Boaventura de Sousa Santos, Pela Mão de Alice, 9ª ed. Afrontamento, 2013, p.54
sábado, novembro 02, 2013
O futuro
Nunca esteve tanto nas nossas mãos, mas as nossas mãos nunca foram tão ignorantes sobre se afagam uma pomba ou uma bomba.
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quarta-feira, outubro 16, 2013
Enquanto isso, na América
Enquanto isso, na América
trava-se uma batalha épica, uma espécie de contra-ofensiva desesperada, uma “Batalha
das Ardenas” contra a vaga neoliberal que tudo invade. Obama, contra a corrente
principal que se faz sentir no mundo, e também em Portugal, que visa a desagregação
do Estado Providência, tenta impor o ObamaCare,
e, dessa forma, democratizar o sistema de saúde Norte-americano, abrindo a
prestação de cuidados de saúde aos que no actual sistema se veem privados
desses cuidados, em suma, aos mais pobres e classes médias endividadas, aos que não têm dinheiro
para pagar às poderosas seguradoras pelos tratamentos necessários.
Esta gente contra a qual Obama
actualmente se bate – os do Tea Party
do Partido Republicano - não brinca em serviço na defesa das classes mais ricas
(move-os na verdade uma visão de classe). Recentemente votaram uma lei que
implica a retirada das senhas de alimentação do programa Federal a mais de 3,4
milhões de pobres em 2014. Outro insulto aos pobres noticiava o editorial do New York Times de 20 de Setembro.
O desfecho deste braço-de-ferro é
de extrema importância, pois não é só o ObamaCare
que está em causa. É a própria sobrevivência da democracia, na verdadeira
acepção da palavra.
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terça-feira, outubro 15, 2013
O novo colonizador
Sonhais ainda com guerras coloniais, José Eduardo?
Eram outros portugais, José Eduardo.
Por muito que secretamente o desejes, já não nos encontrarás
nesse mister de matar e morrer. Estamos curados disso e muito tempo passou.
Aí
já não nos encontrarás.
Agora tu, José Eduardo,
Numa irónica reviravolta do destino,
tornaste-te o vil colonizador do teu próprio povo,
que jamais medrará
sob a tua cleptocrática sombra.
segunda-feira, outubro 14, 2013
Ainda por cumprir e já noutro filme
«Assim, como atrás referi, as duas mais importantes promessas da
modernidade ainda por cumprir são, por um lado, a resolução dos problemas da
distribuição (ou seja, das desigualdades que deixam largos estratos da
população aquém da possibilidade de uma vida decente ou sequer da
sobrevivência); por outro lado, a democratização política do sistema político
democrático (ou seja, a incorporação tanto quanto possível autónoma das classes
populares no sistema político, o que implica a erradicação do clientelismo, do
personalismo, da corrupção e, em geral, da apropriação privatística da actuação
do Estado por parte de grupos sociais ou até por parte dos próprios
funcionários do Estado).»
Boaventura de Sousa
Santos, Pela Mão de Alice, O Social e o Político na Pós-Modernidade,
8ª ed., Edições Afrontamento, 2002, (na página 88).
Desconheço se Sousa Santos já o
teria escrito aquando da primeira edição, em 1994. Se o fez, passaram então
dezanove anos. Neste ínterim o mundo mudou, para pior, e, em vez de nos
aproximarmos progressivamente do cumprimento das promessas por cumprir da modernidade,
afastámo-nos delas à velocidade da luz. Volvidos estes anos, em Portugal,
semiperiferia (sempre semiperiferia!) cada vez mais periférica, a conversão das
elites governantes e dos seus partidos à doutrina neoliberal pós-moderna, agravou
os problemas da distribuição e afastou-nos da democratização política do sistema
político democrático, ao ponto de se voltarem a ouvir por aí as famosas
grandoladas (inclusive na Assembleia da República, a Casa da Democracia).
A modernidade ficou por cumprir
neste país e a modernização é uma gargalhada.
A pós-modernidade abalroou as
promessas incumpridas da modernidade como uma locomotiva abalroa um camião.
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domingo, outubro 06, 2013
Tangerinas de Tânger, laranjas de Portugal
Quanta história se
cruza nas ruas de Tânger – até a fruta que recebeu nome da cidade fala de
séculos de intercâmbios comerciais e choques culturais. E por causa das frutas,
e da geografia cultural que representam, vem-me à memória uma conversa uma vez
num mercado do Irão. Eu que explicava que era de Portugal. O vendedor de fruta
mostrou-me uma laranja e sorriu: “Ah, portugália”. O nome para “laranja” em
persa era “portugália”.
Tangerinas de Tânger,
laranjas de Portugal – e pelo meio um estreito de mar com a largura de um
milénio de desconfianças, preconceitos, ódios e guerras. Que estúpidos que são
os homens e as coisas em que acreditam.
Gonçalo Cadilhe, África Acima, Oficina do Livro, 2007,
pp. 197-198
***
O livro de Gonçalo Cadilhe é para
ler com o auxílio de um bom atlas ou mapa e de uma lupa, para podermos acompanhá-lo no
seu percurso e localizarmos as cidades que atravessa. Li-o num ápice. Consegue
transportar-nos para África, é divertido e faz pensar. Agradeço ao autor.
***
Curiosamente acabei de ler o
livro numa semana marcada pela tragédia (mais uma) que se abateu sobre centenas
de africanos que tentavam alcançar a ilha de Lampedusa num barco que ardeu e se
afundou. Morreram centenas de imigrantes, incluindo mulheres grávidas.
Prenhes de África, esperançosas de Europa. Que problema este. Que tragédia.
Estamos pois, muito longe desse
tão apregoado mundo plano, aplanado pela globalização, onde supostamente
existiria igualdade de oportunidades para todos. A globalização capitalista não
é solução porque gera enormes desigualdades socio-económico-espaciais –
polarizações, chamam-lhe os sociólogos - e são estes diferenciais que estão na
origem de todos fluxos, no caso, fluxos de desesperados que pagam muitas vezes
com a vida, a ousadia de sonharem com outra existência, mais promissora do que
a que lhes é oferecida nos poeirentos campos de África.
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sábado, outubro 05, 2013
O acelerador de partículas da história
A guerra é uma espécie
de acelerador de partículas na transformação da história.
João Gouveia Monteiro
No programa da Antena 2, Quinta Essência, de João Almeida, o
historiador João Gouveia Monteiro, com grande vivacidade e detalhe, conseguiu
fazer com que este ouvinte presenciasse, em directo, a Batalha de Gaugamela, que
opôs o exército de Alexandre Magno da Macedónia ao de Dário III da Pérsia, em
331 a. C.
O excelente programa pode ser ouvido AQUI.
Entretanto aguarda-se já a próxima grande batalha.
***
Um livro adquirir:
João Gouveia Monteiro, Grandes
Conflitos na História da Europa, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012.
quinta-feira, outubro 03, 2013
Civilização e religião
“Cada civilização segue a linha
íntima de uma religião que a representa: passar para outras religiões é perder
essa, e por fim perdê-las a todas. Nós perdemos essa, e às outras também.”
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, Assírio e Alvim,
2013, p. 259
E não era sociólogo.
No cerne de cada civilização encontramos
uma religião, se escavarmos bem fundo. Os que estudam as civilizações sabem-no. Fernando Pessoa, que não
estudava civilizações, sabia-o. Desestrutura-se aquela civilização cujos membros
vão abandonando paulatinamente a linha íntima da religião civilizacional.
É por aqui que podemos tomar o pulso da decadência civilizacional. Qualquer
que seja a civilização.
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domingo, setembro 29, 2013
Turista não: viajante!
Duane Hanson, Tourists II, 1988
O principal desígnio do turista consciente é não ser
confundido com um turista. Esses que constituem as hordas invasoras de cidades,
campos e praias e que tudo conquistam com o olhar, o vociferar e a presença.
Uma praga!
O principal desígnio de um turista consciente é ser tomado
por viajante.
O turista inconsciente está-se nas tintas.
sábado, setembro 28, 2013
Sobre as alterações climáticas: duas leituras.
Expresso: “Relatório
da ONU. Aquecimento global abrandou. A subida das temperaturas abrandou e nos
últimos 15 anos até estabilizou. (…) É a primeira vez desde o relatório de 1990
que o IPCC não apresenta um cenário alarmista, apesar das emissões de CO2
continuarem a aumentar.” (pág. 2, Primeiro
Caderno).
Parece que, pelo tom, a notícia do Expresso esteve ao
cuidado de algum céptico das alterações climáticas e do aquecimento global.
África abaixo
“Os países são feitos de pessoas,
e eu acredito que a maioria das pessoas é feita bem. É feita de valores
universais, que permitem a qualquer viajante sentir-se em casa quando se sente
rodeado desses valores. O sorriso, a solidariedade, o bom-senso, a alegria, a
música e a amizade valem mais que a corrupção, a desonestidade, o ódio, os
preconceitos raciais, os estereótipos sociais. Viajarei com o primeiro grupo de
valores na bagagem, para trocá-los por outros iguais ao longo da viagem. E como
não os quero só para mim, depois de trocá-los, irei partilhar tudo.”
Gonçalo Cadilhe, África Acima, Oficina do Livro, 2007, p. 19
Conforta-me saber que existem viajantes
experimentados que, depois de terem visto o mundo, ainda assim guardam uma
confiança incondicional no ser humano, esse perigoso animal mais imprevisível do
que um tubarão.
***
Não é que Gonçalo acredite viver
no melhor dos mundos, como o doutor Pangloss, na história de outro grande
optimista. Gonçalo não é ingénuo. Mas sabe que pode aventurar-se pelo mundo com
relativa segurança, uma vez que sempre existem ilhas com bons ancoradouros onde
poderá abrigar-se das tempestades.
Depois de ter lido as
desventuras de Serpa Pinto pelas terras da África Austral no final do século
XIX, e a história da travessia de Paul Theroux no século XX, do Cairo ao Cabo,
sinto curiosidade em saber como se sairá Gonçalo Cadilhe nesse continente que é
encanto e desencanto, que é sonho e pesadelo, que é tudo e o seu contrário.
Vou ler.
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domingo, setembro 15, 2013
Um criminoso contra a humanidade, à solta.
Assad é um criminoso contra a humanidade.
É Ban Ki-Moon, o Secretário-geral das Nações Unidas que o diz, e não um
perigoso imperialista desejoso por alargar a esfera de influência do seu
império. O que se deve fazer então em relação ao criminoso? Cruzar os braços e
deixá-lo à solta? Vamos advogar que é um problema sírio, eles que se entendam?
Que se matem uns aos outros? Parece-me que não: é um
problema da humanidade, um problema planetário e portanto, um problema nosso.
Já não vivemos no tempo do Rei Creso, nem na Idade Média europeia, em autarcia, fechados nos nossos feudos.
Quando nem uma só bala tinha
ainda sido disparada e um só corpo tombado nas ruas de Damasco, quando o
exército da Síria estava unido e o conflito não se tinha avolumado como uma bola
de neve, Assad, por ter toda a força do seu lado, tinha o dever moral de evitar
a guerra. Preferiu outro caminho e deixou que se avolumasse o conflito. O
resultado está à vista.
Estou perplexo com a posição das
esquerdas portuguesas, contra Obama, aparentemente por
cegueira ideológica: parece que, para as nossas esquerdas, todo o vento que
sopra da América é mau, independentemente das razões que lhe assistem, quer sejam justas
ou não. Como se Obama fosse um falcão ávido de sangue, um Bush. Curiosamente as
posições das esquerdas assemelham-se às posições da extrema-direita fascista,
basta ler as opiniões dos blogues dessa área, que defendem os regimes de Assad
e de Putin. Ironias da história.
quarta-feira, setembro 04, 2013
Antes que se escureça o sol, a luz, a lua e as estrelas
Preparo-me para deixar o Algarve
após uma longa estadia de mais de meia década. Vou rumar para outras paragens.
Algo em mim morre. Quando aqui cheguei o meu pai era vivo. À chegada ajudou-me
a erguer um grande móvel para colocar os livros e a instalar-me. Agora que
abalo, já não está entre nós. O Algarve mudou, e quando regressar, porque
regressarei, decerto não o encontrarei como o deixo. Também quando cheguei, não
foi o velho Algarve, o da minha infância, que encontrei.
Ainda escrevo no silêncio nocturno da serra que em
breve abandonarei. A casa e o quintal ficarão vazios. Talvez por isso, hoje, têm
ecoado no meu pensamento umas palavras que em tempos li a uma velha tia analfabeta
e devota, também já falecida, que se comprazia em ouvir-me ler a Bíblia:
«Lembra-te do teu Criador nos dias da tua juventude, antes que venham os
dias maus e cheguem os anos, dos quais dirás: “Não sinto prazer neles”;
antes que se escureça o sol, a luz, a lua e as estrelas,
e voltem as nuvens depois da chuva;
quando os guardas da tua casa começarem a tremer,
e os homens robustos a vergar,
quando as mós deixarem de moer porque são poucas
e se obscurecerem os que olham pela janela;
quando se fecharem as portas sobre a rua,
quando enfraquecer o ruído do moinho,
quando se calar a voz do pássaro
e humedecerem as canções.
Então, também terão medo de subir aos lugares altos,
e temerão os sobressaltos no caminho.
A amendoeira florescerá,
o gafanhoto engordará
e a alcaparra perderá as suas propriedades,
porque o homem encaminhar-se-á para a casa
da sua eternidade,
enquanto os carpidores percorrem as ruas;
antes que se quebre o cordão de prata
e se desperdice a lâmpada de oiro,
e se parta a bilha na fonte,
e se desfaça a roldana sobre a cisterna,
e o pó volte à terra donde saiu,
e o espírito volte para Deus que o deu.
Vaidade das vaidades, dizia o Eclesiastes, e tudo é vaidade.»
Livro do Eclesiastes, Ecle. 12
***
Estou a ficar velho. Apenas isso.
segunda-feira, agosto 19, 2013
sábado, agosto 17, 2013
Deve o Estado ser gerido como uma empresa?
Obviamente que não. O Estado não é uma empresa, nem deve ser gerido como tal. O Estado não se gere. Governa-se! Ao contrário de uma empresa, não é objectivo do Estado o lucro ou a maximização da receita.
Agora vão lá dizer isso ao Primeiro-ministro.
"Passos Coelho admitiu, ao comparar o Estado com uma empresa, que o objectivo é reduzir/despedir funcionários públicos para equilibrar as contas, o que, todos sabemos, a Constituição não permite." AQUI.
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