Harold Bloom
Harold Bloom, O Cânone Ocidental, 5ª ed., Círculo de Leitores, 2013, pág.464.
Harold Bloom, O Cânone Ocidental, 5ª ed., Círculo de Leitores, 2013, pág.464.
«A ciência pode explicar o que
existe no mundo, como funcionam as coisas e o que o futuro poderá reservar-nos.
Por definição, não tem pretensões a saber como deverá ser o futuro. Apenas as religiões e as ideologias procuram
responder a essas perguntas.»
«Nas ciências naturais o objectivo, é encontrar a verdade objectiva, e
não espalhar visões do mundo subjectivas (ideologias), que são, na sua maioria,
de natureza religiosa ou política. Por conseguinte, em ciência deveriam
evitar-se, tanto como possível, termos findos no sufixo – ismo.»
Os títulos podem chocar e causar perplexidade. Podem cativar a atenção, suscitar a interrogação e atrair o olhar. Os
títulos podem desafiar-nos. O Fim
da História?! Que ridículo, pensamos nós. Afinal como pode a História ter
um fim, a não ser que o Homem acabe ou que deixe de haver amanhã. A Terra é Plana?! Que ridículo. Como se
pode chegar a uma conclusão dessas, tantos anos após Pitágoras e Aristóteles (*)?
O Choque de Civilizações?! Como pode
isso estar a acontecer se as civilizações estão em paz? Que se saiba não há
guerra entre hindus e chineses ou entre ocidentais e japoneses, só para dar
dois exemplos.
Os autores e os editores
perceberam que os títulos bombásticos ou interpeladores podem ser utilizados
como uma estratégia de marketing eficaz,
e a moda pegou. Inicialmente pegou, depois banalizou-se e toda a gente percebeu.