terça-feira, novembro 20, 2012
domingo, novembro 18, 2012
A negação da negação

«Pedro Passos Coelho
garantiu esta segunda-feira [junto a Merkel] que o caminho que está a ser seguido por Portugal, no que respeita ao
processo de ajustamento, é “o único possível”.» AQUI
***
E Passos Coelho insiste, insiste
e insiste… desde que chegou ao Governo que nos confronta, sempre, com o
discurso tatcheriano da suposta ausência de alternativas (Sócrates já o tinha feito,
como referimos aqui). Muitos comentadores neoliberais alimentam este discurso
do “não há alternativa”, e até Cavaco Silva aponta nessa direcção quando
defende que Portugal só tem um caminho, muito estreito, para a saída da crise.
Ou seja, encontramo-nos perante qualquer coisa inevitável como a morte.
Face a esta constatação brutal, alguns
comentadores, na sua análise, aplicam agora com agrado e fé, o modelo de Kübler-Ross à sociedade portuguesa.
Face à inevitabilidade dos sacrifícios e ao empobrecimento forçado, a sociedade
portuguesa encontrar-se-á numa das cinco fases sequenciais do referido modelo
que se aplica às pessoas, quando confrontadas com doenças terminais. São elas:
negação, fúria, negociação, depressão e aceitação. Ou seja, de acordo com este
modelo, a sociedade portuguesa acabaria, como se de uma pessoa em estado terminal
se tratasse, por, mais tarde ou mais cedo, aceitar os sacrifícios que lhe são
impostos, deixando por fim de lutar. As reacções violentas e as manifestações de
repúdio às medidas orçamentais corresponderão, segundo alguns comentadores, já
à fase da manifestação da fúria, outros referem ainda que estamos na fase de
negação, uma vez que a peleja ainda não assumiu uma maior virulência. Mas, mais
tarde, pensam esperançosamente alguns, a sociedade amansará, depois de um longo
período de depressão e por fim, como dissemos, submeter-se-á.
Ora a psicologia parece que está
na moda. Merkel na sua breve visita lembrou que “a política económica é 50 por cento psicologia”, e o jornalista Perez Metelo pegou na deixa e concluiu, por sua vez, que a visita de Merkel a Portugal foi, na verdade, 100% psicologia. A
questão é então a seguinte: como poderemos escapar a esta ditadura da psicologia
e também à outra, a que dita que não há alternativa?
Ao relermos um capítulo da obra
de Bento de Jesus Caraça, Conceitos Fundamentais
da Matemática, deparámos, por acaso, com uma resposta, na seguinte passagem
a propósito da necessidade de criar um novo campo numérico – o campo racional
-, visando a resolução de problemas até então insolúveis:
“Uma generalização passa sempre, por consequência, pelo ponto fraco de uma construção, e o modo de passagem é a
negação da negação; tudo está em determinar
e isolar, com cuidado, esse ponto fraco. O
campo desta operação não se limita às ciências matemáticas; ele abrange não só
as denominadas ciências da natureza como as ciências sociológicas; duma maneira
geral, pode dizer-se que – onde há
evolução para um estado superior, é realizada a negação duma negação.”
Bento de Jesus Caraça,
Conceitos Básicos da Matemática, Gradiva, 1998. Pág. 37
Conceitos Básicos da Matemática, Gradiva, 1998. Pág. 37
Percebemos bem? A sociedade
portuguesa está em negação? Pois é preciso passar a um estado superior, nem que
seja criando uma coisa nova, como fizeram os matemáticos com o campo racional,
e romper de vez com essa generalização da “alternativa única”, que nos querem impor
irracionalmente. Como? Negando a negação e encarando a realidade de frente. Não
dar sequência a esse modelo funesto da cientista Kübler-Ross. Que coisa nova seria essa? Por exemplo, uma saída do
Euro, ou, uma resposta educada à Sr.ª Merkel para que ficasse ela com a tranche
que nos garantiu que viria, e que a guardasse onde bem entendesse, que nós por
cá nos governaríamos, para bem ou para mal, como fizemos sempre ao longo de
quase 900 anos. Isso sim, seria corajoso! Seria trágico? Talvez. O céu
cair-nos-ia em cima da cabeça? Talvez. Mas sempre ouvimos dizer e acreditamos
que mais vale morrer de pé do que viver de joelhos. E assim, também essa última
fase do modelo da senhora Kübler-Ross ficaria
comprometida na sua realização. Em vez de aceitação, luta! Luta sempre, até ao
fim!
sexta-feira, novembro 16, 2012
No domingo passado
Enquanto faiscam relâmpagos, ribombam trovões e o
vento vergasta as figueiras. Enquanto a chuva ataca violentamente os telhados
da velha aldeia que me alberga aqui na serra algarvia, recordo com agrado o
"passeio dos tristes" do domingo passado. Venham outros assim.
© AMCD
Naquele banco, ali à direita na fotografia, li
na Errata Steiner arrasar essa velha
ideia de que somos todos condicionados ora pela genética, ora pelo ambiente, como
se fossem coisas distintas. A passagem é esta:
“Os genes, a
hereditariedade ou os acidentes físico-psicológicos são o ambiente. Uma criança cega de nascença não será uma grande pintora.
Uma criança que seja fruto de gerações de subnutrição ou que nasça num albergue
de malária, está «condenada» por um ambiente herdado, por «bioconstrangimentos»
ambientais. A verdade é que a interacção é indissociável. A biologia é
ambiente: o ambiente é biologia. É de uma confrangedora hipocrisia pensar
doutro modo.”
George Steiner (1997)
Errata: revisões de uma vida. Relógio D’Água,
2009, p. 138.
Lembrei-me de Ortega y Gasset, do seu “eu” e da
sua “circunstância”. Não quereria dizer ele o mesmo?
«Yo soy yo
y mi circunstancia, y si no la salvo a ella no me salvo yo.»
Ortega Y Gasset (1914),
Meditaciones
del Quijote, Publicaciones de la Residencia de Estudiantes, Madrid, 1914,
p.43-44.
© AMCD
quinta-feira, novembro 15, 2012
Também eu, acuso!
Foto de Nuno Fox, daqui
"O espectáculo da violência é deplorável. Aquilo que o país viu ontem
junto do Parlamento foi, a meu ver, um sério sinal de alerta para a degradação
das condições de vida da generalidade da população portuguesa e para o perigo
iminente que, com o borbulhar das convulsões sociais, ameaça a paz podre em que
vive a Europa do sul sob a batuta dos interesses alemães. Antes, porém, de reprovar veementemente a agressão aos polícias por parte dos manifestantes violentos e de me enojar com a "facilidade" com que a polícia de choque parte dentes, ossos e cabeças indiscriminadamente, acuso Passos Coelho, Paulo Portas, Victor Gaspar, Álvaro Santos Pereira, António Borges e todos os vampiros da finança transnacional que têm beneficiado com a transferência de riqueza; e acuso Angela Merkel, Durão Barroso, Von Rompuy, Olli Rehn, Christine Lagarde, e todos os responsáveis das instituições europeias e internacionais que liberalizaram as transacções financeiras e o comércio mundial desrespeitando os direitos dos povos e a própria vida."
Também eu acuso, embora com pesos
diferentes. Aos lacaios que nos lideram, acuso-os com mais veemência.
Faltou-lhes a visão, ou moveram-se pela traição (mas nisto nem quero acreditar),
e por isso caímos na submissão doutros que viram mais além e melhor defenderam
os seus interesses e os dos seus países, egoisticamente, como nunca esperáramos,
contra os nossos, nesta Europa em que embarcámos e que tinha por princípios a “solidariedade" e a "coesão”. Contudo, também essa maior visão, obsessiva e austeritária, que
esses "iluminados" detinham e na qual ainda persistem, paradoxalmente, poderá tornar-se numa
cegueira maior: a de não verem que a Europa poderá voltar, a prazo, à velha
Europa.
A atribuição do Prémio Nobel da
Paz à União Europeia, não foi descabido. Para que os europeus ocidentais se
lembrem destes 67 anos de paz nos seus solos pátrios, conseguidos pela união e
solidariedade entre os povos, contra os egoísmos nacionais.
"Isso não vai mudar nunca"
Manifestantes sindicais guardados por soldados em 1912, durante uma greve da indústria têxtil em Lawrence, Massachusetts.
«Não foi a minha primeira vez num contexto daqueles. Sei como é. É como é. A impotência dos manifestantes desemboca em provocação. E do lado da polícia aproveita-se o pretexto para manifestar a força, o poder, indiscriminadamente. Isso não vai mudar nunca. Ambos os lados são o espelho da mesma encenação.»
Vítor Belanciano
quarta-feira, novembro 14, 2012
“Proletarier aller Länder, vereinigt euch!”
VIVA A GREVE GERAL
MULTINACIONAL!
É POR AQUI O CAMINHO.
“Aquilo que, desde o início,
tornou verdadeiramente espectral o comunismo ascendente e lhe conferiu a força
de atrair a si os reflexos paranóicos dos seus adversários, foi a sua
capacidade, cedo reconhecida, de ameaçar de destruição o status quo vigente."
(…)
“Ironicamente, o banco mundial da
ira comunista alcançou o seu mais significativo êxito sob a forma de um efeito secundário
não intencional. Ao acumular um poderosíssimo potencial político e ideológico,
ajudou os seus adversários de outrora, os sociais-democratas ocidentais, a
alcançar o ponto mais alto da sua eficácia histórica. Facilitou aos partidos socialistas
moderados da Europa a tarefa de obrigar os dirigentes liberais e conservadores
a fazer uma quantidade nunca vista de concessões na distribuição da riqueza e
na organização das redes sociais. Foi uma situação como esta que tornou
plausível a passagem para o controlo do Estado de largas fatias das indústrias
nacionais, nomeadamente em França e na Grã-Bretanha.”
Peter Sloterdijk (2007), “Os novos frutos da ira: pós-comunismo,
neoliberalismo e islamismo” in O Estado
do Mundo, 2ª ed., Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2007, pág. 195-196.
***
A articulação sindical multinacional
é um elemento chave para que os sindicatos e os trabalhadores voltem a adquirir
a força que perderam na recomposição de poderes verificada desde a decadência
dos regimes comunistas do Leste da Europa. Com a queda da “cortina de ferro” deixou
de existir uma alternativa materializada do outro lado. A sua existência, por si
só, tornava o patronato e os governos liberais e
conservadores do lado de cá, mais dóceis, mais propensos à negociação e à cedência, receosos de eventuais
reviravoltas políticas.
Sindicatos isolados nacionalmente,
no actual contexto de globalização, já não funcionam com eficácia e perdem
gradualmente força, como se tem vindo a verificar. É que a actual economia já
não se cinge às fronteiras nacionais, ou seja, a economia mundial já não
corresponde ao somatório das economias nacionais. Vivemos já na era da economia
global. Nunca como hoje fez tanto sentido o chavão marxista: “Trabalhadores de
todo o mundo, uni-vos!” Caso tal união falhe, então será o fim das relações
laborais tal como as conhecemos. Aguardar-nos-á uma espécie de neofeudalismo,
onde a maioria passará a ser a classe servil, ou, no pior cenário, caminharemos
para o mundo dos “jogos da fome” – um mundo cada vez mais polarizado entre uma
minoria usurpadora e uma maioria escrava que a alimenta e entretém.
domingo, novembro 11, 2012
No dia em que morreu Amaya Egaña
© AMCD
Próximo de Ayamonte há uma pequena
vila piscatória chamada Punta del Moral e junto a ela foi construída uma “cidade”
fantasma que permanece a maior parte do ano vazia. Não é a única cidade
fantasma nas imediações de Ayamonte. Não é a única cidade fantasma de Espanha. Quando
calcorreamos as ruas da nova Punta del Moral, não nos deixamos de questionar
acerca do enorme investimento bancário realizado, do dinheiro dos depositantes
enterrado naquilo, da bolha imobiliária, do buraco colossal criado pelos bancos
que agora os contribuintes vão ter de tapar, da nacionalização de bancos que
estão na bancarrota. Falidos nunca estão: os bancos são demasiado importantes para
falir, dizem os acólitos do mercado auto-regulado – caprichosamente as leis do mercado,
tão defendidas pelos seus teólogos, não se aplicam aos bancos. Nacionalizam-se
os bancos – por exemplo, o Bankia - e pagam as despesas os contribuintes, para
bem dos accionistas.
Em Punta del Moral, os edifícios vazios
sucedem-se uns aos outros, cada qual com dezenas de apartamentos vazios. E
assim passeámos em Punta del Moral, no dia em que Amaya Egaña, 53 anos,
funcionária do Bizkaibus, um serviço interurbano de autocarros de Biscaia, se
atirou de um quarto andar, à chegada de uma equipa judicial, que a mando de um qualquer
juiz e a pedido de um qualquer banco (a notícia, aqui, não diz, depreende-se), se
preparava para proceder a mais uma ordem de despejo.
sábado, novembro 10, 2012
Monte Gordo, hoje
© AMCD
© AMCD
Os céus continuam carregados e sombrios, mas o mar está calmo. Enquanto lanço os olhos ao jornal, na esplanada, junto ao areal, outros lançam o olhar ao horizonte enquanto aguardam os raios de sol. Velhos casais rendidos aos lugares onde outrora, possivelmente, foram felizes. Naquele Verão da vida, que agora procuram, mesmo neste Outono invernoso. Talvez o tenham encontrado. Velhos casais felizes.
Mesmo no Inverno da vida não deixamos de procurar o Verão da vida, ou a ilusão desse tempo. Regressamos aos lugares onde fomos felizes. Regressamos, por vezes, vezes sem conta. Também fui feliz aqui. E sou, de certa maneira, mas já começam a pesar as recordações doutros tempos mais felizes. Estou a ficar velho.
sexta-feira, novembro 09, 2012
A doença infantil de certos portugueses*
Eu quero lá saber das ideias da
Isabel Jonet. Ela que continue trabalhando, o resto (o que diz, o que pensa, o que sente) não me interessa. Interessa-me o que faz. Se ela
pensa, fala e sente como a “tia Jonet”, problema dela. Só lhe fica mal, mas enfim, é a Jonet.
E em relação à chanceler Merkel e
aos queixumes dirigidos à mesma, que já se avolumam em manifestação, espantam-me.
São um sinal de infantilidade perante alguém que pugna pelos interesses do seu
país, que é para isso que ela o lidera. É porém verdade que a política da
Merkel pode conduzir-nos à velha Europa das rivalidades nacionais exacerbadas (mas
rivalidades nunca deixaram de existir, não sejamos ingénuos). A velha Europa
regressará (e não me venham dizer agora, que esta foi sempre a velha Europa,
porque é preciso conhecer a história da Europa pré-1945 ou pré-1957, para saber
o que era a velha Europa), se a nova Europa
deixar. Repito: a velha Europa regressará, se a nova Europa deixar. E entre os que defendem a nova Europa, estão também muitos alemães. Por isso, o problema não é a Merkel nem os alemães, mas os que a ela se submetem caninamente.
Fizessem o mesmo os que nos
lideram e lideraram, pelo nosso País, ou seja, tivessem defendido acerrimamente
os interesses de Portugal e da nova Europa, em vez de ir visitar a Merkel, de
braço estendido e implorando, como fizemos aqui referência, e hoje não estaríamos submetidos a tão triste espectáculo.
Ou simplesmente, não estaríamos submetidos.
A culpa não é da Merkel, é nossa,
ou melhor, daqueles que tão mal nos lideraram e lideram.
Disse.
_______
(*) - Isto
para evitar o termo, “a doença infantil de uma certa Esquerda”, que aqui não há hemiplegias
morais – vide o post inaugural deste blogue.
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