O Presidente Barack Obama (2014), ao contrário do primata que ocupa
actualmente a Casa Branca. Ora vejam só.
E Bill Gates (2015), pois claro. Aqui.
terça-feira, abril 14, 2020
domingo, abril 12, 2020
Examinar é preciso, viver não é preciso
O nosso sistema educativo, que se
pretende inclusivo, dizem, tem no final provas exclusivas, provas excludentes,
provas selectivas. Um paradoxo. Provas para separar o trigo do joio. Provas
para seriar.
No fim do dia, afinal o que conta
são os exames. A avaliação, selectiva, sobrepõe-se a tudo o resto, ou seja, a todas
as outras funções que a escola tem ou deveria ter, na escala de valores que a
sociedade lhe atribui. É assim que a sociedade vê a escola e quanto a isso não
há nada a fazer. As outras funções da escola não atingem tal magnitude nessa
escala de valorização social, é o que se depreende da decisão de priorizar a
reabertura do ensino presencial pelos 11º e 12º anos, logo que seja possível,
nas disciplinas em que o exame se exige para entrada no ensino superior. Por
outras palavras, a razão magna para reabrir o ensino presencial, no contexto actual,
é a necessidade de realizar exames de acesso ao ensino superior.
O que diria Sócrates, o Filósofo,
desta nossa concepção de escola?
(De Platão não falo, pois consta
que a encimar o portão da Academia estava uma placa com a inscrição “Exigem-se
conhecimentos de Matemática!”)
O que diria Agostinho da Silva,
que defendia um ensino superior com portas abertas para todos os que nele
quisessem entrar?
Os exames são a magna obra da
Escola. Examinar é preciso, viver não é preciso.
Lista de Livros da Quarentena
O Amor nos Tempos de Cólera, Gabriel García Márquez
A Peste, Albert Camus
Decameron, Giovanni Boccaccio
A Guerra dos Mundos, H. G. Wells
1984, George Orwell
A Estrada, Cormac McCarthy
Diário do Ano da Peste, Daniel Defoe [por sugestão de Orhan Pamuk]
Os Noivos, Alessandro Manzoni [por sugestão de Orhan Pamuk]
Diário da Peste, Daniel Defoe [por sugestão de Orhan Pamuk]
Diário do Ano da Peste, Daniel Defoe [por sugestão de Orhan Pamuk]
Os Noivos, Alessandro Manzoni [por sugestão de Orhan Pamuk]
Diário da Peste, Daniel Defoe [por sugestão de Orhan Pamuk]
[Outros livros poderão vir a ser acrescentados à lista]
***
Avisos à navegação:
A Estrada, de Cormac McCarthy, é apocalíptico e deprimente. Ali o homem é lobo do homem. Um livro a evitar nos tempos que correm por gente com propensão para a depressão.
A Estrada, de Cormac McCarthy, é apocalíptico e deprimente. Ali o homem é lobo do homem. Um livro a evitar nos tempos que correm por gente com propensão para a depressão.
A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, pode ser lido como uma parábola em que os
alienígenas somos nós.
1984, de George Orwell, mostra-nos o totalitarismo em
que podemos cair ou para onde já alegremente nos encaminhamos. O Grande Irmão, mais
conhecido por Big Brother, zelará por nós.
No nosso caso será o Grande Algoritmo.
No nosso caso será o Grande Algoritmo.
sexta-feira, abril 10, 2020
Passeio higiénico em retirada
Os passeios higiénicos, esporádicos, converteram-se em
rápidas retiradas de meia-hora em direcção ao bunker caseiro. Passeios
tristes, passeios vazios pelas ruas quase desertas.
Hoje vi avós à janela no rés-do chão a conversarem com a pequena
neta acompanhada pelos pais. O casal e a filha estavam encostados ao automóvel
de porta aberta frente à janela. Conviviam assim. Próximos, mas cautelosamente
distanciados, a dois metros da janela. Não queriam aproximar-se mais. Havia risos
que ecoavam na rua vazia vindos dali. A alegria dos avós, dos pais e da neta. Mais
adiante, noutra rua, deparei-me com uma cena idêntica.
Maldito vírus que impõe distâncias entre os entes mais
queridos. Maldito vírus que nos tolhe a liberdade.
Vi também papoilas cujas pétalas eram de um vermelho muito
vivo. Cresciam junto à base de um sinal de trânsito, no meio do estreito
passeio que acompanha a via rápida. Cruzei-me também com um sem-abrigo, um
jovem muito envelhecido, encurvado e cabisbaixo. Pressentia-se o sofrimento.
Não me cruzei com mais ninguém.
Regressei a casa.
domingo, abril 05, 2020
Era de paradoxos: um vírus que é um gigante
Todos os dias na TVI, após o Jornal das 8, são agora declamados,
contra um fundo negro onde correm as palavras, os versos do “Monstrengo” da Mensagem de
Fernando Pessoa, pela voz do saudoso João Villaret:
O MOSTRENGO
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo;
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
9-9-1918
in Mensagem. Fernando
Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed.
1972).
- 62.
Um vírus que é um gigante.
Era de paradoxos.
Etiquetas:
Coronavírus,
Fernando Pessoa,
João Villaret
sábado, março 28, 2020
Um estado de sei lá
Parece que estamos a viver dentro de uma história de George Orwell. Tudo isto é demasiado horroroso. Enclausurados em casa com o terror lá fora, e, pior, com o terror cá dentro. O terror a tomar conta de tudo. O medo de virmos a perder os nossos entes mais queridos, mais frágeis e mais velhos. O medo a querer tomar conta de nós como o Grande Irmão a querer zelar por nós. Esse medo parasita, viral.
Vivemos um estado de emergência. Um estado de sei lá.
Um pesadelo orwelliano.
domingo, março 22, 2020
Passeio higiénico
Passeia-te a ti mesmo.
***
Não tendo animais de companhia para passear, passeei-me a mim mesmo hoje, nos termos regulamentares, claro está. O Decreto n.º 2-A/2020, que regulamenta a aplicação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, no seu Artigo 5º, alínea i) permite-o, desde que se trate de "deslocações de curta duração, para efeitos de fruição de momentos ao ar livre".
Realizado o rápido passeio pelas ruas quase desertas em que me cruzei com raros transeuntes em igualdade de circunstâncias, seguiu-se, mais uma vez, tal como no domingo passado, "uma rápida retirada em direcção ao recato do lar-bunker onde se consumiu o resto do dia". Isto já começa a ser o novo normal domingueiro, um estúpido novo normal, diga-se de passagem: rápidas retiradas para o lar-bunker. O problema é que ninguém nos garante que o tal micro-organismo* "«agregado de biomoléculas» patogénico e incapacitado para viver autonomamente fora das células que parasita" (Kutschera, 2008) não o tenha já invadido, insidioso e invasivo que ele é, e aguarde apenas o momento oportuno para nos invadir a nós.
____________________________
(*) Com efeito, um vírus não é considerado um organismo e representa uma forma intermédia situada entre o mundo inanimado das moléculas e as células metabolicamente activas. (Kutschera, 2008). Não vamos portanto elevá-lo a micro-organismo, porque organismo é que ele não é (pelo menos autónomo).
Referência
Kutschera, Urlich (2008), Biologia Evolutiva, Fundação Calouste Gulbenkian, 2013
quinta-feira, março 19, 2020
Evolução do nº de infectados pelo coronavirus, EUA, Europa e China
Fonte: Bloomberg (adaptado)
https://www.bloomberg.com/graphics/2020-wuhan-novel-coronavirus-outbreak/, (consultado a 19/03/2020)
Pela leitura desatenta dos gráficos até parece que os EUA estão numa situação tão grave como a Europa ou a China, mas não é verdade. A Bloomberg devia ter rodeado o gráfico dos E.U.A, com uma lupa, pois o número de infectados nesse país corresponde a apenas 10,3% dos infectados na China e a 9,1% dos infectados na Europa.
domingo, março 15, 2020
Peripatético sob ameaça

Hoje, pela manhã, entre a Praia da Rainha e a Praia do Rei, poucos eram os que se passeavam à beira-mar. Todos devidamente apartados (excepto alguns que iam aos pares), uns correndo, outros caminhando, passando bem à ilharga uns dos outros, não fosse o coronavírus andar por ali.
Depois, a rápida retirada em direcção ao recato do lar-bunker onde se consumiu o resto do domingo.
***
Desta vez o Titanic embateu num vírus, e entre o ir e o não ir ao fundo, lá se vai tentando fingir a normalidade.
***
Tenho-me lembrado nestes dias das palavras de George Steiner que disse que tinha uma certa imagem mental da verdade emboscada ao virar da esquina, à espera de que o homem se aproxime – e a preparar-se para lhe dar uma cacetada na cabeça*; e também de Urlich Beck e da sua Sociedade do Risco, a nossa sociedade do risco.
Estes tempos de excepção colocam-nos naqueles dias de aproximação de apocalipses, os dias do fim, em que é rompida a normalidade da rotina quotidiana. Mas é apenas isso no caso presente: a mera sensação de iminência de um fim.
O vírus não afundará o Titanic. Ficaremos somente um pouco mais conscientes do quão frágil é o navio em que navegamos face a essa verdade que a Natureza nos oferece: a de que estamos sós num universo hostil que só está à espera nalguma esquina que o homem se aproxime para lhe dar uma marretada na cabeça.
É que não era suposto estarmos aqui e contudo estamos.
___________________________
(*) George Steiner, Nostalgia do Absoluto, Relógio D’Água, 2003. Pág. 80 e 81.
O vírus não afundará o Titanic. Ficaremos somente um pouco mais conscientes do quão frágil é o navio em que navegamos face a essa verdade que a Natureza nos oferece: a de que estamos sós num universo hostil que só está à espera nalguma esquina que o homem se aproxime para lhe dar uma marretada na cabeça.
É que não era suposto estarmos aqui e contudo estamos.
___________________________
(*) George Steiner, Nostalgia do Absoluto, Relógio D’Água, 2003. Pág. 80 e 81.
domingo, fevereiro 23, 2020
sexta-feira, fevereiro 21, 2020
Até sempre, VPV
Vasco Pulido Valente (1941- 2020)
Em primeiro lugar: muito obrigado, Vasco Pulido Valente!
Perdemos mais um excelente analista crítico da sociedade portuguesa. Uma voz necessária, e, muitas vezes, incómoda. Era um prazer ler as suas crónicas, mesmo quando as considerávamos cáusticas ou mordazes, ou até injustas. Mas era uma voz para ouvir com atenção.
Esteve entre nós, bloguers: escreveu num blogue chamado o "O Espectro". A blogosfera estava efervescente nessa altura. O link está ali em baixo nos "Saudosos Idos". É verdade: disparava em todas as direções, com a sua escrita acutilante, irónica e jocosa. Sobre Cavaco escreveu o seguinte, uma vez:
"Para parafrasear um dito célebre, "Cavaco é um doido que julga que é Cavaco": não quer agentes de intervenção política, quer uma corte rastejante e obrigada. Espero que ele se divirta." (Daqui)
Ler os ditos de VPV era um puro prazer.
Fica aqui a minha homenagem.
Até sempre, Vasco.
Etiquetas:
Partidas,
Vasco Pulido Valente
terça-feira, fevereiro 04, 2020
Até sempre, George Steiner
George Steiner (1929-2020)
Esvaziamos da sua humanidade aqueles a quem negamos a palavra. Tornamo-los nus e absurdos. O “silêncio de pedra” pode ser uma imagem literal e terrível do murmúrio confuso, ou na ausência de discurso, do “petrificado”. Quando o diálogo com os outros se quebra a Medusa domina o interior do nosso ser.
George Steiner (1971), No Castelo do Barba Ruiva,
Relógio D’Água, 1992, Pág. 118.
Até sempre, George Steiner.
Etiquetas:
George Steiner,
Partidas
sexta-feira, janeiro 31, 2020
sábado, janeiro 11, 2020
Liberdade
Liberdade é não sentir medo.
Nina Simone
(citada por Joacine Moreira, Expresso, Revista E, 28 de Dezembro de 2019, pág. 105)
quarta-feira, janeiro 01, 2020
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Etiquetas
- . (3)
- 25 de Abril (14)
- Acordo Ortográfico (1)
- Açores (2)
- Adelino Maltez (2)
- Adriano Moreira (8)
- Afeganistão (7)
- Afonso de Albuquerque (1)
- África (10)
- Agamben (2)
- Agostinho da Silva (9)
- Água (1)
- Agustina Bessa-Luís (1)
- Alcácer do Sal (2)
- Alcochete (1)
- Alentejo (1)
- Alepo (1)
- Alexandre Farto (1)
- Alfonso Canales (1)
- Algarve (15)
- Alienação (1)
- Allan Bloom (1)
- Almada (1)
- Alterações Climáticas (1)
- Álvaro Domingues (1)
- Ambiente (68)
- América (2)
- Amy Winehouse (1)
- Anaximandro (1)
- Âncoras e Nefelibatas (1)
- Andaluzia (7)
- Andrew Knoll (1)
- Angola (2)
- Ann Druyan (1)
- Ano Novo (2)
- António Barreto (1)
- António Guerreiro (3)
- Antropoceno (5)
- Antropologia (3)
- Apocalípticas (1)
- Arafat (1)
- Arcimboldo (1)
- Aretha Franklin (1)
- Aristides de Sousa Mendes (1)
- Aristóteles (4)
- Arqueologia (1)
- Arquíloco (1)
- Arquitectura (1)
- Arrábida (2)
- Arte (12)
- Arte Etrusca (1)
- Astronomia (11)
- Atletismo (5)
- Azenhas do Mar (1)
- Babel (3)
- Banda Desenhada (1)
- Banksy (2)
- Baudelaire (1)
- Bauman (25)
- Benfica (3)
- Bento de Jesus Caraça (3)
- Bernard-Henri Lévy (1)
- Bernini (1)
- Bertrand Russel (1)
- Biden (1)
- Bill Gates (1)
- Biodiversidade (1)
- Biogeografia (1)
- Bismarck (1)
- Blogosfera (11)
- Blogues (3)
- Boas-Festas (1)
- Boaventura de Sousa Santos (6)
- Bob Dylan (2)
- Brasil (4)
- Brexit (5)
- Bruegel (1)
- Bruno Patino (1)
- Cão d' Água (1)
- Capitalismo (5)
- Caravaggio (2)
- Carl Orff (1)
- Carlo Bordoni (1)
- Céline (1)
- Censura (1)
- Cervantes (2)
- Charles Darwin (1)
- Charles Trenet (1)
- Chesterton (1)
- Chico Buarque (1)
- China (4)
- Chris Jordan (2)
- Cícero (3)
- Cidade (1)
- Ciência (14)
- Ciência e Tecnologia (5)
- Ciência Política (2)
- Cinema (1)
- Citações (118)
- Civilizações (9)
- Clara Ferreira Alves (4)
- Claude Lévy-Strauss (3)
- Claude Lorrain (1)
- Coleridge (1)
- Colonialismo (1)
- Colum McCann (1)
- Comunismo (1)
- Conceitos (1)
- Conquista (1)
- Cormac McCarthy (4)
- Cornelius Castoriadis (4)
- Coronavírus (7)
- Cosmé Tura (1)
- COVID-19 (3)
- Crise (2)
- Crise financeira (1)
- Cristiano Ronaldo (4)
- Cristo (1)
- Crítica literária (1)
- Croce (1)
- Cultura (5)
- Curzio Malaparte (2)
- Daniel Bessa (1)
- Daniel Boorstin (1)
- David Attenborough (3)
- David Bowie (1)
- David Harvey (8)
- David Landes (1)
- David Wallace-Wells (1)
- Dedos famosos que apontam (5)
- Democracia (7)
- Demografia (1)
- Desabafos (3)
- Descartes (1)
- Desemprego (1)
- Desenvolvimento (2)
- Desmond Tutu (1)
- Desporto (15)
- Direitos Humanos (1)
- Diversão (1)
- Don Delillo (1)
- Dudley Seers (1)
- Dulce Félix (1)
- Dürer (3)
- E.O. Wilson (3)
- E.U.A. (1)
- Eça de Queirós (2)
- Economia (69)
- Eduardo Lourenço (3)
- Educação (35)
- Edward Soja (2)
- Einstein (1)
- Elias Canetti (1)
- Elites (1)
- Embirrações (4)
- Emerson (1)
- Emmanuel Todd (1)
- Empédocles (1)
- Ennio Morricone (2)
- Ensino (8)
- Ericeira (1)
- Escultura (6)
- Espanha (2)
- Espinosa (1)
- Espuma dos dias (5)
- Ésquilo (1)
- Estado Islâmico (1)
- Estoicismo (2)
- Estranhos dias os nossos (2)
- Ética (10)
- EUA (19)
- Eugénio de Andrade (3)
- Europa (18)
- Famosos Barbudos (1)
- Fascismo (2)
- Fauna (40)
- Feira do Livro (2)
- Ferdinand Addis (1)
- Férias (2)
- Fernando Grade (1)
- Fernando Pessoa (17)
- Ficção (1)
- Ficção Científica (2)
- Fidel Castro (3)
- Figueiras (1)
- Filosofia (67)
- Finanças (1)
- Flora (11)
- Fogo (1)
- Fonte da Telha (1)
- Formosa (1)
- Fotografia (114)
- Foucault (5)
- França (5)
- Frank Herbert (2)
- Freitas do Amaral (1)
- Fukuyama (2)
- Futebol (23)
- Gabriel García Márquez (2)
- Galbraith (1)
- Garcia Lorca (3)
- Garzi (1)
- Geografia (29)
- Geologia (4)
- Geopolítica (16)
- George Steiner (14)
- Georges Moreau de Tours (1)
- Gerês (4)
- Globalização (15)
- Gonçalo Cadilhe (2)
- Gonçalo M. Tavares (1)
- Gonçalo Ribeiro Telles (1)
- Gore Vidal (3)
- Goya (1)
- Gramsci (1)
- Grandes Aberturas (8)
- Grécia (2)
- Grécia Antiga (10)
- Guadiana (5)
- Guerra (20)
- Guterres (2)
- Handel (1)
- Hannah Arendt (1)
- Harold Bloom (2)
- Hayek (1)
- Hegel (1)
- Henri Lefebvre (1)
- Henrique Raposo (1)
- Heraclito (7)
- Heródoto (5)
- Hervé Le Tellier (1)
- Hesíodo (7)
- Hillary Clinton (1)
- Hino (2)
- História (16)
- Hobsbawm (4)
- Homenagem (7)
- Homero (5)
- Horácio (4)
- Hubert Reeves (3)
- Hugo Chávez (3)
- Humanismo (2)
- Humor (1)
- Ian Bremmer (3)
- Ian Morris (1)
- Iconoclastia (2)
- Ideologia (8)
- Ignacio Ramonet (2)
- Ilíada (1)
- Iluminismo (2)
- Imigração (1)
- Immanuel Wallerstein (1)
- Imprensa (1)
- Índia (2)
- Internacional (31)
- Iraque (1)
- Islão (3)
- Israel (5)
- Jacques Barzun (1)
- Jakob Schlesinger (1)
- James Knight-Smith (1)
- Japão (5)
- Jared Diamond (2)
- Jean Fouquet (1)
- Jihadismo (1)
- Jim Morrison (1)
- Jô Soares (1)
- João Lourenço (1)
- João Luís Barreto Guimarães (1)
- João Maurício Brás (9)
- João Salgueiro (1)
- João Villaret (1)
- Jogos Olímpicos (14)
- John Keegan (1)
- John Locke (1)
- Jonathan Swift (1)
- Jorge Luis Borges (1)
- Jornalismo (3)
- José Gil (4)
- Joseph Conrad (3)
- Joseph-Noël Sylvestre (1)
- Juliette Gréco (1)
- Justiça (1)
- Kamala Harris (1)
- Karl Polanyi (3)
- Karl Popper (1)
- Kazuo Ishiguro (1)
- Ken Follett (1)
- Kenneth Clark (1)
- Kolakowski (1)
- Kropotkin (1)
- Krugman (1)
- Lana Del Rey (1)
- Langston Hughes (1)
- Laurent Binet (1)
- Lavoisier (1)
- Leituras (10)
- Leon Tolstói (1)
- Leonardo da Vinci (4)
- Li Wenliang (1)
- Liberalismo (5)
- Liberdade (5)
- Lipovetsky (4)
- Lisboa (2)
- Literatura (10)
- Literatura pós-modernista (1)
- Livros (77)
- Livros Lidos (35)
- Lorca (3)
- Lou Marinoff (1)
- Lugares de Portugal (4)
- Macaulay (1)
- Madeira (1)
- Madeleine Albright (2)
- Madredeus (2)
- Madrid (1)
- Mafalda (1)
- Málaga (1)
- Manuel António Pina (1)
- Máquinas (6)
- Maradona (1)
- Marc Augé (1)
- Marcelo Rebelo de Sousa (2)
- Marco Aurélio (1)
- Maria Filomena Mónica (4)
- Maria José Morgado (1)
- Maria José Roxo (1)
- Marilyn (1)
- Mário Soares (1)
- Marques Mendes (2)
- Marte (3)
- Martin Landau (1)
- Martin Page (2)
- Marx (8)
- Marxismo (1)
- Matemática (1)
- Máximas pessoais (3)
- Medeiros Ferreira (1)
- Media (4)
- Mega Ferreira (1)
- Melville (3)
- Memória Esquecida (6)
- Michel Houellebecq (2)
- Michel Serres (1)
- Migrações (1)
- Miguel Ângelo (1)
- Miguel de Unamuno (2)
- Miguel Esteves Cardoso (2)
- Miguel Torga (5)
- Mikhail Gorbachev (1)
- Minho (1)
- Mitologia (3)
- Moçambique (1)
- Modernidade (3)
- Montesquieu (1)
- Morin (1)
- Morrissey (1)
- Mozart (1)
- Música (20)
- Mussorgsky (1)
- Nagasaki (1)
- Naide Gomes (1)
- Nanni Moretti (1)
- Natal (4)
- NATO (1)
- Natureza (1)
- Natureza Humana (1)
- Navios (2)
- Nazismo (1)
- Nelson Évora (1)
- Neoliberalismo (70)
- Niall Ferguson (3)
- Nietzsche (9)
- Noam Chomsky (1)
- Norman Davies (2)
- Notícia (2)
- Notícias do milagre económico (2)
- Nova Iorque (1)
- Nuno Rogeiro (3)
- O Neoliberalismo no seu Estertor (19)
- O neoliberalismo no seu melhor (9)
- Obama (6)
- Opinião (3)
- Oppenheimer (1)
- OqueStrada (1)
- Orlando Ribeiro (3)
- Ortega y Gasset (10)
- Orwell (2)
- Os touros querem-se vivos (2)
- Paco de Lúcia (1)
- Padre António Vieira (2)
- Paidéia (1)
- Paisagem (28)
- Paleontologia (2)
- Palestina (3)
- Palmira (1)
- Pandemia (9)
- Papa Bento XVI (4)
- Paquistão (2)
- Para memória futura. Ambiente. (1)
- Paris (2)
- Partidas (53)
- Pascal (1)
- Patrick Deneen (1)
- Patti Smith (1)
- Paul Valéry (2)
- Pelé (1)
- Pensamentos (54)
- Peter Sloterdijk (33)
- Phil Hansen (1)
- Píndaro (1)
- Pino Daeni (1)
- Pintura (84)
- Platão (3)
- Plutarco (1)
- Poder (1)
- Poe (1)
- Poemas da minha vida (9)
- Poesia (105)
- Política (161)
- Política Internacional (2)
- Porto (18)
- Portugal (59)
- Portugal é Paisagem e o Resto é Lisboa (9)
- Portugueses (5)
- Pós-modernidade (2)
- Praia (20)
- Pré-socráticos (1)
- Presidente Cavaco (23)
- Putin (4)
- Quino (1)
- Raça (1)
- Rachmaninov (1)
- Racismo (2)
- Rafael (3)
- Rafael Alberti (1)
- Reflexões (4)
- Reflexões sobre Reflexões (1)
- Reino Unido (6)
- Relações Internacionais (4)
- Religião (28)
- Rembradt (1)
- Renoir (1)
- Rentes de Carvalho (4)
- Respeito (2)
- Revolução Industrial (1)
- Revoluções (5)
- Ricardo Reis (1)
- Richard Dawkins (4)
- Richard Rogers (1)
- Rimbaud (2)
- Robert Capa (2)
- Roberto Bolaño (1)
- Rocha Pereira (1)
- Rodin (2)
- Roger Scruton (1)
- Roma (9)
- Rússia (4)
- Safo (1)
- Sal da Língua (1)
- Salazar (2)
- Samuel Barber (1)
- Samuel Huntington (1)
- Santa Sofia (1)
- Sean Connery (1)
- Sebastião Salgado (1)
- Seca (1)
- Século XX (2)
- Séneca (4)
- Sesimbra (2)
- Sevilha (4)
- Sexta Extinção (3)
- Shostakovich (1)
- Simões Lopes (1)
- Sionismo (1)
- Síria (9)
- Socialismo (1)
- Sociedade (22)
- Sociologia (11)
- Sócrates (2)
- Sófocles (2)
- Solidão (1)
- Sólon (2)
- Sorolla (1)
- Steven Pinker (2)
- Stiglitz (1)
- Sublinhado (24)
- Suiça (1)
- Sun Tzu (1)
- Suzanne Collins (1)
- T.E.Lawrence (1)
- Tabucchi (1)
- Telavive (1)
- Telescópio James Webb (1)
- Televisão (1)
- Terreiro do Paço (2)
- Território (1)
- Terrorismo (11)
- Thomas Friedman (2)
- Thomas Kuhn (1)
- Tim Marshall (2)
- Titã (1)
- Tocqueville (1)
- Toledo (2)
- Tom Lea (1)
- Tony Judt (11)
- Transformações Sócio-Culturais (1)
- Triste País (1)
- Trump (15)
- Turquia (2)
- Ucrânia (9)
- Ulrich Beck (6)
- Umberto Eco (8)
- União Europeia (25)
- Universidade (1)
- Urbanismo (2)
- Ursula von der Leyen (1)
- Utopia (1)
- Vargas Llosa (3)
- Vasco da Gama (1)
- Vasco Graça Moura (1)
- Vasco Pulido Valente (5)
- Venezuela (1)
- Verão (9)
- Violência Policial (1)
- Virgílio (1)
- Viriato Soromenho-Marques (1)
- Vital Moreira (1)
- Vítor Gaspar (1)
- Viviane Forrester (1)
- Vulcões (3)
- walt whitman (5)
- Walter Mittelholzer (1)
- Winston Churchill (2)
- Xenofonte (2)
- Yuval Harari (3)
- Zelensky (1)
- Zizek (2)
- Zurique (1)
- Zweig (6)





