A pouco e pouco ou muito rapidamente as incertezas
converter-se-ão em certezas. Certezas indesejáveis. Trump tomou posse a 20 de Janeiro
de 2017. Primeiro acto após o juramento, nesse mesmo dia, ainda a cadeira presidencial não tinha arrefecido do anterior presidente: a assinatura do Decreto que põe fim ao
“Obamacare”. E assim, num gesto rápido e sublinhado pela assinatura, o novo presidente expõe
mais de vinte milhões de americanos ao desabrigo assistencial na saúde: os mais
pobres dos pobres. Um nojo!
domingo, janeiro 22, 2017
Trump days! First act!
Donald, no seu primeiro dia, na Sala Oval, dá uma machadada no Affordable Care Act (Obamacare), cuja assinatura foi aqui saudada, em 2010.
Consequência: 22 milhões de pessoas poderão perder apoio no
acesso aos serviços de saúde (health
insurance), de acordo com uma notícia do New York Times.
sábado, janeiro 14, 2017
Segura e murada
Para Bauman o progresso das
sociedades e das épocas oscila como um pêndulo, não sendo unidireccional (evitaria
ele, dessa forma, a antiga visão cíclica das coisas? A Roda da Fortuna?). Os
estímulos e as energias subjacentes que movem a sociedade e a forma como esta
se organiza politicamente e progride, são por um lado o desejo de mais liberdade
e por outro, o desejo de mais segurança (tal como um trade off entre liberdade e segurança). Por vezes viveríamos sob o
domínio da liberdade, por outras viveríamos sob o domínio da ordem “coercivamente
imposta”, mas almejada. Os efeitos dos excessos de liberdade empurrariam as
sociedades em direcção à procura da ordem, e os excessos da ordem “coercivamente
imposta” levariam à fuga das sociedades em busca da liberdade. E
assim constrói Bauman a sua dinâmica evolutiva das sociedades modernas. Entre a
liberdade e o totalitarismo.
Para dizer a verdade, e curiosamente,
o autor não coloca como motor do progresso social estímulos positivos como o
desejo de obter algo – o desejo de obter liberdade, ou o desejo de obter
segurança. Apresenta antes como energia maior para a evolução social dois
estímulos negativos: o ódio e o medo. É certo que o medo paralisa, mas o medo também
pode fazer correr. E assim correm as sociedades: ao sentir do medo.
Com base neste "modelo", Bauman,
acaba por dividir o progresso histórico ocidental das sociedades, nas seguintes
épocas:
Do final do século XIX ao início
dos anos 30 – “Longa marcha para a liberdade”: diz ele que nessa época, “no final do século XIX as bibliotecas
estavam lotadas de estudos eruditos escritos pelos Fukuyama de então,
representando a história como uma longa marcha rumo à liberdade” (Bauman
& Bordoni: 2016: pág. 87). A Iª Grande Guerra teria resultado de um excesso
de liberdade e o seu prelúdio foram os árduos anos que se lhe seguiram até à
Grande Depressão.
Dos anos 30 a meados dos anos 70 –
foram os anos do ódio e do medo da liberdade. As sociedades passaram a almejar
a ordem, e foram de tocha na mão atrás dos ditadores e do totalitarismo. Após a
IIª Guerra Mundial, é que advieram os trinta gloriosos anos (aproximadamente
entre 1945 e 1975): “Não obstante, os
sonhos de menos caos e mais ordem só sobreviveram ao seu prelúdio totalitário
durante os «trinta gloriosos anos» de guerra declarada contra a miséria, o medo
e a privação humana, sob as bandeiras do «Estado Social»”(Bauman &
Bordoni: 2016: pág. 87-88), que não deixa de ser um Estado ordenador, portanto.
De meados dos anos 70 ao final da
primeira década do século XXI – voltou agora a ser a procura de liberdade o
motor do progresso social, parecendo a civilização ter esquecido os efeitos dos
excessos da liberdade. Resultado: caiu na orgia consumista, na degradação
ambiental e na crise do crédito, que tão bem conhecemos em 2008 e anos
seguintes. E depois o pêndulo volta a balançar. E para onde penderá ele agora?
Aqui Bauman é profético, atendendo a que o seu escrito data de 2014:
“Estaremos a aproximar-nos, pela segunda vez na história recente, de uma
condição madura para ser explorada por demagogos que sejam suficientemente ocos,
iludidos e arrogantes para prometerem um atalho para a felicidade; e para traçarem
um caminho de volta ao paraíso da segurança perdida, na condição de
renunciarmos às liberdades que já são odiadas e muito mal recebidas pelos seus
possuidores, e assim também à nossa autodeterminação e à afirmação dos nossos
direitos?” (Bauman & Bordoni: 2016: pág. 89)
Zygmunt Bauman, 2014
Volto a repetir:
“Demagogos que sejam suficientemente ocos, iludidos e arrogantes para
prometerem um atalho para a felicidade; e para traçarem um caminho de volta ao paraíso
da segurança perdida, na condição de renunciarmos às liberdades que já são
odiadas e muito mal recebidas pelos seus possuidores?”
Isto lembra alguma coisa.
Leio Trump, leio Farage, leio Le
Pen, leio Putin, leio Erdogan. Leio outro mundo e outra Era que se avizinha,
agora sob a sombra do ódio e do medo à liberdade. Leio uma nova entrega a
uma outra ordem, que os ilusionistas nos prometem, segura e murada.
-------------------------------------
Referência: Bauman, Zygmunt; Bordoni, Carlo, Estado de Crise, Relógio D’Água, 2016.
O ódio e o medo de liberdade e o ódio e o medo da ordem coercivamente imposta
O ódio e o medo de liberdade e o
ódio e o medo da ordem coercivamente imposta não são traços inatos da espécie
humana nem “estão na natureza humana”. Só que aquilo que chamamos progresso não
é um movimento linear “unidireccional”, mas pendular, que extrai a sua energia
do desejo de liberdade (assim que começamos a sentir que a segurança é
excessiva, insuportavelmente intrusiva e opressiva) ou do desejo de segurança
(assim que começamos a sentir que a liberdade é um negócio excessiva e insuportavelmente
arriscado, produzindo pouquíssimos vencedores e uma quantidade exacerbada de
perdedores).
Zygmunt Bauman
----------------------------------
Fonte: Bauman, Zygmunt; Bordoni, Carlo , Estado de Crise, Relógio D’Água, 2016, pág. 87.
sexta-feira, janeiro 13, 2017
Multa
Multado outra vez
no túnel do Marquês.
120 euros por um retrato fugidio.
Da próxima vez
irei ao arrepio.
Por lá não tornarei.
quinta-feira, janeiro 12, 2017
terça-feira, janeiro 10, 2017
Zygmunt Bauman «In Memoriam» (1925 - 2017)
Outro Mestre que parte: Zygmunt Bauman.
Faleceu no dia 9 de Janeiro. Ontem.
Lamentamos profundamente a sua morte. Já nos tínhamos habituado à sua imagem de ancião, surpreendentemente lúcido. Possuía uma lucidez na análise social do mundo contemporâneo que fazia inveja a muitos jovens.
Que pena que a sua voz se tenha calado para sempre. Que pena que este homem tenha partido. Hoje, que soubemos da sua partida, fomos invadidos por uma profunda tristeza. Estávamos a ler, com muito prazer, um livro seu (mais um), um diálogo com Carlo Bordoni, como se pode ver pelo post abaixo. E que diálogo.
***
Tenho os seus livros muito sublinhados. Ao lado de cada frase sublinhada uma interjeição: "É isto!"
***
«A sociedade humana distingue-se de um rebanho de animais porque é possível nela haver quem seja sustentado por outrem; distingue-se porque tem a capacidade de conviver com inválidos, e de tal maneira que poderíamos dizer que a sociedade humana nasceu com a compaixão e a prestação de cuidados a outrem, qualidades que são exclusivamente humanas. O problema que hoje nos preocupa diz respeito a saber como poderemos transpor essa compaixão e essa solicitude à escala planetária. Estou consciente de que as gerações que nos precederam se confrontaram com a mesma tarefa, mas hoje o caminho que deveríamos seguir, agrade-nos ele ou não, terá de começar pela casa e pela cidade de cada um de nós, agora mesmo.
Não consigo pensar noutra coisa mais importante do que esta. É por ela que temos de começar.»
Zygmunt Bauman
___________________________
Fonte: Zygmunt Bauman, Confiança e Medo na Cidade, Relógio D'Água, 2005, pp.86-87.
segunda-feira, janeiro 09, 2017
Liberalismo e neoliberalismo: para quem ainda tem dúvidas
Ao contrário do liberalismo
clássico, que contemplava um modelo puramente de mercado, deixado à iniciativa
privada e à livre competição sem nenhuma intervenção do Estado (“mais mercado,
menos Estado”), o neoliberalismo instala-se no próprio Estado. Wendy Brown argumenta que o neoliberalismo,
em contraste com o liberalismo clássico, tende a empoderar cidadãos para os transformar
em empreendedores; por conseguinte, em estabelecer uma ética sem precedentes de
“cálculo económico”, a qual se aplica a actividades em favor do público que
antes o governo garantia.
A prática do neoliberalismo submete as funções sociais do Estado ao
cálculo económico: uma prática invulgar, que introduziu critérios de viabilidade nos serviços públicos, como se eles
fossem empresas privadas, para ordenar os campos da educação, da saúde, da
segurança social, do emprego, da pesquisa científica, do serviço público e da
segurança sob uma perspectiva económica.
Consequentemente, o neoliberalismo
retira a responsabilidade do Estado, fazendo-o renunciar às suas prerrogativas
e avançando na direcção da sua gradual privatização.
Carlo Bordoni
(realces nossos)
___________________________________
Fonte: Bauman, Zygmunt; Bordoni, Carlo , Estado de Crise, Relógio D’Água, 2016, pp. 30-31.
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domingo, janeiro 08, 2017
Fuga pela madrugada
já não o encontrou.
Fugiu pela madrugada.
Ainda a névoa se levantava
nos frondosos bosques de sobreiros,
num frio e soalheiro dia de Janeiro,
num frio e soalheiro dia de Janeiro,
pela via-férrea abandonada
já longe se encontrava.
Quando a cidade carcereira acordou,
Em vão o buscaram,
no Norte, no Leste e no Oeste.
Foi para o Sul que descuraram.
O Sul, sempre o Sul.
Mediterrânico Sul
que nunca amaram.
sábado, janeiro 07, 2017
Mário Soares (1924-2017)
Para que neste blogue fique registado: Mário Soares morreu esta tarde.
Muito haveria a escrever. Outros fá-lo-ão ou já estão a fazê-lo. Mário Soares ficará para a História, a nossa História, que será escrita e reescrita e escrita novamente. Os vindouros saberão.
Curiosamente a recordação mais aprazível que dele tenho é a das suas apresentações na RTP 1 da série da BBC, O Século do Povo, quando no final rematava com o seu enfoque no século XX português. Uma História que em grande parte viveu e em parte protagonizou. Sabia do que falava. Recordo assim o Mário Soares na sua faceta pedagógica. Foi um homem do Século do Povo. Foi um democrata e um amante da liberdade, pois claro. Neste século XXI, interveio quando pressentiu que o neoliberalismo representava uma ameaça à democracia e ao Estado social.
Parte agora, quando a democracia se encontra em crise aguda, como se vê pela ascensão dos demagogos e pela separação entre o poder e a política.
Parte agora, quando a democracia se encontra em crise aguda, como se vê pela ascensão dos demagogos e pela separação entre o poder e a política.
Enfim, muito haveria a escrever. Outros fá-lo-ão e já estão a fazê-lo.
Até sempre Mário Soares.
O que amanhã sucederá, foge de sabê-lo
que o Acaso conceder, averba-o nos lucros.
E não desprezes a doçura do amor, nem as danças,
enquanto és jovem,
enquanto as cãs morosas estão longe
dos teus verdes anos. Por agora, procura o Campo de Marte
bem como os espaços onde à noitinha há doces sussurros,
à hora aprazada.
É então que, de um canto recôndito,
o amado riso denuncia a donzela escondida,
por lhe arrancares a ofertada jóia dos braços
ou o dedo que finge resistir.
Horácio,
Odes (I.9)
in Rocha Pereira (org. e trad.), Romana,
Antologia da Cultura Latina, 6ª ed. Guimarães, 2010, pág. 197
sexta-feira, janeiro 06, 2017
Um cheirinho a Benito
Será fascismo, o que aí vem? Já há quem lhe cheire a corporativismo. A Benito.
***
É uma pestilência que sopra do Oeste e atravessa o Atlântico.
Something is rotten in United States of America.
sábado, dezembro 31, 2016
O Mediterrâneo, no Porto
Nestes dias caminhei pelo Porto.
Não subi à Torre dos Clérigos, não entrei no Majestic, nem na livraria Lello & Irmão. Infelizmente
as multidões bloqueavam as entradas. Limitei-me a flanar pela cidade, pela
Ribeira e pela Foz. Contemplei o Douro e o Atlântico, mas a maior descoberta foi
o Mediterrâneo. Tropecei na obra por
acaso, na livraria Bertrand, quando folheava as Odes de Horácio, um livro caríssimo que me é caro, e que merece ser
caro, na secção de poesia. O meu olhar desviou-se para outros livros de
poesia mais baratos que lá estavam empilhados. Um livro prendeu-me
a atenção: ostentava na capa o desenho de uma oliveira. Após vários regressos à livraria,
e ao Mediterrâneo, de João Luís Barreto
Guimarães, lá adquiri o livro desse poeta nascido no Porto. É que sempre
que abria o Mediterrâneo o
Mediterrâneo encontrava, em todo o seu esplendor, em todo o seu perfume, em
toda a sua história e em toda a sua dor. O Mediterrâneo estava ali.Valeu a pena vir ao Porto encontrar o Mediterrâneo.
***
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sexta-feira, dezembro 30, 2016
Grandes aberturas: Criação
Sou cego, mas não sou surdo. E porque a minha desgraça não é completa
ontem fui obrigado a ouvir, durante quase seis horas, um auto-intitulado historiador
cuja descrição do que os Atenienses gostam de chamar «as Guerras Persas» era um
disparate de tal ordem que, se fosse menos velho e tivesse mais privilégios,
ter-me-ia levantado do lugar, no Odeon, e escandalizado Atenas inteira com a
resposta que lhe daria.
A verdade é que eu sei qual foi a origem das guerras gregas. Ele não. Como poderia sabê-la? Como poderia
um Grego saber uma coisa dessas? Passei a maior parte da minha vida na corte da
Pérsia e ainda hoje, com setenta e cinco anos, sirvo o Grande Rei, como servi o
seu pai, o meu querido amigo Xerxes, e, antes de Xerxes, o pai de Xerxes, um herói
conhecido inclusivamente pelos Gregos como Dario, o Grande.
Gore Vidal, Criação, Dom Quixote, 1989
***
Assim começa a Criação, de Gore Vidal. Com a irritação de Ciro Spitama, filho de
uma grega e de um persa, destacado na sua velhice pelo Grande Rei para ser embaixador
da Pérsia em Atenas, onde passará os seus últimos dias. Ciro irrita-se com a descrição
que ouve contar de Heródoto acerca dos feitos dos Gregos contra os Persas, numa
conferência dada pelo historiador no Odeon. Trata-se de disparates e inverdades,
a seu ver. Desta forma é dado o tom ao personagem que, ao longo de toda a história
narrada ao seu sobrinho, Demócrito, não se coíbe de desmistificar e minimizar
os feitos e as obras dos Gregos em relação aos feitos e às obras dos Persas.
Ciro
tem razão, se pensarmos bem. Afinal que relatos persas nos chegaram desses encontros
e confrontos? Porventura existiu algum Ésquilo ou algum Heródoto persa que enaltecesse
as façanhas dos próprios Persas ou nos transmitisse o seu ponto de vista acerca
dos factos? Os Persas não tinham as tradições escritas dos Gregos e as suas
façanhas eram valorizadas doutra forma, que não a escrita. Por outro lado os
historiadores, os poetas e os dramaturgos gregos, inauguraram uma velha
tradição que ainda hoje, infelizmente, persiste nas narrativas dos
historiadores actuais: a visão parcial dos factos; o enaltecimento dos feitos
realizados pelos seus próprios povos. Desse chauvinismo manso não parecem os
historiadores conseguir escapar. Aqui aplica-se um velho provérbio: é o olhar
do dono que engorda a galinha. Por muito imparciais que tentem ser, os
historiadores acabam sempre, mais tarde ou mais cedo, por trair essa intenção
de imparcialidade, nalguma frase ou ideia que deixam inadvertidamente
transparecer no seu “imparcial” texto.
Ciro Spitama é uma personagem brilhante
e marcante no seu sarcasmo em relação aos feitos dos Gregos. Ele questiona e
escarnece de uma civilização que por nós é unanimemente aclamada e da qual nos
orgulhamos, pois é a raiz da nossa própria civilização. Nesta obra de Gore
Vidal a civilização Grega é colocada no seu devido lugar, não só em relação à
Persa, mas também em relação à Chinesa e à Hindu.
***
P.S. É uma grande obra, esta Criação de Gore Vidal. Perdoa-se-lhe a alocução latina “non sequitur” (pág. 332) no pensamento do persa do séc. V a.C. entre outros, poucos, anacronismos. Não chegam para a beliscar.
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quinta-feira, dezembro 29, 2016
Os sábios e os políticos deste Mundo
Confúcio era um dos poucos sábios que fazem realmente perguntas para
saber o que não sabem. Regra geral, os sábios deste Mundo preferem prender o
ouvinte com perguntas cuidadosamente preparadas tendo em vista obter respostas
que reflictam as opiniões imutáveis do sábio.
Gore Vidal, Criação, Dom Quixote, 1989, pág. 477
Felizmente – ou infelizmente – o homem público acaba sempre por se
confundir com o povo que dirige. Quando o general Péricles pensa em Atenas,
está a pensar em si próprio. Quando ajuda a primeira, ajuda o segundo.
Gore Vidal, Criação, Dom Quixote, 1989, pág. 602
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