Aqui no Porto, esta noite, bandos de gaivotas cruzam os
céus como nuvens de flechas lançadas por arqueiros. Trocistas e
esganiçadas riem
o riso trocista do mundo.
Porto, 11 de Agosto de
2020
Já tínhamos estado próximos de uma situação pandémica como a
actual. Foi em 2009. Já então os vírus viajavam de avião (os vírus sempre
souberam usar os meios de transporte). Naquela altura o pior cenário acabou por
não se verificar, ao contrário do que ocorre hoje. As palavras daquele post
de Agosto de 2009 bem podiam aplicar-se aos nossos dias. Passaram 11 anos. Naquela
altura já se anunciavam medidas de distanciamento social, desinfecção, o uso máscaras
e a possibilidade de uma quarentena.
Os homens têm olhado
para o deserto como uma terra estéril, terreno livre para quem o quiser
atravessar; mas, efectivamente, cada colina, cada vale do deserto tinham alguém
que era o seu dono reconhecido e que seria capaz de defender imediatamente o direito
da sua família, do seu clã a esse deserto, contra as transgressões. Até mesmo
os poços e as árvores tinham os seus donos, que permitiam às pessoas que
usassem as segundas como madeira e bebessem livremente dos primeiros, tanto
quanto necessitassem, mas que imediatamente reprimiriam quem tentasse tomar
conta da sua propriedade e explorá-la a ela ou aos seus produtos com outros,
para benefício particular. 
Não sou comunista. Nunca o fui. Não gostaria de viver num
regime comunista como o de Cuba, da Venezuela, da Coreia do Norte ou da China. Mas não
sou anticomunista. Os comunistas são uma espécie de anticorpos contra o
fascismo. Os melhores anticorpos que uma sociedade pode ter. Anticorpos que se
activam quando as sociedades caem nessa doença do fascismo.![]() |
| O capitão Curzio Malaparte |
O muçulmano deslumbra-se com a grandeza. A frase mais dita e repetida por si reflecte essa idolatria da grandeza: “Alá é grande”. O
cristão, por seu lado, deslumbra-se com o amor e com a vida: “Deus é amor”, “Deus é vida”.É muito conveniente para os lobbies da veterinária,
das lojas de animais, dos produtores rações para animais domésticos, entre
outros, a utilização do termo “errante”. Chamar a um animal abandonado animal
errante não onera ninguém, não pesa na consciência de ninguém, nem soará mal
aos ouvidos dos que abandonam os animais, esses “amigos” dos animais, potenciais clientes
dos ditos lobbies. Não causa danos morais quando devia causar, nem pesos
na consciência quando devia pesar.