segunda-feira, julho 01, 2013
Gaspar na hora da despedida
Já não era sem tempo. Mas o que conseguiu Gaspar de positivo? Era um ministro do agrado de Wolfgang Schäuble, dizia o engenheiro Mira Amaral. E agora sem ele, o que vai ser de nós?
E o défice orçamental, que estava tão bem controlado, apenas 10,6% do PIB, coisa pouca...
domingo, junho 30, 2013
Miguel Sousa Tavares, os professores e os romances
A embirração de MST com os professores
nem merecia uma reacção (ele serve-se das reacções que suscita para depois se
vitimizar nos palcos mediáticos que tem ao seu dispor como o fez no Expresso deste sábado). É um opinion-maker à procura de opinion-takers.
Acerca dos romances que escreve,
assim como os romances que escrevem outros jornalistas e pivots de telejornais deste nosso pequeno mundo, também eles muito
críticos em relação aos professores, aplicam-se as palavras de Alexis de Tocqueville na sua Democracia
na América:
…nas nações democráticas, um
escritor pode gabar-se de obter sem dificuldade um renome medíocre e uma grande
fortuna. Para isso, não é necessário que o admirem, bastando tão-somente que o
aprovem. A turba sempre crescente dos leitores e a sua necessidade contínua de
novidades asseguram a venda de livros que de modo nenhum estimam. (…) As
literaturas democráticas abundam sempre desses autores que não vêem nas letras
mais que uma indústria, e, por um punhado de grandes escritores que aí se
vislumbram, podem contar-se aos milhares os vendedores de ideias.
Alexis
de Tocqueville, Democracia na América,
Cap. III.
Eles estão longe, muito longe, de
fazer parte daquele punhado de grandes escritores dos tempos democráticos a que se refere Tocqueville.
E como muito provavelmente não obtiveram a aprovação que esperavam dos
professores, não os aprovam. Os professores que tenham paciência.
No princípio eram as agências de "rating".
No princípio eram as agências de rating. Era necessário fazer subir os
juros da dívida pública. Era preciso atacar os elos mais fracos de um espaço
monetário com problemas genéticos e ao qual não correspondia qualquer união
política, um espaço politicamente dividido, um espaço enfraquecido. Animadas
não se sabe por que sopro, decidiram actuar. A sua autoridade e o seu poder residem tão só na credibilidade cega que os especuladores, grandes e pequenos, lhe dão. Em função dos ratings por elas
atribuídos às empresas e países (à suposta capacidade de estes pagarem as suas “dívidas
soberanas”), os especuladores redireccionam e reorientam os fluxos de capital
financeiro para lugares que lhes asseguram, segundo acreditam, os mais elevados
retornos. Esses fluxos de capital financeiro determinam hoje a graça e a
desgraça dos povos. É com o seu domínio e controlo que se preocupa cada vez
mais a actual geopolítica e já não tanto com o comando dos territórios (Agnew,
2012: 3).
A atribuição de ratings pelas agências encerra um
elevado grau de subjectividade, como aqui se refere. Os ratings são atribuídos não a partir da
realidade vivenciada pelos povos, sociedades e nações, mas com base em fórmulas
de duvidosa validade científica, ou com base em sabe-se lá o quê – são opiniões, diz-se aqui. Os “sábios” que estão por detrás dessas classificações, não
são antropólogos, sociólogos, geógrafos, historiadores, etnógrafos, filósofos, etc.,
enfim, profundos conhecedores da realidade dos povos. São economistas e financeiros armados
de números, folhas de Excel, preconceitos, ideologia, e embriagados na sua hubris - uma espécie de gasparzinhos.
Epílogo
Depois veio a troika, naquele belo dia de sol, e surpreenderam-se
com o povo sossegado que encontraram nas esplanadas e com a pacatez de um país
que devia estar em crise e que afinal não se comportava de acordo com as suas
expectativas. Havia que fazer alguma coisa. O “deboche” não podia continuar.
Referência
Agnew, John (2012), “Of canons and fanons”, Dialogues in Human Geography, 2012 2:
321
Etiquetas:
Economia,
O neoliberalismo no seu melhor
quinta-feira, junho 27, 2013
Oi?! Agora estão a descer, e depois a subir e depois... quem sabe?
Evolução dos juros da
dívida a 10 anos no mercado (valores percentuais)
É principalmente em função disto que o governo governa e
decide. E depende mais o governo da evolução dos juros, do que a evolução dos
juros depende do governo. Juros e decisões do governo comportam-se como duas
variáveis independentes.
Os juros a 10 anos estão a subir (como podemos verificar, inverteram a sua tendência de descida desde meados de Maio, embora estejam a descer há duas sessões diárias - mas o que são dois dias?). Poderíamos perguntar: o que fez o
governo para que tivesse ocorrido uma subida nos juros? A resposta é: nada! Da mesma forma que
a anterior descida dos juros em nada se deveu às decisões do governo.
E assim andamos à deriva, a cavalo na oscilante taxa de juro.
Um cavalo xucro que se assusta facilmente com as declarações de Draghi e de Bernanke.
domingo, junho 23, 2013
sábado, junho 22, 2013
Dois anos disto
Dois anos de miséria mental.
Dois anos de miséria governamental.
Dois anos de miséria material.
Dois anos a afundar Portugal.
E pensar que ainda faltam mais dois…
Deixai…Hão-de solapar a sua própria base de sustentação.
Cairão com estrondo, se antes não abandonarem cobardemente o
barco que os próprios ajudaram a afundar. É da natureza dos ratos.
***
Pensar é morrer
O coração, se pudesse
pensar, pararia.
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego
Quem o diz é o Bernardo Soares.
sexta-feira, junho 21, 2013
A velha guerra e a nova guerra
Estamos longe desse tempo. Pelo
menos assim parece. Hoje a guerra é financeira e económica e os territórios conquistados,
com os seus povos, querem-se incólumes, até porque já se percebeu que não
teriam qualquer préstimo se fossem destruídos. Da guerra romântica, à guerra
industrial e desta à guerra silenciosa, eis ao que chegámos. Uma guerra que se
imiscui insidiosa, que nos toma de surpresa, e um dia quando acordamos, perplexos
constatamos que fomos conquistados, que nos tornámos um protectorado de um qualquer
império de um imperador sem rosto. Um imperador que domina vastos territórios e
o destino de povos inteiros, só com o poder de especular em Wall Street e em todas as bolsas da
Terra. Um imperador especulador que lança agora o seu olhar cobiçoso aos commons (bens comuns) dos povos e aos
recursos naturais do planeta.
quarta-feira, junho 19, 2013
Aos brasileiros que protestam
Força povo brasileiro! Não deixem que o
vosso governo e os políticos vos endividem. Não permitam que o vosso país caia
no vício do crédito fácil. A estratégia dos escravizadores é simples. É a mesma
estratégia do traficante de droga. Primeiro concedem dinheiro (crédito) quase
gratuitamente, até o vício pegar. Depois, mais tarde, estarão aí para cobrar juros
usurários. E adivinhem quem vai pagar. Vós, os contribuintes! Um país com quase
200 milhões de habitantes escravizados, obrigados a pagar impostos elevados e
um governo a privatizar tudo, até monopólios naturais, como a água potável...um sonho e uma tentação para os traficantes de dinheiro e usurários, não?! Hoje
no meu país noticiou-se um pagamento superior a 1000 milhões de euros aos
bancos (um deles o JP Morgan, imaginem só), para que aceitassem cancelar contratos
assinados por governantes incompetentes ou corruptos que envolviam swaps. Vejam AQUI. E adivinhem quem está
a pagar. O bom povo português.
Hoje a Cáritas, no meu país, anunciou que ¼ dos meus conterrâneos está em risco de pobreza. AQUI. Não é por acaso.
Acordai povo brasileiro! Não
deixem transformar o vosso país num imenso Portugal, endividado, escravizado,
entristecido... Somos hoje um protectorado, um país sob ocupação financeira. Não
é maravilhoso, submeter um Estado e um povo sem ser necessário mobilizar um
exército?! Esta é a nova guerra silenciosa.
Defendam-se! Não caiam nessa!
domingo, junho 16, 2013
Verão quente
Quando o cardo
floresce e a sonora cigarra,
pousada na árvore,
espalha o melodioso canto,
pela fricção das asas,
na penosa estação do calor
nessa altura são mais
gordas as cabras e o vinho melhor,
mais ardentes as
mulheres e moles os homens;
Sírius abrasa-lhes a
cabeça e os joelhos,
fica-lhes ressequida a
pele pelo calor. É tempo então
de gozar a sombra de
uma rocha, o vinho biblino,
um pão quente de
qualidade, leite de cabra que já não amamenta,
carne de vitela
apascentada nos bosques, que ainda não pariu,
e de cabritos tenros.
Bebe então o vinho rubro,
sentado à sombra,
saciado o coração com o festim,
o rosto voltado de
frente para a frescura do Zéfiro;
e de uma fonte que
corre perene e límpida,
deita três partes de
água e a quarta de vinho.
Ordena aos escravos que o trigo sagrado de Deméter
arejem, logo que desponte
a força de Oríon,
em lugar bem ventilado e em eira redonda.
Hesíodo, Trabalhos e
Dias
in Pinheiro, Ana Elias (trad.), Ferreira, José Ribeiro (trad.),
Teogonia;Trabalhos e Dias, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2005,
pp. 114-115
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