sexta-feira, abril 15, 2022

Huntington tinha razão

 

Samuel Huntington, O Choque de Civilizações, 1ª ed., Gradiva, 1999

Afinal foi Huntington quem tinha razão e não Fukuyama.

Do seu livro de 1996:

No entanto, aquela eleição [a presidencial de 1994] levantou a questão de a parte ocidental do país se separar da Ucrânia que estava mais perto da Rússia. Alguns russos concordariam. Como disse um general russo, «em cinco, dez ou quinze anos, a Ucrânia, ou melhor, a Ucrânia Oriental, voltará para nós. A Ucrânia Ocidental que vá para o inferno!» Contudo, essa Ucrânia, uniata e ocidentalista, só seria viável com uma forte e eficaz ajuda ocidental. Porém, tal ajuda só será provável se as relações entre o Ocidente e a Rússia se deteriorarem gravemente para se assemelharem às que existiam no período da guerra fria.

Samuel Huntington, op. cit, pág. 196.


sábado, abril 09, 2022

A União faz a força.




Viva a União Europeia!

Viva Ursula von der Leyen!

É ou não é uma bofetada na cara do Putin?

Onde está o Biden?
Onde está o Boris?

Ursula von der Leyen, honra-me, como cidadão da U.E., ao visitar Kiev durante uma guerra.

A mensagem?! "A Ucrânia pertence à família europeia." 

Alguém tem dúvidas?

sábado, março 26, 2022

O metro por casa


Para quando o Sol?

Para quando a paz?

Para quando a luz?

Para quando a corrida sob o céu limpo?

Para quando o brilho dos teus olhos alegres?

Para quando as brincadeiras no parque?

Para quando os teus braços e abraços?

Para quando, para quando, para quando,

os leves sonhos das noites tranquilas?   

quinta-feira, março 24, 2022

sexta-feira, março 11, 2022

O Grande Portão de Kiev


Kiev resiste! 

Pela liberdade!

Que os teus portões se fechem ante a ofensiva russa.

Que os soldados do pequeno czar esbarrem contra as tuas muralhas.

Que o teu bravo povo os trave

aos portões de Kiev.

Não passarão!
***

(Nota: Mussorgsky era russo. Mas não é o bom povo russo que está aqui em causa, nem a sua rica cultura, que também é europeia. É o pequeno czar imperialista que o oprime e os mafiosos que extraem as riquezas da Rússia, para seu enriquecimento pessoal e empobrecimento do povo russo, paralisado e oprimido por séculos de czarismo e imperialismo. O povo russo precisava de outra revolução que derrubasse este pequeno czar. Se o povo russo não faz a revolução, então que lute o ucraniano contra o opressor e lhe mostre como se liberta um país.)

domingo, março 06, 2022

Louco?!

 

Alguns já começaram a considerá-lo um inimputável ao insinuarem que ensandeceu, que está louco. Putin não é louco. O seu acto de guerra contra a Ucrânia demonstra crueldade. Chamem-lhe assassino. Um frio assassino. Frio à superfície, claro. Nunca se sabe o que lá vai por dentro.

 

Um orgulho desmedido e sem razão. Uma vaidade, presunçosa e imperial. O desejo em tornar a Rússia grande outra vez. Notou-se logo quando rechaçou qualquer ajuda para resgatar o Kursk do fundo do mar, há quase 22 dois anos, no ano 2000, no Mar de Barents. Vários países propuseram ajuda para resgatar o submarino nuclear e tentar salvar os marinheiros que lá estavam, mas Putin, dispensou sempre a ajuda. A Rússia trataria orgulhosamente dos seus. Os marinheiros morreram no fundo do mar.

 

Isto ajuda a perceber o homem. Não lhe chamem louco. A maldade não se deve confundir com a loucura. Os loucos têm sempre algum grau de impunidade.

Putin não é impune.

 

Viva a Ucrânia livre! Vivam os Ucranianos!

domingo, fevereiro 20, 2022

Quem quer muito, muito, uma guerra na Europa?














Uma desilusão.

Primeiro a debandada do  Afeganistão e agora isto.

Mas é preciso vender armas e gás natural. É preciso conquistar os mercados. É preciso conquistar o mundo, principalmente quando se sente o mundo fugir debaixo dos pés.

O Ocidente está dividido e o responsável não é apenas Putin. Os anglo-saxónicos parecem querer forçar uma guerra e enterrar qualquer solução diplomática, ao contrário dos alemães e dos franceses.

Mas por que razão não pode ser a Ucrânia como a Finlândia, que está na U.E. mas não na NATO?

A União Europeia está a ser bem tramada neste jogo.

Enquanto isso lá vão os EUA, exportando inflação.

sexta-feira, dezembro 31, 2021

Ano Novo

A vida de sempre.


Bom 2022!

A geografia, sempre a geografia

 

Tim Marshall, O Poder da Geografia, Desassossego/Saída de Emergência, 2021


⭐⭐⭐⭐ 


A “aniquilação do espaço pelo tempo”, expressão de Marx (1818-1883) ao constatar que o tempo de viagem entre localidades diminuía progressivamente por causa das novas tecnologias dos transportes e das telecomunicações, não significou de forma nenhuma que o espaço deixou de importar. Na verdade, nem o espaço, nem a geografia, foram aniquilados e pesam ainda hoje no tabuleiro geopolítico do mundo, se bem que, cada vez mais, o espaço sideral ganhe uma relevância crescente no jogo. Quem dominar o espaço cósmico dominará a geopolítica, dominará a Terra. É, portanto, para aí que se projecta a mais cerrada competição entre as potências mundiais. A ameaça pode vir agora de cima, bem acima das nossas cabeças. Parece que uma arma disparada lá do alto encontra mais facilmente o seu alvo cá em baixo.

 

Assim, Tim Marshall, que acaba no Prisioneiros da Geografia com um capítulo dedicado às disputas pelo Árctico, neste Poder da Geografia, termina com um capítulo sobre as disputas pelo domínio do espaço cósmico, não deixando, nesta obra, de abordar outros palcos com relevância geopolítica à superfície do planeta, como por exemplo, a Austrália, a Etiópia, a Grécia, a Turquia, o Sahel, entre outros. Esta obra continua, de certa forma, os Prisioneiros da Geografia.

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Da obra lida: 


«A nível regional, as potências europeias, mormente Espanha, Itália e França, sabem todas que as suas políticas internas  serão afetadas pelo que acontecer no Sael. Nos anos pós 2015, quando chegou um milhão de refugiados e migrantes, assistiu-se a um aumento na polarização política e no ganho de terreno dos partidos extremistas.»

Tim Marshall, O Poder da Geografia, 2021, p. 212.


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À superfície da Terra, o presente e o futuro apontam já para a construção de muros, obstáculos às migrações humanas. A Era dos Muros e do arame farpado começou. A Era dos Muros, de Tim Marshall, aguarda leitura.

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