Finda desde o dia em que se formou.
sexta-feira, dezembro 21, 2012
Inverno de Portugal
Inverno,
Eterno inferno.
E se te disser que folheei as Poesias Completas
d’O’Neill à procura da palavra “Inverno” para
escrever um poema neste mural e não encontrei?
Seria muito a propósito, não?
Hoje, no dia do solstício de Inverno…
Que pretensão a minha, querer escrever
um poema de O’Neill, sem o conhecer.
Inferno,
Eterno Inverno
O’Neill não era dado a contemplar os céus,
Quanto mais as celestiais estações.
Preferia esgueirar-se por entre as gotas de chuva,
fosse Inverno, fosse Verão.
O’Neill era de Lisboa, e os de Lisboa não são muito dados a
olhar o céu,
Excepto os poetas e os loucos.
Todo o movimento nos desvia o olhar.
É preciso estar atento, nas cidades, em particular.
Mas O’Neill não só era de Lisboa, como era poeta.
O’Neill estava atento.
Atentava, porém, em tudo o que se movia, em tudo o que se mexia.
Escapou-lhe o Inverno.
Ou escapou-me a mim, na sua completa poesia.
Mas por que diabo O’Neill se haveria de preocupar com o
Inverno, esse lugar-comum?
Esse Inverno de Portugal?
Inverno suave,
Ditoso Inverno,
sempiterno Inverno.
Os gélidos dias partirão: adeus!
Até à Primavera,
Até ao Verão.
AMCD
quarta-feira, dezembro 19, 2012
Postos de lado
«As sociedades modernas excluem
por definição os fracos, os estúpidos, os inúteis, os doentes, os indefesos. O
grande princípio do thatcherismo era essa ideia que estipulava que dadas a
igualdade de condições e oportunidade, todos pisaríamos forte pelo amanhã que
canta do sucesso e do trabalho remunerado. O
thatcherismo esqueceu-se dos que precisam de muletas para caminhar pela vida
fora. A sociedade portuguesa dos últimos anos enriqueceu, e pôs de lado. Chamou-lhe
o custo social do progresso, e pôs de lado.»
Clara Ferreira Alves, 06/01/96 (*)
Em 1996, quando governava
Guterres, quando a classe média engrossava (apetece dizer, “quando havia classe
média”) e a sociedade portuguesa enriquecia (sabemos agora que esse “enriquecimento”
afinal correspondeu a “endividamento”, ou seja, à projecção dos custos da crescente
acumulação material e do consumo para o futuro, e o futuro é agora) a taxa de
desemprego era cerca de 7,2%, e já então se começava a sentir no país a brisa
do thatcherismo (curiosamente, outra palavra para neoliberalismo). Os “fracos,
os estúpidos, os inúteis, os doentes, os indefesos” foram postos de lado, dizia
Clara Ferreira Alves, e já então as políticas começavam a questionar a
continuidade do Estado-Providência, pelo menos nos moldes até aí praticados.
Actualmente a taxa de desemprego mais que duplicou. Já não são só os
desgraçados a ser postos de lado. Hoje é a classe média que caiu em desgraça
e que está a ser posta de lado e do lado dos desgraçados. Em suma, uma
desgraça, e como diz o povo, uma desgraça nunca vem só. Sopram fortes, os ventos do neoliberalismo.
Será a reacção desesperada que antecede o último estertor que prenuncia o fim de
um certo tipo de capitalismo? Ainda está viva a democracia que o debelará?
P.S. - Curiosamente, hoje, no contexto comunitário, é Portugal que está a ser posto de lado (e à venda). Portugal, a Grécia, a Irlanda, a Espanha, a Itália, Chipre, etc.
P.S. - Curiosamente, hoje, no contexto comunitário, é Portugal que está a ser posto de lado (e à venda). Portugal, a Grécia, a Irlanda, a Espanha, a Itália, Chipre, etc.
(*) Clara
Ferreira Alves (1996), “O Desejo de Ano Novo” in A Pluma Caprichosa, 2ª ed., Publicações Dom Quixote, 2002, p. 107.
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terça-feira, dezembro 18, 2012
George Orwell versus Suzanne Collins
Reconheçamos: a Coreia do Norte é
o que mais há de parecido com o pesadelo orwelliano de 1984, mas este modelo de governação neoliberal que agora alastra ao mundo, aproxima-nos cada
vez mais do pesadelo dos Jogos da Fome
de Collins. Este sim, é um verdadeiro caminho para a servidão. Paradoxalmente,
Hayek, que quis afastar-se do caminho para a servidão (*) ao defender um aprofundamento do liberalismo, vê a tentativa de aplicação das suas ideias
ao nível social, económico e político, conduzir-nos também à servidão.
Os extremos tocam-se, não é verdade?!
Não julguem os paladinos do
neoliberalismo que só encontram fome e servidão na Coreia do Norte. Existem
bolsas de pobreza extrema nos mui liberais EUA e, infelizmente, entre nós, começam novamente a emergir.
(*) Friedrich Hayek, autor da famosa obra The Road to Serfdom.
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segunda-feira, dezembro 17, 2012
O neoliberalismo e os seus nomes
Há quem lhe chame liberalismo
radical (o Papa Bento XVI), há quem se lhe refira como sendo ultraliberalismo,
outros referem-se à teologia do mercado, outros chamam-lhe neoliberalismo. Outros
fazem manobras de contorcionismo para contornarem a palavra “neoliberalismo”. Mas
que diabo, é só uma palavra, um rótulo (sim sabemos que as palavras são
importantes, contudo não são mais importantes do que os factos). Chamem-lhe o que
quiserem, chamem-lhe "batatas", se quiserem. Os fins e os efeitos da prática desta
doutrina estão à vista de todos e são incontornáveis, ainda que alguns teimem em
chamar-lhe liberalismo tout
court, como se de o mesmo se tratasse. Problema deles.domingo, dezembro 16, 2012
A elite cosmopolita e os intelectuais locais: o padrão “europeu”
“Hoje em dia, em muitos aspectos, Bucareste pode parecer apenas parcial
e vagamente europeia, mas precisamente por essa razão, e por causa das cada vez
mais óbvias qualidades não-europeias da ruralidade romena remota, parte da sua intelligentsia, tal como a de Belgrado, sempre tentou
associar-se ao Ocidente, em especial à França, como acto de desafio contra a
natureza estranha do seu ambiente interno. O resultado tem sido, muitas vezes,
o suscitar do hipernacionalismo entre outros intelectuais locais e afastar
ainda mais a elite cosmopolita das massas populares. Também este é um padrão caracteristicamente
«europeu».”
Tony Judt, Uma Grande Ilusão? Um ensaio sobre a Europa.
Edições 70. 2012 P. 65
Também nós tivemos os nossos estrangeirados
- intelectuais cosmopolitas -, alguns repelidos pelo provincianismo local,
outros, privilegiados, foram ver o mundo lá fora e regressaram, e tornaram-se
tão ou mais provincianos que os ditos “provincianos”. Entre os repelidos temos Agostinho
da Silva, José Saramago, Jorge de Sena, Eduardo Lourenço, etc. Foram rechaçados
pelo nosso provincianismo e ficaram a olhar para nós, e por nós, lá de fora.
Amavam e amam Portugal, mais do que os regressados. Destes, os que retornaram
ao seio dos “indígenas” e que desprezam o país natal até às vísceras, nem vamos
falar. E depois temos ainda os que sempre cá estiveram, os “provincianos” que
sempre amaram o seu país e nem precisaram de ir mais além. Afinal sempre é possível
ir a Índia e voltar, sem abandonar Portugal. Há quem considere estes
verdadeiros patriotas, nacionalistas parolos…, mas sabemos que não é bem assim.
Do neoliberalismo e dos que não crêem em tal (2)
Há algum tempo atrás, nos idos de
2008, Vasco Pulido Valente (VPV) anunciava no Público que vivíamos numa Era
onde as ideologias já não tinham lugar. Em curtas palavras, lembrava-nos a
morte das ideologias. Esqueceu-se porém da ideologia dominante, nascida das
cinzas das lutas ideológicas: o neoliberalismo (sabemos que muitos não
ousam qualificá-lo como uma ideologia, preferindo chamar-lhe doutrina, enfim um
anexo do capitalismo ou uma forma de capitalismo tardio, mais agressiva e
invasora). O neoliberalismo emergiu das cinzas do fim do conflito entre o
comunismo, enquanto projecto alternativo, e o capitalismo (*) e passou a dominar o mundo, embora tivesse de arrumar primeiro com a
social-democracia e com o welfare state,
que ainda resiste nalguns bastiões. O neoliberalismo não deve ser confundido
com o antigo liberalismo. O neoliberalismo é aquilo em que o capitalismo
dominante, tardio e vencedor, se tornou ou se transmutou. Depois da implosão do
comunismo soviético, que por milagre lhe saiu da frente, foi a social-democracia o
próximo alvo a abater.
Vasco Pulido Valente (VPV) não
era um intelectual provinciano, pelo contrário, pertencia a uma elite
cosmopolita pois era um daqueles que tinha "um olho em terra de
cegos": “estudou” lá fora, andou pelas terras de Oxford. Ora nesse tempo
do “orgulhosamente sós”, esses intelectuais cosmopolitas, arredados da
"piolheira" e afastados das massas populares (dos "indígenas", da "populaça"), tinham o privilégio de
trazer ideias novas e frescas do exterior. Os intelectuais provincianos, esses
nacionalistas, foram os que ficaram (não por acaso, Maria Filomena Mónica, outra intelectual da outrora elite cosmopolita, agora tornada provinciana, considera “parolo” o actual nacionalismo - pode sê-lo, mas não o é o patriotismo). Mas a verdade é que VPV deve andar há muito
arredado do que se escreve e debate na Academia. O homem provincianizou-se, só pode, porque se atentasse, por exemplo, no que actualmente escrevem os académicos britânicos e norte-americanos, entre outros, em particular na área das Ciências Sociais e das Humanidades, facilmente verificaria que o
neoliberalismo é um conceito corrente, não só entre os radicais de esquerda.
Que saia mais do Gambrinus e que vá ver o mundo.
É que o mundo mudou!
(*) Quando o
comunismo soviético começou a decair nos anos 80.
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sábado, dezembro 15, 2012
As fronteiras oscilantes da pobreza
© AMCD
«Há, e sempre houve uma Europa rica e uma pobre, mas a fronteira que as
divide tem mudado ao longo dos séculos. Ainda não há muito tempo, o litoral
mediterrânico e o seu interior urbano, de Marselha até Istambul, contavam-se
entre as regiões mais prósperas da Europa. Em contraste, as terras escandinavas
foram pobres durante uma grande parte da sua história. Com algumas excepções
notáveis, hoje é o contrário.»
Tony Judt, Uma Grande Ilusão? Um ensaio sobre a Europa.
Edições 70. 2011. P. 62
***
Sempre estivemos no limite
oscilante entre a pobreza e a riqueza. Mas, quase sempre, do lado da pobreza.
Seja à escala europeia, aquela a que Tony Judt se refere, seja à escala mundial,
a que Adriano Moreira se refere, na sua obra, Da Utopia à Fronteira da Pobreza. Já fomos os cafres da Europa, quando da Europa não éramos. Na verdade, estávamos
no mundo ocupados, fora da Europa, e nos oceanos. Nela desembarcámos em 1986,
após uma descolonização apressada (*).
Por isso, muitas vezes dizemos que entrámos na Europa. E ao nela desembarcarmos,
embarcámos numa utopia da qual vamos agora acordando. Afinal foi tudo um sonho.
Nós, os primeiros dos ocidentais a
assomar às exóticas costas de África e aos distantes mares de Timor, retornámos
acossados. Rapidamente voltámos à nossa prévia condição de cafres da Europa, mas agora pior, porque nela estamos, tendo
perdido já essa liberdade de ser cafres
livres onde bem quisermos. Mas nessa
viagem, como em todas as viagens, também aprendemos algo. Talvez possamos ainda
ensinar alguma coisa aos habitantes desta península da Ásia, que é a Europa, em
particular, aos que por cá ficaram, ensimesmados, frios e calados como teutões.
(*) Afinal
sempre estivemos numa espécie de jangada de pedra.
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segunda-feira, dezembro 10, 2012
Porque hoje não é Sábado, nem Domingo...
© AMCD
Porque hoje não é Sábado, nem Domingo...a praia. Como li uma vez, algures na blogosfera, e mais uma vez o cito: podemos falir, mas pelo menos falimos na praia, ante o mar, fonte inesgotável de inspiração poética. Fonte incansável.
Gostei hoje de ver tocar e cantar os OqueStrada frente àquela "realeza Nobel", com os instrumentos mais simples do mundo (e ao mesmo tempo mais complicados) e a voz de um fado, mas de um fado alegre, sem chorosas guitarras. Actuaram como quem afirma a sua alegria de viver, e a nossa, ainda que os tempos nos sejam adversos.
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