Se age é porque age, se não age é porque não age.
É ridículo!
Já se perfilam as corporações: sindicalistas
e patrões, taxistas e empresários (pequenos, médios e grandes), banqueiros e
bancários, professores e enfermeiros, juízes e guardas prisionais, polícia de segurança
pública e forças armadas, médicos e maquinistas, proprietários e senhorios e
etc., etc. etc., e assim sucessivamente. Eis o país onde tudo falta e tudo se pede, cada um de acordo com os seus interesses, cada um sem olhar às possibilidades. O
país onde todos ganham mal, desde o trolha ao presidente (o mesmo o disse). Ingovernáveis
estes lusitanos, já diziam os romanos.
Em vez de uma resposta destemida,
que seria Paris a funcionar normalmente este sábado, com gente nas ruas - uma Paris
desafiadora e confiante – a cidade acordou com medo, com os seus cidadãos
escondidos atrás de portas, como cordeiros, com receio de lobos armados nas ruas.
E tudo a conselho de uma fraca liderança. Os atentados são um acto de guerra,
pois claro, mas não uma declaração de guerra, porque essa há muito foi declarada.
Não é a Síria sobrevoada e bombardeada por aviões franceses?
Despejar dinheiro em cima dos
problemas. É o que a União Europeia faz quando se depara com problemas aparentemente
insolúveis ou trabalhosos e de difícil resolução. Não faz, mas paga a quem
faça. Assim inunda a Turquia com dinheiro para que contenha os refugiados. Inunda
com dinheiro a Faixa de Gaza para a pacificar. E lança dinheiro sobre África para conter os incómodos migrantes lá na terra deles. Como se isso resolvesse o
problema.