«Passos Coelho já perdeu esta luta porque já perdeu todas. A própria "chamada" de Cavaco Silva a Vítor Gaspar ao Conselho de Estado, tornada pública, é um atestado de menoridade e um insulto ao primeiro-ministro. Cavaco chamou "quem sabe" e quem sabe é Gaspar. É esta a mensagem.» (Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios).
segunda-feira, setembro 17, 2012
sábado, setembro 15, 2012
domingo, setembro 02, 2012
Civilização e barbárie
George Steiner, mais do que uma
vez, questiona-se e questiona-nos: como foi possível que as universidades, os
museus, os teatros, as bibliotecas, os centros de investigação, as ciências e
as humanidades, tenham prosperado na proximidade dos campos de concentração?
Como foi possível que tal grau de civilização tenha convivido, lado a lado, com
tal grau de barbárie?
Pois bem, quem se passeia pelo
Palatino, pelos Fora Imperiais e pelo Coliseu, esse colosso inaugurado em 80
d.C. com pompa e circunstância - 100 dias de circo ininterrupto, com a chacina
espectacular de todo o tipo de bichos e depois cristãos – não deixa de se
colocar a mesma questão. Como foi possível que a mesma civilização que produziu
um Virgílio, um Séneca, um Cícero, entre muito outros gigantes, tenha produzido
aquilo? O Coliseu não era um campo de concentração, não era uma fábrica de morte, é
certo, mas não deixava de ser um circo de morte, onde a chacina se convertia em
espectáculo. De lembrar ainda que o Coliseu não era único - era o maior de
muitos circos espalhados pelas cidades do Império.
Por baixo da fina película de
civilização daquela época escondia-se uma civilização esclavagista e
sanguinária que não permitia quaisquer veleidades aos escravos e muito menos
aos escravos revoltosos – 6 000, comandados pelo revoltoso Spartacus, foram crucificados
ao longo da via Ápia, só para dar o exemplo.
Analisando as histórias do mundo,
assim como o mundo no presente, não nos deixamos de questionar: que estranha
correlação é essa entre a civilização e a barbárie? Será que um elevado grau de
civilização tem sempre de conviver com um elevado grau de barbárie? Tem de ser
mesmo assim?
A decadência da cultura
Há muito que se ouvem lamentos
oriundos de vários quadrantes, anunciando a decadência da cultura ou até o fim
de um certo tipo de cultura. O primeiro que ouvimos foi o de Alexis de Tocqueville, esse aristocrata que percorreu a América nos tempos da jovem
democracia e que, perspicazmente, observou: “A democracia não somente faz estender o gosto pelas letras às classes industriais; ela introduz o espírito industrial no seio da literatura.» Progressivamente, o espírito industrial e
mais tarde, o comercial, invadiu todas as áreas da cultura, tendo contribuído
para o seu ocaso. Hoje é o mercado que determina o que se constitui
como um “valor” no campo cultural. Este facto resultou numa completa inversão
de valores e numa cultura comercializada e massificada, nivelada por baixos
padrões de qualidade.
Lamentos pela decadência da cultura
(entradas por ordem cronologica):
Ortega y Gasset, José (1934), El Tema de Nuestro Tiempo
Theodore Adorno, Max Horkheimer (1944), “The culture industry: Enlightenment as mass
deception” in Gunzelin Schmid Noerr (ed.), Dialectic of Enlightenment: Philosophical Fragments, pp. 94–136
T. S. Eliot (1948), Notes Towards the Definition of Culture [Notas para uma Definição de Cultura. Edições Século XXI, 1996]
Guy Debord (1967), La Société du Spectacle [A Sociedade do Espectáculo. Antígona, 2012]
George Steiner (1971), In Bluebeard’s Castle. Some Notes Towards the Redefinition of Culture. [No Castelo do Barba Azul. Algumas notas para a redefinição de cultura, Relógio D’Água, 1988]
Allan Bloom (1987), The Close of the American Mind [A Cultura Inculta: Ensaio sobre o declínio da Cultura Geral, Publicações Europa-América, 1987]
Jacques Barzun (2000), From Dawn to Decadence: 500 Years of Cultural Triumph and Defeat. 1500 to Present [Da Alvorada à Decadência. De 1500 à Actualidade. 500 Anos de Vida Cultural do Ocidente, Gradiva, 2003]
Mário Vargas Llosa (2012), La Civilizatión del Espectáculo
Theodore Adorno, Max Horkheimer (1944), “The culture industry: Enlightenment as mass
deception” in Gunzelin Schmid Noerr (ed.), Dialectic of Enlightenment: Philosophical Fragments, pp. 94–136
T. S. Eliot (1948), Notes Towards the Definition of Culture [Notas para uma Definição de Cultura. Edições Século XXI, 1996]
Guy Debord (1967), La Société du Spectacle [A Sociedade do Espectáculo. Antígona, 2012]
George Steiner (1971), In Bluebeard’s Castle. Some Notes Towards the Redefinition of Culture. [No Castelo do Barba Azul. Algumas notas para a redefinição de cultura, Relógio D’Água, 1988]
Allan Bloom (1987), The Close of the American Mind [A Cultura Inculta: Ensaio sobre o declínio da Cultura Geral, Publicações Europa-América, 1987]
Jacques Barzun (2000), From Dawn to Decadence: 500 Years of Cultural Triumph and Defeat. 1500 to Present [Da Alvorada à Decadência. De 1500 à Actualidade. 500 Anos de Vida Cultural do Ocidente, Gradiva, 2003]
Mário Vargas Llosa (2012), La Civilizatión del Espectáculo
[A lista irá sendo acrescentada, à medida que novas leituras sobre o
assunto o justifiquem. No prelo: Ortega y Gasset (1925), La deshumanizacion del arte]
sexta-feira, agosto 31, 2012
Llosa, sobre o sexo e o erotismo
«No domínio do
sexo a nossa época experimentou transformações notáveis, graças a uma
progressiva liberalização dos antigos preconceitos e tabus de carácter religioso
que mantinham a vida sexual dentro de um cerco de proibições. Neste campo, sem
dúvida, o mundo ocidental tem sofrido progressos com a aceitação das uniões
livres, a redução da discriminação machista contra as mulheres, os gays e outras minorias sexuais que pouco
a pouco vão sendo integradas numa sociedade que, por vezes a contragosto,
começa a reconhecer o direito à liberdade sexual entre os adultos. Ora bem, a contrapartida
desta emancipação sexual tem sido, também, a banalização do acto sexual, que para
muitos, sobretudo nas novas gerações, se converteu num desporto ou passatempo,
uma tarefa compartilhada que perdeu importância, e por acaso menos que a
ginástica, a dança e o futebol. Talvez seja saudável, em matéria de equilíbrio
psicológico e emocional esta frivolização do sexo, ainda que nos deveria levar
a reflectir no facto de que, numa época como a nossa, de notável liberdade sexual,
inclusive nas sociedades mais abertas, não tenham diminuído os crimes sexuais,
e por acaso até, tenham aumentado. O sexo light
é o sexo sem amor e sem imaginação, o sexo puramente instintivo e animal. Desafoga
uma necessidade biológica, mas não enriquece a vida sensível nem emocional, nem
estreita a relação do par mais do que a “mistura” carnal; em vez de libertar o
homem e a mulher da solidão, passado o acto peremptório e fugaz do amor físico,
devolve-os a ela com uma sensação de fracasso e frustração.
O erotismo
desapareceu, ao mesmo tempo que a crítica e a alta cultura. Porquê? Porque o
erotismo, que converte o acto sexual em obra de arte, é um ritual que a
literatura, as artes plásticas, a música e uma refinada sensibilidade impregnam
de imagens de elevado virtuosismo estético, é a negação de esse
sexo fácil, expeditivo e promíscuo no qual paradoxalmente desembocou a
liberdade conquistada pelas novas gerações.»
Mario
Vargas Llosa, La Civilizatión del Espectáculo,
3ª ed., Alfaguara, 2012, pág. 52-53
(traduzido
por AMCD)
***
No original:
quinta-feira, agosto 30, 2012
Fortalezas inexpugnáveis
«Se uma “situação revolucionária”
se caracteriza pela desintegração psicológica e moral de todas as forças de
resistência a tal ponto que um punhado de insurrectos mal armados se tornam
capazes de conquistar as fortalezas tidas por mais inexpugnáveis da reacção, então a «situação fascista» é o
seu paralelo exacto – sendo a diferença que, com ela, são os baluartes da democracia e das liberdades
constitucionais que são conquistados, ao mesmo tempo que as suas defesas
caem e falham do mesmo modo espectacular.»
Karl Polanyi (1944), A Grande Transformação, Edições 70,
2012, p. 446
Em Portugal, na década de 20 do
século XX, assistimos a uma “desintegração psicológica e moral” da Iª República
e ao cansaço da população motivado pela contínua instabilidade política. Essa
situação facilitou a ascensão da ditadura que serviu de incubadora ao Estado
Novo. Digamos que a Iª República caiu de podre e deu lugar ao Estado Novo. O
Estado Novo, por sua vez, caiu de podre no 25 de Abril de 1974 e deu lugar à
IIIª República.
A questão que se coloca é a seguinte: quando irá a IIIª República cair de podre?
Talvez estejamos ainda longe dessa data, mas já algo começa a cheirar mal, e não é no reino da Dinamarca.
-------------------------
PS - A propósito, deparei, por acaso, com este post no Ouriço. AQUI.
A questão que se coloca é a seguinte: quando irá a IIIª República cair de podre?
Talvez estejamos ainda longe dessa data, mas já algo começa a cheirar mal, e não é no reino da Dinamarca.
-------------------------
PS - A propósito, deparei, por acaso, com este post no Ouriço. AQUI.
segunda-feira, agosto 27, 2012
Uma cratera do tamanho dum lapso.
«Cratera na execução orçamental: Ouvi (li) bem? O buraco na receita fiscal acumulada líquida em Julho de 2012 é de 3 mil milhões euros (-3.5% do que em igual período de 2011)??? 3 000 000 000 de euros??? E o saldo global da execução orçamental do subsector estado em Julho de 2010 é de 3 979 900 000 euros???
Está tudo aqui na Síntese de Execução Orçamental do Ministério das Finanças.
Victor Gaspar tem muito que explicar.»
Dito no "De Rerum Natura".
O que dirá Gaspar desta vez? Outro "lapso"?
Algo me diz que esta cratera vai ser o desemprego de muita gente. Mais gente.
Oxalá me engane.
Está tudo aqui na Síntese de Execução Orçamental do Ministério das Finanças.
Victor Gaspar tem muito que explicar.»
Dito no "De Rerum Natura".
O que dirá Gaspar desta vez? Outro "lapso"?
Algo me diz que esta cratera vai ser o desemprego de muita gente. Mais gente.
Oxalá me engane.
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