holanda. São mais de 1500 pessoas, como é óbvio.




A Renault inaugura fábrica em Marrocos. Neste caso destaca-se o facto da Renault criar novos postos de trabalho em Marrocos e não em França.

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A Europa desindustrializa-se e a indústria deslocaliza-se para os países onde consegue produzir o mesmo ou mais, por um custo menor. A ideia é como sempre, aumentar a margem de lucro, à custa dos baixos salários praticados no mundo menos desenvolvido. Lá onde se vive ainda numa espécie de miséria da Era Vitoriana dos tempos de Charles Dickens. Lá, onde os direitos laborais (e humanos) ainda não foram conquistados e onde a liberdade ainda não mora. Lá, onde ainda se pode explorar. Lá, na terra da servidão.

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