Neil Armstrong (1930-2012)
Grilli (Ministro da Economia italiano): «Não colocarei a questão nesse plano. Não vamos demonizar os mercados. Uma
economia moderna não deverá fazê-lo: é uma questão de conveniência recíproca.
Os mercados não são um inimigo, mas um instrumento que permite ao Estado e aos privados
financiarem-se. Naturalmente os mercados escolhem as soluções que mais lhes convêm,
e os estados devem adaptar-se, procurando ser mais competitivos e atraentes. Este
processo de adaptação é mais longo e difícil na Europa, uma vez que existe uma
casa comum, o euro, que impõe a todos os países uma mudança conjunta. Mas não
tenho dúvidas: o processo é irreversível. O euro é uma grande conquista
económica e de civilização. E do euro não se voltará atrás.»
«Há uma coisa que intriga na
política deste governo: o facto de ir mais longe do que a troika nas medidas de austeridade e nada nos ser dito sobre os
objectivos futuros que a justifiquem. Voltar mais cedo aos mercados? Para quê?
Não para voltar ao statu quo ante,
o que seria absurdo, mas, como diz o primeiro-ministro, para “mudar Portugal”.
Mas como? Que novo Portugal se quer construir? Nada, absolutamente nada de
concreto nos é dito sobre essa ambição. E nada do que é feito nos desvela o
futuro.»