quinta-feira, agosto 24, 2017
terça-feira, agosto 22, 2017
sábado, agosto 19, 2017
Do racismo, da intolerância e do medo perante o desconhecido
A intolerância, sugere [Umberto]
Eco, «chega antes de qualquer doutrina. Assim, a intolerância possui uma raiz
biológica, manifesta-se no reino animal sob a forma de territorialidade,
baseia-se em reacções emocionais que são, frequentemente, superficiais – não conseguimos
suportar aqueles que são diferentes de nós, por a sua pele ser de outra cor;
por falarem numa língua que não compreendemos; por comerem sapos, cães,
macacos, porcos ou alho; por fazerem tatuagens…»
Umberto Eco citado por
Zygmunt Bauman, “Sintomas em busca de um objecto e de um nome” in O Grande Retrocesso, Objectiva, 2017,
pág. 38
"No
one is born hating another person because of the color of his skin or his
background or his religion..."
Nelson Mandela citado
por Barack Obama no Twitter a 13 de
Agosto, em reacção aos confrontos e agressões de Charlottesville entre
supremacistas brancos e manifestantes anti-racismo. @BarackObama
***
O racismo não é inato, como dizia
Mandela, o que faz dele uma questão cultural. O racismo encontra, no entanto,
solo fértil nesse sentimento de intolerância com raízes biológicas, a que se
refere Eco, e que cada um de nós sente de forma primária e superficial. Há quem
explore esse medo perante o desconhecido, essa intolerância, para incutir no
outro a doutrina que proclama a superioridade racial de uns em relação aos
outros. Saber que o racismo tem raízes em reacções emocionais superficiais é
meio caminho andado para erradicá-lo. Os demagogos porém, como refere Bauman,
exploram esse medo perante o desconhecido para expandirem ideologias de ódio:
Os demagogos fundamentalistas,
integralistas, racistas e etnicamente chauvinistas podem, e precisam de, ser
acusados de alimentar uma «intolerância rudimentar» pré-existente e de com ela
lucrar, propagando, assim, as suas reverberações e exacerbado a sua morbidez –
mas não podem ser acusados de causar
o fenómeno da intolerância.
Onde procurar, então, a origem e a força
motriz desse fenómeno? Esta última, a meu ver, será o medo perante o desconhecido – de que os «estranhos» ou «forasteiros»
(por definição insuficientemente conhecidos, muito menos compreendidos, e praticamente
imprevisíveis nas suas condutas e reacções face às nossas próprias jogadas) são
o símbolo mais proeminente, o mais tangível, porque próximo e notório.
Zygmunt Bauman,
“Sintomas em busca de um objecto e de um nome” in O Grande Retrocesso, Objectiva, 2017, pág. 39.
Curiosamente esse medo perante o
desconhecido também tem sido ao longo da história explorado para fins de gestação
e propagação religiosa, estando na raiz das religiões que dividem os seres
humanos em diferentes credos. O medo perante o desconhecido é hoje ainda mais dramático,
pois o contexto social e económico em que vivemos aponta no sentido da individualização do individualismo, da quebra dos laços comunitários e sociais e atomização, em que cada indivíduo se
apresenta aos olhos do outro, cada vez mais, como um elemento estranho e suspeito,
alguém que pode ou não encerrar todos os males do mundo (é uma incerteza, um
risco), como uma caixa de Pandora, ou um terrorista. E a questão torna-se ainda
mais paradoxal quando vivemos na era da omnipresença informacional. Cada vez
mais informados mas desamparados perante o desconhecido à nossa porta, na nossa
rua, ao nosso lado.
segunda-feira, agosto 14, 2017
"Trump" ad nauseam
Há quem se questione, perplexo, acerca
das razões que levaram Trump a vencer as eleições americanas. Como foi
possível? Há quem responda, mas a questão volta continuamente a ser colocada, o
que prova que as respostas nunca chegam a ser conclusivas ou cabais. A
perplexidade ainda persiste em muitos círculos de opinion makers que falam
nas cadeias noticiosas mundiais (CNN, BBC, Sky
News, etc.). Há quem considere Trump genial por conseguir ser notícia o
tempo todo. Propositadamente ou não, ele tem a capacidade de ser notícia a um
ritmo horário contínuo. O seu nome é pronunciado dezenas de vezes por hora, para
não dizer centenas, em canais noticiosos como a CNN. Experimente o leitor ligar
esse canal a qualquer sinal horário, quando vão para o ar as highlights. Era assim há um ano quando a
campanha eleitoral americana estava no auge e os pivots da CNN lhe moviam um ataque cerrado, mas também é assim
agora. O seu nome é matraqueado a todo o momento. "Trump" ad nauseam. "Trump" no prime time. Trump, a obsessão da CNN. Inadvertidamente
o canal televisivo tornou-se o maior anunciador publicitário da marca "Trump"
ainda que a maioria das notícias sobre ele não o favoreçam. Ainda assim
publicitam-no. Ironicamente aparecem depois os opinion makers no mesmo canal a questionarem-se espantados acerca
das razões que levaram Trump à vitória.
Não terá o facto de o canal
manter a marca “Trump” no ar o tempo todo exercido um efeito em muitos telespectadores
acríticos, da mesma forma que a publicidade repetitiva o faz
relativamente a uma determinada marca de um produto que se quer vender?
sexta-feira, agosto 11, 2017
Nestas férias estou a ler…
…romances de cavalaria.
Quem diria que uma pechincha (custou apenas 2€ na livraria da Europa-América) daria um tão grande prazer de leitura. O livro da Europa-América está muito bem traduzido embora tenha algumas gralhas. Trata-se, no entanto, de uma edição de 1981.
…ensaios de política e economia.
…A Segunda Guerra Mundial (a perspectiva inglesa).
sábado, julho 22, 2017
O triunfo dos algoritmos
Quanto mais os trabalhadores funcionam como apêndices das máquinas com
que trabalham, menos liberdade de manobra têm, menos importantes são as suas
competências e mais vulneráveis se tornam ao desemprego tecnológico. É isso que
explica a oposição frequentemente forte dos trabalhadores à introdução das
novas tecnologias.
David Harvey, O Enigma do Capital, Bizâncio, 2011,
pág. 112
What will happen to
the job market once artificial intelligence outperforms humans in most
cognitive tasks? What will be the political impact of a massive new class of
economically useless people? What
will happen to relationships, families and pension funds when nanotechnology
and regenerative medicine turn eighty into the new fifty? What will happen to
human society when biotechnology enables us to have designer babies, and to
open unprecedented gaps between rich and poor?
Yuval Harari,
Homo Deus: A Brief History of Tomorrow, HarperCollins, 2017
(realce nosso)
Já não nos bastavam as ameaças
das alterações climáticas, do terrorismo, da proliferação nuclear, entre
outras. De acordo com Yuval Harari, sobre todos pairará a ameaça da inutilidade
e do desemprego tecnológico. O homem enquanto trabalhador tornar-se-á obsoleto.
Cada um de nós age e pensa, diz ele, de acordo com uma espécie de algoritmo
bioquímico que será ultrapassado pelos algoritmos artificiais inteligentes que criámos. A criação ultrapassará o criador. A raça humana será
extinta pela máquina inteligente. Os futuros humanos não serão humanos, serão
outra coisa qualquer. Uma espécie de super cyborg,
de homem-máquina, quase imortal. Homo deus
em vez de Homo sapiens. Qualquer
resistência em relação às novas tecnologias, das quais estamos cada vez mais
dependentes, será inútil. Qualquer resistência fará de nós luditas do século XXI. E como sabemos os luditas não
foram capazes de travar as máquinas.
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David Harvey,
Yuval Harari
sexta-feira, julho 21, 2017
Martin Landau morreu na semana passada
Martin Landau (1928-2017)
Martin Landau morreu na semana passada.
Partiu o lendário comandante da base lunar Alfa, do Espaço 1999, série televisiva que nos encantou nos anos 70, com as
suas águias, naves de descolagem vertical, com os seus
intercomunicadores e as suas portas automáticas que abriam com um simples toque
num telecomando, e mais muito mais. Por vezes havia monstros invasores nos
corredores da base e um ecrã gigante na sala de comando através do qual o
comandante comunicava com alienígenas e com os pilotos das águias. Brincávamos
ao Espaço 1999 nas traseiras do
prédio. Um era o comandante, mas havia enfermeiras, pilotos, médicas e
cientistas… Aprendíamos assim. Quase tudo se concretizou em 1999: temos aviões
de descolagem vertical e telemóveis, portas que abrem à nossa aproximação, ecrãs
tácteis que também nos mostram quem está a falar connosco, computadores… Mas
falta-nos uma base lunar permanente. Uma base na Lua, onde o céu é sempre
estrelado. Na Lua, onde tudo parece mais perto do cosmos.
A morte de Martin Landau não nos passou
despercebida.
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Martin Landau,
Partidas
domingo, julho 16, 2017
Notícias da sexta extinção: o gradual desaparecimento dos leões e de outros grandes mamíferos
Scientists analysed
both common and rare species and found billions of regional or local
populations have been lost. They blame human overpopulation and overconsumption
for the crisis and warn that it threatens the survival of human civilisation,
with just a short window of time in which to act.
Fonte: The Guardian, aqui
Assistimos hoje ao rápido
desaparecimento dos grandes mamíferos da superfície da Terra, entre os quais
carnívoros e predadores como o leão, noticia o The Guardian. A sua presença no planeta não se coaduna com o
crescimento demográfico do homo sapiens
sapiens e com a crescente necessidade de mais espaço que suporte as suas
infinitas necessidades.
Historicamente o leão estava presente nas regiões onde surgiu a civilização e as primeiras aglomerações urbanas, na Mesopotâmia. Foi caçado pelos assírios e foi representado pelos caçadores-recolectores daquela região, muito antes disso. Actualmente, na Ásia, está confinado a uma pequena bolsa na floresta de Gir, no noroeste da Índia.
Historicamente o leão estava presente nas regiões onde surgiu a civilização e as primeiras aglomerações urbanas, na Mesopotâmia. Foi caçado pelos assírios e foi representado pelos caçadores-recolectores daquela região, muito antes disso. Actualmente, na Ásia, está confinado a uma pequena bolsa na floresta de Gir, no noroeste da Índia.
![]() |
No séc. VII a.C. o leão
era caçado pelos assírios no norte da Mesopotâmia, região que corresponde
actualmente ao norte do Iraque e sudeste da Turquia.
|
![]() |
Leão representado num pilar de Göbekli Tepe, presumivelmente
um centro de culto de caçadores-recolectores e um embrião dos
primeiros assentamentos urbanos, com cerca de 12 000 anos.
|
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Ambiente,
Antropoceno,
Sexta Extinção
segunda-feira, julho 10, 2017
Revoluções políticas e revoluções científicas
![]() |
| Thomas Kuhn (1922 - 1996) |
As revoluções políticas
começam com um sentimento crescente, habitualmente restringido a um segmento da
comunidade política, de que as instituições existentes deixaram de poder
enfrentar adequadamente os problemas colocados pelo ambiente que elas próprias
em parte criaram. De modo muito semelhante, as revoluções científicas começam por um sentimento crescente, também geralmente
restringido a uma pequena subdivisão da comunidade científica, de que um
paradigma existente deixou de funcionar adequadamente na exploração de um
aspecto da natureza para o qual esse próprio paradigma tinha indicado o caminho.
Thomas Kuhn, A Estrutura das Revoluções Científicas, Guerra e Paz, 2009, pp.
133-134
Etiquetas:
Sublinhado,
Thomas Kuhn
sábado, julho 08, 2017
quinta-feira, julho 06, 2017
Substancial, incidental e fatal
Como brincam com as palavras os políticos.
A coisa é muito grave,
mas releva do campo do incidental,
não do substancial. Há que
distinguir as coisas e os nossos aliados sabem distingui-las, garante o ministro Augusto Santos Silva, ou seja, trata-se de um incidente muito grave, o dos paióis,
mas não é substancial.
Contudo poderá vir a ser fatal. É aí que
reside o problema.
Um poema de O'Neill
A força do hálito
A força do hálito é como o que tem que ser.
E o que tem que ser tem muita força.
Vai (ou vem) um sujeito, abre a boca e eis que a gente,
que no fundo é sempre a mesma,
desmonta a tenda e vai halitar-se para outro lado,
que no fundo é sempre o mesmo.
Sovacos pompeando vinagres e bafios,
não são nada --bah...-- em comparação
com certos hálitos que até parece que sobem do coração.
"Ai onde transpira agora
o bom sovaco de outrora!"
Virilhas colaborando com parentesis ou cedilhas
são autênticas (e sem hálito) maravirilhas.
Quando muito alguns pingos nos refegos, nas braguilhas,
amoniacal bafor que suporta sem dor
aquele que está ao rés de tal teor.
Mas o mau hálito é pior que a palavra
sobretudo se não for da tua lavra.
Da malvada, da cárie ou, meudeus, do infinito,
o mau hálito é sempre, na narina,
como o baudelaireano, desesperado grito
da "charogne" que apodrecer não queria.
Alexandre O'Neill (1969)
Mais poemas de Alexandre O'Neill, e mais, muito mais: aqui.
A força do hálito é como o que tem que ser.
E o que tem que ser tem muita força.
Vai (ou vem) um sujeito, abre a boca e eis que a gente,
que no fundo é sempre a mesma,
desmonta a tenda e vai halitar-se para outro lado,
que no fundo é sempre o mesmo.
Sovacos pompeando vinagres e bafios,
não são nada --bah...-- em comparação
com certos hálitos que até parece que sobem do coração.
"Ai onde transpira agora
o bom sovaco de outrora!"
Virilhas colaborando com parentesis ou cedilhas
são autênticas (e sem hálito) maravirilhas.
Quando muito alguns pingos nos refegos, nas braguilhas,
amoniacal bafor que suporta sem dor
aquele que está ao rés de tal teor.
Mas o mau hálito é pior que a palavra
sobretudo se não for da tua lavra.
Da malvada, da cárie ou, meudeus, do infinito,
o mau hálito é sempre, na narina,
como o baudelaireano, desesperado grito
da "charogne" que apodrecer não queria.
Alexandre O'Neill (1969)
***
Mais poemas de Alexandre O'Neill, e mais, muito mais: aqui.
segunda-feira, julho 03, 2017
Foi você que pediu uma granada
Imagine que está a comer tranquilamente num restaurante e lá
para dentro rebola uma das granadas furtadas em Tancos. Não se
preocupe, pois o ministro assevera-nos que se trata apenas de uma granada ofensiva.
As defensivas são mais letais.
O ministro da Defesa ainda está sentado no seu lugar?
O Chefe do Estado-Maior do Exército ainda está sentado no
seu lugar?
O que aconteceu em Tancos é inadmissível. Não é apenas
grave, é gravíssimo.
Seria bom que as armas fossem descobertas rapidamente, não
interessa onde, antes que rebentem por aí, ou por aqui.
Outra coisa: colocar Tancos dentro do mesmo saco que
Pedrógão Grande quanto a apuramento de responsabilidades e suas consequências
políticas, como já ouvi de alguns comentadores, é pura desonestidade
intelectual. Mas enfim, a politiquice cala mais fundo e estes senhores não resistem
à tentação e à pulhice.
sábado, julho 01, 2017
Insucesso escolar e pobreza
Ora é aqui que está a questão. Deviam lembrar-se disto
os que fazem a leitura dos rankings das escolas, comparando resultados entre o
ensino privado e o ensino público, apontando baterias a este último.
Portugal, país mui católico, se atendermos ao número de
crentes, é um dos países da Europa onde as desigualdades sociais entre ricos e pobres é o mais
alargado e onde a pobreza grassa. Os doutos que apontam o dedo às escolas públicas e ao ensino que lá
se presta, baseando-se nos resultados dos exames nacionais, deviam lembrar-se desta
realidade.
Neste país mui católico parece que são precisos pobrezinhos para que haja
caridadezinha. Para isso os pobrezinhos dão muito jeitinho.
sexta-feira, junho 23, 2017
O deboche da reportagem
Não poderia deixar de estar mais de acordo com o que escreve António Guerreiro, aqui. Nem há palavras. António Guerreiro disse-as todas, bem ditas e pesadas. É o que penso sobre grande parte das reportagens da tragédia de Pedrogão Grande. Um deboche de reportagens que se converteu num regabofe ao voyeurismo boçal.
Até se arranjou um nome hollywoodesco para a estrada EN 236-1: "A Estrada da Morte".
Vivemos na sociedade do espectáculo no seu pior. (*)
Muitos jornalistas deveriam cultivar-se mais, estudar mais e cuidar das ideias. Deveriam voltar a estudar Ética nos bancos da Universidade, se é que alguma vez a estudaram, para que se respeitassem mais e nos respeitassem, que gostamos de ser e de estar informados, com qualidade.
Afinal informar também é educar. Mas como poderão os jornalistas educar se não forem bem educados? Alguns, inadvertidamente, ou talvez não, parecem conceber a informação como se de um espectáculo se tratasse e as reportagens como se fossem uma espécie de filmes de hollywood.
----------
(*) Lembrei-me de uma notícia de há muitos anos sobre a indecisão acerca de um título a colocar num novo filme do 007. Os que escolhiam o título acabaram por concluir que se as palavras "morrer" ou "matar", ou qualquer outra associada à morte, integrassem o título do filme, mais gente iria vê-lo. Era uma questão comercial. E assim lá escolheram o título: Tomorrow Never Dies ou Die Another Day (foi um destes, não posso precisar qual).
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