sábado, agosto 10, 2013
A Corda do Enforcado. Comentários de um leitor crítico.
Lido o longo livro de Nuno
Rogeiro, 652 páginas (!), há ideias e pontos de vista com as quais concordamos
e outros acerca dos quais discordamos. Mas nem poderia ser doutra forma quando
se realiza uma leitura crítica. Para dizer a verdade, embora não sendo uma
bíblia, são vários livros num, pois o autor deambula por vários temas com toda
a liberdade, indisciplinadamente, e a seu contento, aprofundando mais aqui e
menos ali, o que dá um certo desequilíbrio aos subcapítulos – por exemplo, só
às questões que se prendem com a política de defesa, questões militares e geopolítica,
são dedicadas 108 páginas integradas num capítulo reservado a políticas
sectoriais de 181 páginas (em suma, a Defesa ocupa 60% das páginas desse
capítulo). Mas Nuno Rogeiro escreve sobre aquilo de que gosta e fá-lo de forma
fundamentada, como se pode atestar pelas inúmeras referências a que recorre,
indicadas em rodapé. Escreve com grande erudição, existindo muitas outras
referências implícitas no texto, para além das que indica em rodapé – por
exemplo, Céline[1],
Jean-Paul Sartre[2], Hayek[3],
são citados, entre muitos outros, se o leitor estiver atento.
Em abono do autor está também o
facto de ter resistido à ideia de colocar a sua cara na capa ao contrário destes aqui, referidos no Malomil.
Mas vamos às discordâncias e
embirrações (ficamo-nos apenas por três para não sermos maçudos, pois outras
haveria).
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Nuno Rogeiro
sexta-feira, agosto 09, 2013
Medusa
Caravaggio, Medusa (1598-99), Galleria degli Uffizi, Florença
De Fórcis, por sua
vez, Keto deu à luz as Greias de belas faces
- cobertas de cãs
desde o seu nascimento, chamam-lhes Velhas
os deuses imortais e
os homens que caminham sobre a Terra,
Penfredo de belos
peplos e Enio de peplos cor de açafrão –
e também as Górgonas,
que habitam para lá do oceano ilustre,
na fronteira com a
noite, na morada das Hespérides de voz cristalina,
Esteno, Euríale e Medusa
de fatídico destino.
Esta era mortal, enquanto
eram imortais e isentas de velhice
as outras duas. Mas,
só a ela conheceu o deus dos cabelos anilados,
Na planície suave,
entre as flores da primavera.
Hesíodo, Teogonia
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quinta-feira, agosto 08, 2013
Os exemplos vêm de cima
Cortes nas reformas deixam políticos de fora. (Lido primeiro No Vazio da Onda que remete para aqui.)
Juízes e diplomatas escapam ao corte de pensões. É justo, é muito justo.
Faz lembrar o Titanic a afundar-se. Para alguns estavam reservados os melhores lugares nos barcos salva-vidas. Os outros que se lançassem ao mar e nadassem.
Mais palavras para quê?
Juízes e diplomatas escapam ao corte de pensões. É justo, é muito justo.
Faz lembrar o Titanic a afundar-se. Para alguns estavam reservados os melhores lugares nos barcos salva-vidas. Os outros que se lançassem ao mar e nadassem.
Mais palavras para quê?
Adenda: é certo e justo, diga-se de passagem, que pensionistas mais vulneráveis como os que vencem uma pensão inferior a 600 euros e os que possuem certos graus de deficiência, estejam isentos, mas parece que no meio deste grupo se imiscuem políticos, diplomatas e juízes. Parece uma daquelas situações em que se grita "mulheres e crianças primeiro" e no meio aparecem umas matronas e uns cobardes a quererem fazer passar-se por mulheres e crianças.
terça-feira, agosto 06, 2013
Einstein, um perigoso comunista
«Considero este enfraquecimento dos indivíduos [o enfraquecimento da consciência social] como o pior mal do capitalismo. Todo o nosso sistema educativo sofre deste mal. É incutida uma atitude exageradamente competitiva no aluno, que é formado para venerar o sucesso de aquisição como preparação para a sua futura carreira.
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sábado, agosto 03, 2013
Entretanto na Terra
Um sapo, algures na Terra (Indonésia). Foto de: Penkdix Palme et al.
«A humanidade não precisa de uma base lunar ou de uma viagem tripulada a
Marte. Precisamos de uma expedição ao planeta Terra, onde provavelmente menos
de 10 por cento das formas de vida são conhecidas da ciência e, delas, menos de
1 por cento foram estudadas para além de uma simples descrição anatómica e de
algumas notas sobre a sua história natural.»
E. O. Wilson, A Criação, Um Apelo para Salvar a Terra,
Gradiva, 2007, p. 155.
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Water, water, everywhere
Water, water, every where,
And all the boards did shrink;
Water, water, every where,
Nor any drop to drink.
Samuel Taylor Coleridge, The Rime of the Ancient Mariner (excerto)
***
Buscamos avidamente por água.
Água, água, por todos os lados,
Mas nem uma gota para beber.
***
Em Marte, há vestígios de água por todo o lado, mas onde está a água? Tem de estar nalgum lado. Não há fumo sem fogo. Ou sob a forma líquida no subsolo, ou sob a forma gasosa - humidade atmosférica [impossível, pensando bem] -, ou ainda sob a forma sólida, escondida do nosso olhar, para além daquele gelo já descoberto nos pólos. Mas ela tem de estar nalgum lado. Afinal, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
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terça-feira, julho 30, 2013
Foi o PS. É bom que se saiba, é bom que não se esqueça.
"Toda a oposição se prontificou a enviar os dois diplomas [as propostas de lei que alteram o período de trabalho dos funcionários públicos
para 40 horas semanais sem qualquer acréscimo remuneratório, assim como o
denominado "regime de mobilidade especial na administração pública"] para apreciação do Tribunal Constitucional,
com especial realce para o PS que, na
sua última passagem pelo Governo, desmantelou as carreiras na Administração
Pública e substituiu o regime de nomeação definitiva pelo regime de contrato de
trabalho em funções públicas. Foi o PS que criou as condições que
possibilitaram a este Governo avançar sobre os funcionários públicos."
Filipe Tourais
(os destaques são
nossos)
N’O Vento que Passa e n’O País do Burro
O PS lavrou o terreno, preparou-o
para que o PSD e o CDS pudessem nele semear e colher. Os funcionários públicos estão agora prontos para serem ceifados
e alimentar dessa forma as colheitas de desempregados que se acumulam de ano
para ano.
E assim se dá prioridade à criação de emprego (dizem eles), desempregando. É fantástico.
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sábado, julho 27, 2013
O caminho para a Islândia
“A Islândia é um país curioso.
Depois da falência dos bancos e do crescimento galopante do desemprego, da
recessão e da dívida, levou menos de três anos a voltar à prosperidade, com um cocktail de medidas certas, esforço e
bom senso.
A Islândia é um país curioso. Não
há receio em levar a tribunal os políticos suspeitos de transgressões graves ou
desastrosas.
(…)
Sondagens feitas no país mostram
que os islandeses pretendiam sobretudo, que o julgamento servisse para duas
coisas: como aviso aos políticos, para que não entendessem que só estavam
sujeitos ao juízo das urnas, sempre impreciso nas sanções, e para que se
expusesse a verdade sobre a falência de todos os grandes bancos nacionais, num
curto espaço de tempo, sem alertas nem preparação.
(…)
Em suma, cada povo deve encontrar
o seu caminho para a Islândia. Pode levar tempo. Mas é inevitável. Não se trata
de pedir culpados à história, mas de evitar que o mal se repita. E de fazer justiça.
A temporária, provisória, imperfeita, mas necessária justiça dos homens. “
Nuno Rogeiro (2013), A Corda do Enforcado, Análise Política
das Críses (2017 -2013), D. Quixote, pp. 186, 187 e 188. (destaques nossos)
Palavras hoje lidas, do insuspeito
“libertário já idoso, nacionalista, revolucionário, católico e republicano”
Nuno Rogeiro.
O povo não sabe onde é a Islândia

"Ao desprezar o factor BPN quando faz as suas escolhas, o que acontece pela segunda vez, o primeiro-ministro despreza também os contribuintes espoliados por essa fraude gigantesca até agora impune."
Fernando Madrinha, Expresso, 27 de Julho de 2013
Pois é assim que este contribuinte
se sente: espoliado. Cada vez mais convencido de que é governado por um bando
de cleptocratas, velhas famílias e oligarquias, que na falta das
"especiarias da Índia, do ouro do Brasil, da riqueza das colónias, ou da
generosidade europeia" (como refere outro cronista do mesmo jornal) vira-se
para o último recurso que lhes resta: os parcos rendimentos da maioria dos
contribuintes, seus conterrâneos.
sexta-feira, julho 26, 2013
Férias
Este é o país em que a contestação vai de férias, para regressar em Setembro, em força. Não é uma contestação genuína portanto.
Os decisores políticos há muito que se aperceberam disso (Sócrates era um perito), e vai daí, aproveitam a dormência e a lassidão dos governados para concretizar as medidas mais lesivas para estes e que seriam mais onerosas politicamente para quem as toma, caso fossem concretizadas noutro momento. Há que aproveitar, enquanto a turba está distraída ou vai a banhos, o rigor da canícula.
segunda-feira, julho 22, 2013
Cavaco, a imagem e o que se esconde por detrás dela
Há muito que o Presidente Cavaco
Silva denota uma extrema preocupação com a imagem (efectivamente, estamos no
século da imagem e uma imagem vale por mil palavras, mas as imagens também
iludem, na medida em que, como escreveu Magritte ante a imagem de um cachimbo
que ele mesmo pintou: “Ceci n'est pas une
pipe”. Pois não, a imagem de um
cachimbo não é um cachimbo, ou por
outras palavras, as imagens podem ser uma representação da realidade, mas não
são a própria realidade). Pois bem, a preocupação com a imagem está
omnipresente nas mensagens e nos discursos do Presidente, que parece sofrer da
síndroma “o-que-irão-os-outros-pensar-de-nós-se-dermos-esta-imagem” quando
deveria ser, “o-que-irá-ser-de-nós-se-persistirmos-neste-rumo”. A preocupação
deveria incidir no “ser” e não no “parecer”, na realidade e não nas aparências.
Se atentarmos na sua comunicação
ao país no dia 10 de Julho de 2013, lá está ela, a imagem, logo na segunda
frase: “Os efeitos fizeram-se sentir de
imediato no aumento das taxas de juro e na deterioração
da imagem externa de Portugal”.
Já na comunicação do dia 21 de
Julho, a preocupação com a imagem não aparece no discurso de forma explícita,
mas sim de forma implícita, na frase: “Aos
agentes económicos e aos parceiros sociais, aos investidores nacionais e
estrangeiros, às instituições internacionais e aos nossos parceiros da União
Europeia, daríamos a perspetiva, num
horizonte temporal alargado, de que somos um País dotado de estabilidade
política, que segue uma estratégia coerente de desenvolvimento sustentável.”
Cá está: é preciso dar a perspectiva - ou seja, dar a imagem -, é preciso causar boa impressão, é preciso
transmitir uma imagem credível de que “somos
um País dotado de estabilidade política”, ainda que a realidade o desminta.
Outra frase do mesmo discurso que
denota o mesmo tipo de preocupação é a seguinte: “Dispondo o Executivo do apoio de uma maioria parlamentar inequívoca,
como recentemente se verificou, deve
ficar claro, aos olhos dos Portugueses e
dos nossos parceiros europeus, que Portugal é um país governável.” Mais uma vez, a imagem, pois que outra
coisa poderia apresentar-se clara aos olhos, que não uma imagem?
É preciso manter as aparências.
Neoliberalismo e democracia
But the great number [of the Athenian Assembly] cried out that it was monstrous if the
people were to be prevented from doing whatever they wished... Then the
Prytanes, stricken with fear, agreed to put the question-all of them except
Socrates, the son of Sophroniscus; and he said that in no case would he act
except in accordance with the law.
Xenophon
Tradução:
Mas a maioria [da Assembleia Ateniense] clamou que seria monstruoso se o povo fosse impedido de fazer tudo o
que desejava…Então o Prítanes, acometido pelo medo, concordou em colocar a
questão – todos eles excepto Sócrates, o filho de Sofronísco; e
ele disse que em caso algum actuaria excepto se fosse de acordo com a lei.
Xenofonte,
Helénicas
(tradução
nossa)
É com a citação de Xenofonte (431 a.C. – 355 a.C.) em
epígrafe, que o austríaco Friedrich von Hayek, um dos papas do
neoliberalismo, começa por visar criticamente a democracia num dos subcapítulos
da obra The Political Order of a Free
People (1979). O subcapítulo intitula-se “A progressiva desilusão com a
democracia”. O recurso a Xenofonte, um fervoroso discípulo de Sócrates, não é
despiciendo. Hayek procura apoio e patrocínio num dos filósofos mais sábios da
antiga Grécia, para proceder a uma crítica à democracia - nas palavras de
Churchill, a pior forma de governo, à excepção de todos as outras. Com efeito,
se a democracia directa não for regrada, então todas as questões e decisões
antipopulares não passarão na Assembleia, encontrando a oposição da maioria. O
problema é quando, nas actuais democracias representativas, a maioria decide
legislar contra o povo que a elegeu, e que era suposto representar, dizemos
nós. Não é de espantar que o neoliberal Hayek critique a democracia neste ponto,
na medida em que esta forma de governo, como sabemos hoje, não é o melhor
terreno para o exercício das políticas neoliberais. A comprová-lo está o facto
de a aplicação pioneira deste tipo de políticas ter ocorrido sob os auspícios do
regime tirânico do general Pinochet, no Chile.
A democracia é um escolho no
caminho dos que querem impor a via neoliberal aos povos que dirigem. Não admira
que queiram suspendê-la.
***
O primeiro parágrafo da obra
supracitada de Hayek reza assim:
When the activities of
modern government produce aggregate results that few people have either wanted
or foreseen this is commonly regarded as an inevitable feature of democracy. It can hardly be claimed, however, that
such developments usually correspond to the desires of any identifiable group
of men. It appears that the particular process which we have chosen to
ascertain what we call the will of the people brings about results which have
little to do with anything deserving the name of the 'common will' of any
substantial part of the population.
Friedrich von Hayek (1979) - The Political Order of a Free People
Tradução:
Quando as actividades do moderno governo produzem resultados agregados
que poucas pessoas desejavam ou previram, isso é comummente considerado como
uma característica inevitável da democracia. Dificilmente se pode afirmar, contudo, que tais desenvolvimentos
usualmente correspondem aos desejos de um grupo identificável de homens.
Parece que o processo particular que escolhemos para determinar o que podemos
chamar a vontade do povo traz resultados que pouco têm a ver com qualquer coisa
que mereça o nome de “vontade comum” de qualquer parte substancial da
população.
Friedrich von Hayek (1979) - The Political Order of a Free People
(tradução e sublinhados nossos)
Ao contrário
do que refere Hayek, julgamos que hoje existe um grupo identificável, não
maioritário, que quer impor as suas políticas, desígnios, desejos e interesses
aos demais, contra a vontade destes e para benefício daqueles. E com efeito é
possível consegui-lo. Basta ter o poder para suspender a democracia.
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