segunda-feira, fevereiro 13, 2012
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Notícias da desindustrialização na Europa, esta semana (com link):
Mitsubishi deixa a Europa. Resultado: 1500 desempregados, 1500 famílias com os seus rendimentos familiares coarctados na Holanda. São mais de 1500 pessoas, como é óbvio.
A Nokia vai fechar três fábricas em Komaron na Hungria, Reynosa no México e Salo na Finlândia e despedir 4000 trabalhadores. Mais 4000 desempregados…Nem os operários mexicanos escapam.
A Renault inaugura fábrica em Marrocos. Neste caso destaca-se o facto da Renault criar novos postos de trabalho
em Marrocos e não em França.
***
A Europa desindustrializa-se e a indústria deslocaliza-se para os países onde consegue produzir o mesmo ou mais, por um
custo menor. A ideia é como sempre, aumentar a margem de lucro, à custa dos baixos
salários praticados no mundo menos desenvolvido. Lá onde se vive ainda numa
espécie de miséria da Era Vitoriana dos tempos de Charles Dickens. Lá, onde os
direitos laborais (e humanos) ainda não foram conquistados e onde a liberdade ainda
não mora. Lá, onde ainda se pode
explorar. Lá, na terra da servidão.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
Ninguém pára o Bashar
Não, não é uma orquestração da imprensa internacional pró-Ocidental.
São as vítimas que falam, e falam alto e gritam de dor e de pranto. Ouvimo-las na nossa sala de jantar e já se contam aos milhares.
Se ainda não é uma guerra civil, para lá caminha. As sementes foram lançadas.
***
Caem os ditadores no Próximo e do Extremo Oriente e o processo ainda não cessou.
Primeiro o Sadam, depois o Ben Ali, o Mubarak e a seguir o Kadafi.
Seguir-se-á o Bashar, que aprendeu com o seu falecido pai a não ceder nunca, nem que o sangue do seu povo tenha de correr nas ruas. É uma questão de auto-preservação. Também o pai massacrou, por vezes, quem se lhe opunha. Mas naquele tempo pouco se sabia e era mais fácil encobrir os hediondos crimes. Mas hoje sabemos. As novas tecnologias impossibilitam a ocultação dos massacres e dos bombardeamentos. Ouvimos os obuses que riscam os céus da Síria na nossa sala de jantar. Mas o Bashar não transige. A mínima cedência é o fim e ele sabe-o. Se entreabrir um pouco a porta, virá a enxurrada. Se transigir um pouco, os que se lhe opõem, verão nisso um sinal de fraqueza e cairão sobre ele e sobre o regime. Ele é o regime.
Então o Bashar bombardeia o seu próprio povo.
Ninguém pára o Bashar.
Por agora.
domingo, fevereiro 05, 2012
"Who do you think you are?"
Que ousadia! Que ousadia!
Proferir uma poesia.
Who do you think you are?
Digo eu para
comigo mesmo.
O Dia Mundial de Tocar Banjo
Porque não para este?
Por certo soariam banjos,
Em toda a esfera celeste.
Como eu amo o vento Leste
Que vem no Verão e
tudo abrasa.
E do céu desceu um arcanjo,
Animado, a tocar banjo.
E assim foi proclamado
O dia tão aguardado.
Qual guitarra, qual fado?
Veio de banjo, o anjo armado.
domingo, janeiro 29, 2012
O que é o neoliberalismo?
«Quando se fala do neoliberalismo, alemão ou
outro, ou seja do liberalismo contemporâneo, obtém-se geralmente três tipos de
resposta.
Em primeiro lugar, esta: do ponto de vista
económico, o que é o neoliberalismo? Nada mais do que a reactivação de velhas
teorias económicas já gastas.
Em segundo: do ponto de vista sociológico, o
neoliberalismo mais não é do que aquilo através do qual passa a instauração, na
sociedade, de relações estritamente mercantis.
Por último: do ponto de vista político, o
neoliberalismo mais não é do que uma cobertura para a intervenção generalizada
e administrativa do Estado, intervenção tão pesada porquanto insidiosa e por se
disfarçar sob os aspectos de um neoliberalismo.»
Michael Foucault (1979), Nascimento da Biopolítica, Edições 70. Lisboa.
2004. Páginas 173-174.
***
Vivemos numa época moribunda, esta do capitalismo tardio
e do neoliberalismo que apodrece. Uma época infértil, incapaz de parir um futuro
esperançoso. Uma época que se arrasta e nos arrasta, incapaz de prometer o que
quer que seja a não ser o sacrifício do presente e a ausência do futuro. É
preciso pôr termo a isto.
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sexta-feira, janeiro 27, 2012
A guerra para além do homem
O
Drone X-47B consegue voar sozinho e aterrar, apenas com o auxílio dos
computadores de bordo. Representa um novo paradigma na “arte” da guerra: a
morte e a destruição passarão a ser semeadas, já não por homens armados, mas
por máquinas que operam de forma semi-independente.
Com as novas armas temos hoje a
garantia de que a guerra prosseguirá para além da extinção humana. Já ninguém
as comanda, nem sequer de forma remota. Questionava-se em tempos um académico acerca
da legitimidade das guerras comandadas, já não por militares, mas por civis
que, levantando-se pela manhã, se dirigiam ao local de trabalho: um posto de
controlo remoto, algures nos EUA, onde se comandavam drones que sobrevoavam
terras distantes, fotografando, metralhando e bombardeando se fosse necessário. Ao fim do dia esses funcionários ou empregados regressavam ao
aconchego do lar com o sentimento de missão cumprida, enquanto no distante
Paquistão alguém chorava os seus mortos.
Pois bem, com as novas armas a
questão começa a perder acutilância. No futuro a guerra poderá escapar não só à
alçada dos militares mas também à dos civis. Será coisa de máquinas. Não foi Kasparov
vencido pelo Deep Blue? É o admirável
mundo novo. O pesadelo do Exterminador entre
nós. E ainda que o homem seja varrido da face do planeta, podemos estar
descansados: as máquinas ficarão por cá, assegurando a guerra perpétua.
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domingo, janeiro 22, 2012
Da dificuldade em conter a expansão do neoliberalismo (isso que alguns teimam em não saber o que é)
“O
actual modo de funcionamento da economia mundial (e hoje existe efectivamente
uma economia mundial)
juntamente com as elites extraterritoriais que a fazem funcionar favorecem
organismos estatais que não podem
de facto impor as condições de gestão da economia e, menos ainda, a impor
restrições ao modo como aqueles que dirigem a economia entendem fazê-lo: a
economia é hoje decididamente transnacional. Virtualmente em todos os Estados,
pequenos ou grandes, a maior parte dos meios económicos mais importantes para a
vida quotidiana da população são «estrangeiros» - ou, dado que foram removidas
todas as barreiras aos movimentos do capital, podem tornar-se estrangeiros de
um dia para o outro, caso os governantes locais suponham ingenuamente poder
intervir.”
Zygmunt Bauman, A Vida Fragmentada, Ensaio sobre a Moral Pós-Moderna, relógio
D’Água. 2007. Pág. 253-254.
***
Bauman escrevia em 1995, há 17 anos portanto,
sobre a impotência dos Estados, ou dos “organismos estatais”, na determinação
dos rumos da economia, que passou definitivamente a funcionar num quadro que
transcende as nações (transnacional). O “modo de funcionamento da economia” a
que se refere Bauman em 1995, não podia ser mais actual. Vivemos já a hora em
que “a maior parte dos meios económicos mais importantes para a vida quotidiana
da população” se tornam estrangeiros, e, poderíamos acrescentar, chineses. Comunistas
capitalistas chineses! Os grandes vencedores da Era neoliberal. Trata-se de uma
grande ironia. Eles não comem tudo; eles compram tudo! Esta semana foi a vez da
Thames Water, a “maior empresa de
água e saneamento do Reino Unido” (Público,
21 de Janeiro de 2012, pág. 15) que “abastece 8,8 milhões de consumidores com
água e presta serviços de esgotos a cerca de 14 milhões de britânicos, em
Londres e regiões próximas”, ter sido comprada em 8,7% pelo fundo de
investimento China Investment Corporation.
Já antes a Three Gorges tinha comprado
21,3% da EDP. Água, energia, saneamento básico… – “os meios económicos” mais
importantes para a vida quotidiana da população”.
A China posiciona-se estrategicamente no campo
geopolítico e geoeconómico da globalização. E não sejamos ingénuos: não o faz
por altruísmo ou para “ajudar” o pobre Ocidente que até há pouco era rico e
colonizador e que agora implora por mais dinheiro. Fá-lo porque procura ganhar
uma posição hegemónica na economia e na política mundial. No futuro poderá
impor os seus interesses ao mundo: o que fará o Ocidente (ou o mundo) quando a
China ameaçar utilizar o embargo financeiro (essa nova arma), caso os seus
interesses sejam contrariados, por exemplo, na questão de Taiwan, essa ilha que
se segue, após Macau e Hong Kong?
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domingo, janeiro 15, 2012
sexta-feira, janeiro 13, 2012
A confiança dos mercados: Portugal no lixo, mais uma vez.
É preciso ganhar a confiança dos mercados, dizem os
adoradores dos mercados que nos governam. É preciso austeridade, dizem
também. Ora ai está a resposta dos mercados pela S&P, tão agradada que está
com os sacrifícios que lhe prestam e com a austeridade:
domingo, janeiro 08, 2012
Tempos pós-democráticos
«Mas, por muito
que Portugal tenha entrado na pós-democracia – e que os políticos portugueses
representem de facto interesses outros e privados ou que pouco ou nada têm a ver
com o que é a representatividade democrática dos cidadãos e do interesse
público -, o sistema político dá ainda poderes ao Presidente. E se este, de
facto, não quisesse apenas limitar-se fazer discursos da carochinha, então
poderia ter sido coerente com o que é o seu pensamento já expresso
anteriormente e com o que é a Constituição, e teria mandado para o Tribunal
Constitucional o Orçamento de Estado, em particular as normas que confiscam o
subsídio de Natal e de férias dos funcionários públicos.»
São José Almeida, Público, 7 de Janeiro de 2012
Luís Costa,
Da Nação
***
Democracia, democracia, democracia…A palavra é hoje repetida cada
vez mais, até à exaustão, como um grito surdo. Dizemo-la porque decerto sentimos
que está a escapar-nos. Parece que vivemos tempos análogos àqueles em que a
guerra indesejada e inevitável se pressente, e então a palavra “paz” invade ansiosamente
as bocas do mundo. Assim é agora com a "democracia".
quinta-feira, janeiro 05, 2012
Tony Judt no ano da sua morte, acerca do neoliberalismo. Lê isto ó Gaspar.
“Hoje em dia, ainda se ouvem ecos
atabalhoados da tentativa de reacender a Guerra Fria em torno de uma cruzada
contra o «islamo-fascismo». Mas o verdadeiro cativeiro mental dos nossos tempos está alhures. A nossa fé
contemporânea no «mercado» segue nos mesmíssimos trilhos da sua sósia radical oitocentista
– a crença cega na necessidade, no progresso e na História. Tal como o infeliz chanceler
trabalhista britânico entre 1929-1931, Philip Snowden, desistiu perante a
Depressão e declarou que não valia a pena contrariar as leis inelutáveis do
capitalismo, assim os dirigentes da Europa de hoje se refugiam à pressa em
medidas de austeridade orçamental para acalmar «os mercados».
Mas o «mercado» - tal como o «materialismo
dialéctico» - é apenas uma abstracção: simultaneamente ultra-racional (a sua
argumentação supera tudo) e o apogeu do absurdo (não pode ser questionado). Tem
os seus verdadeiros crentes – pensadores medíocres quando comparados com os
pais fundadores, mas ainda assim influentes; os seus compagnons de route – que em privado podem duvidar dos
princípios do dogma, mas não vêem alternativa a pregá-lo; e as suas vítimas muitas das quais nos EUA, em especial, engoliram
pressurosamente o seu comprimido e proclamam aos quatro ventos as virtudes de
uma doutrina cujos benefícios nunca verão.
Acima
de tudo, a servidão em que uma ideologia mantém a sua gente mede-se melhor pela
sua incapacidade colectiva para imaginar alternativas. Sabemos muito bem que a fé ilimitada nos
mercados desregulados mata: a aplicação estrita do que até há pouco tempo, em
países em desenvolvimento vulneráveis, se chama o «consenso de Washington» -
que punha a tónica numa política fiscal rigorosa, privatizações, tarifas baixas
e desregulamentação – destruiu milhões de meios de subsistência. Entretanto, os
«termos comerciais» rígidos em que estes remédios são disponibilizados
reduziram drasticamente a esperança de vida em muitos locais. Mas na expressão
letal de Margaret Thatcher, «não há alternativa».
Toni
Judt, O Chalet da Memória, Edições 70.
2011.Páginas 180-181.
(os sublinhados são nossos)
***
Onde estão os
verdadeiros sociais-democratas como Tony Judt? É certo que um dia, quando o
dogma neoliberal for desacreditado (ou derrubado) pelos resultados de pesadelo a
que nos irá conduzir, muitos dos nosso falsos “sociais-democratas”, esses do
intitulado “Partido Social Democrata”, irão aparecer aos magotes, batendo com a
mão no peito, afirmando a alta voz que sempre foram verdadeiros sociais-democratas,
renegando o neoliberalismo – essa teologia do “mercado” que agora apregoam.
Hoje, nas fileiras desse partido, verdadeiros sociais-democratas é coisa que
não encontramos: todos se converteram ao dogma que não acredita em alternativas;
todos se submeteram, inclusive os nossos auto-intitulados “socialistas” que,
tal como o Dr. Jekyll and Mr. Hyde, fazem uma
coisa quando estão no Governo e defendem outra quando na Oposição.
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terça-feira, janeiro 03, 2012
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.
No país socialmente mais
polarizado da Europa Ocidental, onde “todos somos responsáveis” pela situação a
que isto chegou (diz Cavaco Silva), parece que afinal se exige mais esforço pelas
medidas de austeridade aos mais pobres do que aos mais ricos. Com certeza, devem
ser os mais pobres os verdadeiros responsáveis. [Clicar para ver a notícia na Agência Financeira. Aqui.]
Um dia depois do
Presidente ter apelado a todos os portugueses para que combatessem pelo futuro de Portugal, não estando nenhum Português dispensado desse combate, parece que existem alguns empresários e empresas que julgam combater melhor pelo futuro do
País, mudando a sede social da empresa para a Holanda. Eia
patriotas! E já lá vão 19 empresas das que estão cotadas no PSI 20! [Clicar para ver a notícia na Agência Financeira. Aqui.]
Mas porque nos admiramos? Não
sabíamos já que o capital não tem pátria e os negócios não têm ética?
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