O homem mais rápido do mundo. Pequim, 2008.Felizes aqueles a quem cerca a fama gloriosa!
Píndaro, VIIª Ode Olímpica, (Séc. VI - V a. C.)
O homem mais rápido do mundo. Pequim, 2008.
A história teima em repetir-se.
Os media assumem-se como veículo da condenação moral do terrorismo e da exploração do medo com fins políticos, mas simultaneamente, na mais completa ambiguidade, difundem o fascínio bruto do acto terrorista, são eles próprios terroristas, na medida em que caminham para o fascínio (eterno dilema moral, ver Umberto Eco: como não falar do terrorismo, como encontrar bom uso dos media – ele não existe).
Os contribuintes, através dos impostos e do Estado, pagam anualmente milhões de euros para a formação dos médicos nas universidades públicas. É bom que os médicos formados nestas universidades se habituem a servir os contribuintes, em exclusividade, pelo menos durante algum tempo (no mínimo, o necessário para que a despesa do Estado na sua formação seja coberta).Rafael (1483-1520)
As filhas de Zeus e de Eurínome
As três Graças de belas faces gerou-lhas Eurínome,
de aspecto gracioso, filha de Oceano,
Aglaia, Eufrósine e a amável Tália.
Hesíodo, Teogonia
Dependura o timão, bem lavrado por sobre a lareira
Hesíodo, Trabalhos e Dias

Um dia ouvi esta frase proferida pelos lábios de Arafat: “Não há força que sempre dure”. E apetece dizer: nem fraqueza. Mas quando a força se converter em fraqueza e a fraqueza em força, voltaremos à estaca zero, mas em pólos opostos e a história continuará. Quem nos garante que os fracos tornados fortes serão melhores que os actuais fortes então tornados fracos? Enquanto o ódio morar no coração dos homens, bem podem os governantes das superpotências deste mundo apadrinhar acordos de paz entre os beligerantes, com apertos de mão para a fotografia e sorrisos de conveniência. Não haverá paz enquanto o ódio não for erradicado do coração de cada homem.
Mais uma vez o gueto. Agora não à escala do bairro, nem da cidade, mas à escala de um país. O país dos israelitas, a nação do gueto! Das judiarias ao gueto de Varsóvia, de triste memória, e agora ao gueto de Israel, este parece ser o destino dos judeus errantes. E se recuássemos ainda mais no tempo, outros guetos por certo encontraríamos (em Jericó, na Babilónia, no Egipto faraónico…) encerrando este povo que se encerra e que agora impõe guetos aos outros – a faixa de Gaza não é mais do que um gueto...