“A crise, já o dizia Gramsci, dá-se quando o mundo antigo ainda não
morreu e o novo ainda está para nascer.”
Jacques Adda, A mundialização da economia, Vol. 1:
Génese, Terramar, 1997, pág. 73
Parece que os homens estão
condenados a não se entenderem. Babel repete-se, vezes e vezes sem conta. O
projecto europeu não é mais do que um edifício babélico, um edifício inacabado
que corre o risco de desabar a qualquer momento. Aliás, o mundo já é uma Babel em
potência: a globalização transformou a Terra numa imensa torre de Babel. Uma
confusão de línguas, culturas e civilizações que se entrechocam como placas
tectónicas em tensão, umas contra as outras. Se a lição bíblica estiver
correcta, então estaremos para sempre condenados ao desentendimento.
“Apesar da revisão em alta dos objectivos do défice e da deterioração acentuada das condições económicas, a implementação do programa "continua no bom caminho", considera a troika no final de uma missão de quase três semanas em Portugal.”
Uma agenda económica para o crescimento, eis a solução, dizem eles (Barroso incluído).
Todos eles. Da direita à esquerda (deixemos agora a hemiplegia moral do Ortega y Gasset). Até a esquerda se deixou encurralar pelo pensamento do crescimento-económico-que-não-vem-e-que-é-preciso-que-venha-para-que-se-gere-emprego. Primeiro crescimento, depois emprego. O crescimento precede sempre o emprego nos discursos dos políticos e da ortodoxia económica vigente. Aguardamos portanto o crescimento que não vem,
como quem aguarda por Dom Sebastião. Eis onde está o actual pensamento económico
encurralado. O mesmo reduto do qual não conseguia sair no final dos anos 20 do
século passado. O resultado é conhecido: a Grande Crise Económica de 1929, com
prolongamento na década seguinte.
As political systems develop, recognition is
transferred from individuals to institutions—that is, to rules or patterns of
behavior that persist over time, like the British monarchy or the U.S.
Constitution. But in either case, political order is based on legitimacy and
the authority that arises from legitimate domination. Legitimacy means that the
people who make up the society recognize the fundamental justice of the system
as a whole and are willing to abide by its rules. In contemporary societies, we
believe that legitimacy is conferred by democratic elections and respect for
the rule of law.