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domingo, outubro 07, 2012
sexta-feira, outubro 05, 2012
O maravilhoso mundo plano*
Nas palavras de George Steiner, esse
maravilhoso mundo do capitalismo benfazejo, hoje globalizado, no qual “o
progresso irradiaria necessariamente a partir dos seus centros privilegiados
acabando por tocar todos os homens” e que tanto deslumbra Thomas Friedman, não
passa de um sarcasmo. Já em 1971 quando Steiner escreveu o que escreveu, não
passava de um sarcasmo. Mas Friedman, que anunciou ao mundo em 2005, que o
mundo era plano devido à globalização capitalista, facto que proporcionaria
a todos um progresso nivelador, não deve ter lido Steiner. Pelo menos não
consta da bibliografia.
Disse Steiner:
«Sabemos
hoje, enquanto Adam Smith e Macaulay o não sabiam, que o progresso material participa
numa dialéctica de destruição concomitante e que devasta irreparavelmente os equilíbrios
entre a sociedade e a natureza. Os progressos técnicos, soberbos em si
próprios, têm contribuído activamente para a ruína dos sistemas vivos
elementares e das condições ecológicas do mundo. O nosso sentido do movimento
da história já não é linear, mas o de uma espiral. Somos hoje capazes de conceber
uma utopia tecnocrática e higiénica funcionando num vazio de possibilidades
humanas.
O segundo aspecto
do sarcasmo refere-se a um contraste. Já não admitimos a projecção, implícita
no modelo clássico do capitalismo benfazejo, segundo a qual o progresso
irradiaria necessariamente a partir dos seus centros privilegiados acabando por
tocar todos os homens. As obscenidades supérfluas das sociedades desenvolvidas
coexistem com o que parece ser um estado de fome endémico em grande parte da
Terra. Com efeito, o progresso quanto às esperanças de vida individual e à
duração desta, proporcionado pela tecnologia médica, alimentou o ciclo do
excesso populacional e da fome. Muitas vezes, os bens e circuitos de distribuição
necessários para a eliminação da fome, da miséria, encontram-se a postos, mas a
inércia da cupidez ou da política não permitem a sua utilização. Em demasiados
casos a nova tecnocracia não é só destruidora dos valores anteriores e
alternativos como cruelmente incapaz de tudo o que não seja exercer-se em vista
do lucro no seu horizonte limitado. Assim ficamos numa posição ambivalente,
irónica, frente ao dogma do progresso e ao prodigioso bem-estar do qual somos
tantos a fruir, hoje em dia, no Ocidente tecnológico.»
George
Steiner, No Castelo do Barba Azul –
Algumas Notas para a Redefinição da Cultura, Relógio D’Água, 1992. P.77-78.
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George Steiner,
Globalização,
Thomas Friedman
O último Dia da República?
E não nos venham agora dizer, que é Dia da República
sempre que o homem quiser.
Aí está o Dia da República, pela primeira vez na sua
história, comemorado à
porta fechada. Os representantes do povo de costas viradas para o povo. Bonito.
Que os vejam pela TV. E o primeiro-ministro ausente, em plena viagem fugidia,
foge do povo, da República, foge da República no último Dia.
Bom seria que em resposta, à mesma hora que lá dentro se
engalanassem os discursos, o povo, cá fora, na Praça do Município, montasse
palanque, e quem quisesse, livremente, da multidão ao palanque subisse, e
fizesse o seu discurso laudatório e sorrisse.
Que se gritassem mil vivas à República!
quarta-feira, outubro 03, 2012
A verdadeira magnitude do problema
Aguardemos os próximos capítulos.
Abaixo
traduz-se um excerto de um texto de Edward Soja (2009), sobre a verdadeira
magnitude do problema (optou-se por inserir depois o excerto original, pois a
tradução pode conter sempre imperfeições, pelo que se sugere a consulta do
original).
Diz então
Edward Soja (2009):
«O que
aconteceu em 2008 girou em torno desta versão enormemente expandida e
distorcida do capital financeiro, melhor definido através do acrónimo
largamente usado FIRE – “Financial
services, Insurance and Real Estate” (serviços financeiros, seguros e
imobiliário). A contribuição do sector FIRE para o produto interno bruto e para
o emprego geral, cresceu a uma taxa extraordinária nas últimas três décadas,
contudo o seu de desenvolvimento para lá dos limites normais da economia real
foi ainda mais extraordinário. A “bolha” da economia baseada no crédito foi-se
insuflando com triliões de dólares agravada com valores de troca fictícios na
forma de “hedge funds, credit default
swaps, private equity funds” e outras formas electronicamente recicladas de
dinheiro e crédito. A actividade
bancária tradicional, a qual tinha sido tão drasticamente reestruturada e
reorganizada ao longo dos últimos vinte anos ao ponto de tornar-se quase
irreconhecível, foi absorvida pela bolha em expansão a qual se tornou muito
maior do que a combinação de todos os produtos internos brutos de todos os
países da Terra.
Os fundos de
pensões dos trabalhadores, as poupanças das famílias, as primeiras e segundas
amortizações e as reservas bancárias – qualquer fonte de capital, ainda não absorvida
pelos investimentos de alto risco, foram sugados por esta super-bolha virtual e
desregulada dos serviços financeiros, seguros e imobiliário. A ideologia
neoliberal, posta em prática nos anos Tatcher-Reagan e acelerada nas últimas
duas décadas, espalhou o evangelho da privatização, da desregulação, do “pequeno”
governo, [o que abdica da sua função de estado social ou apoio social], da
magia do mercado em quase todo a parte no mundo, facilitado pela revolução das
tecnologias de informação e comunicação, transmitido através da globalização do
capital, do trabalho e da cultura, e mantido por exércitos ideológicos de spin doctors. Quase toda a gente
acreditou. Afinal, a palavra “crédito” deriva da palavra latina credo, ou seja, “acredito”.»
Edward Soja, “Resistance after the
Spatial Turn” in
Jonathan Pugh (Edit.), What is Radical Politics Today?,
Palgrave Macmillan, 2009, pág. 70-71
(traduzido por
AMCD, os sublinhados são nossos)
Segue-se o original:
terça-feira, outubro 02, 2012
Eric Hobsbawm
Eric Hobsbawm (1917-2012)
Outro Mestre que parte (partiu ontem). O da Era dos Extremos e doutras Eras que estudou e que nos deu a conhecer. Era o melhor historiador britânico da actualidade. Metia o Sr. Niall Ferguson no bolso. Marxista. Para Hobsbawm a Era dos Extremos teve origem em 1914 e cessou em 1991. O eclodir da Iª Guerra Mundial e o fim da URSS eram os marcos que limitavam o século XX de Hobsbawm. Quais cem anos?!
Neste blogue Hobsbawm já nos tinha servido de inspiração. AQUI.
Que descanse em paz.
domingo, setembro 30, 2012
Enquanto dormimos vamos sendo despojados
Miguel Sousa Tavares, “Yale,
Campo de Ourique”, Expresso, 29 de
Setembro de 2012
Na sanha de tudo vender, tudo
privatizar, tudo tornar mercadoria, o Governo vira-se agora para as reservas de
território que permaneciam relativamente incólumes e protegidas da voracidade
da especulação: a reserva agrícola nacional e a reserva ecológica nacional. O território
que se reservava à agricultura e ao ambiente é agora entregue aos amigos das
celuloses e aos dos campos de golfe. Um verdadeiro governo ao serviço das
grandes interesses empresariais e especulativos, contra os cidadãos, avança com
a neoliberalização do território, de forma cobarde e insidiosa.
sexta-feira, setembro 28, 2012
quinta-feira, setembro 27, 2012
Afinal há uma ministra...
Aqueles que, por mais do que incompetência, enquanto governantes, trataram de fazer acordos ruinosos para o país, em benefício próprio ou dos seus partidos e em prejuízo dos contribuintes, devem ser julgados por isso. É preciso traçar bem a linha entre a responsabilidade política e a responsabilidade criminal.
Quem nos governa não tem carta branca para assumir todo o tipo de acordos ruinosos em nosso nome ou em nome dos vindouros. Estamos hoje todos a pagar por essas “incompetências”.
Qual Portugal?
Se há algum período da história de
Portugal que se assemelha ao actual momento do país (qual país?
pobre país?), não tenhamos dúvidas, é o do domínio filipino, esse entre 1580 e
1640, quando Portugal não era Portugal, era outra coisa qualquer, uma região
dum vasto império onde o Sol nunca se punha. Vem agora o Sr. Primeiro-ministro traçar paralelos entre o nosso tempo e o tempo do Gama, quando o navegador começava a sentir os ventos favoráveis que impeliam paulatinamente as suas naus em direcção à Índia, mesmo contra a corrente dominante. Tenha juízo. Os ventos são
mais do que desfavoráveis e sopram no mesmo sentido da corrente avassaladora
da crise internacional do capitalismo. Empurram-nos para o abismo. Este Governo dá mostras de que não sabe bem para onde vai, e, como nos diz o
grande Séneca, velho mestre estóico: não há ventos favoráveis para quem não sabe
para onde vai. O fim de Portugal, enquanto país livre e independente, já foi. Mas
muita gente ainda não se deu conta? Isto já não é Portugal, é outra coisa
qualquer.
Agora precisamos, isso sim, de restaurá-lo,
como tão bem sabemos fazer, mas para tal é preciso aguardar pelo tempo certo.
Acabaremos também por ter os nossos defenestrados. É uma questão de tempo.
terça-feira, setembro 25, 2012
domingo, setembro 23, 2012
Por favor, parem de nos lançar areia para os olhos!
Quando alguém propõe uma maior tributação fiscal do
capital, por uma questão de maior justiça e equidade fiscal e social, aparecem logo os comentadores
do costume, como o professor Marcelo Rebelo de Sousa hoje na TVI, sugerindo que, nesse caso, seriam abrangidas as contas a prazo do comum dos portugueses, como se essas contas fizessem
parte do capital que se quer tributar. E, dessa forma, lançam areia para os olhos
de muita gente.
É bom que se clarifique o que se entende
por capital a taxar nas propostas que estão a ser colocadas em cima da mesa.
Não são as contas a prazo. Não nos deixemos enganar. São as transacções
financeiras e os dividendos dos accionistas.
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O neoliberalismo no seu melhor,
Política
sábado, setembro 22, 2012
Outono
Personificação do Outono (detalhe), séc. II AD.
Museus do Vaticano
Museus do Vaticano
Até aqui foi campo,
astro celeste.
Agora, porém, Baco,
vou cantar-te
em rebentos de bosque
e de oliveira
tão lentos no crescer.
Ó Pai Leneu,
a mim virás que tudo
aqui se encheu
do que por ti foi
dado; em teu louvor
floresce a terra
inteira, carregada
de folhagens de Outono
e faz vindima
ficar lagar até à
borda espuma.
Vergílio, Geórgicas, Livro II
(tradução de Agostinho da Silva)
***
Personificação do Outono, séc. II AD.
A estátua foi encontrada em 1804 por Robert Fagan na propriedade Cesarini, Campo Jemini (Tor Vajanica), próximo de uma antiga vila romana. O Outono é representado como uma jovem mulher com uma coroa ornamentada com uvas e rodeada por quatro cupidos vindimando. Tendo sido a cabeça acrescentada pelo escultor neoclássico Massimiliano Laboureur, a escultura remonta a meados do século II d.C.
Portugal, Grécia e Irlanda podem perder duas vezes nas privatizações
«Os cidadãos da Grécia, de Portugal e da Irlanda vão perder porque a corrupção vai fazer com que não recebam um preço justo nos milhares de milhões em activos que vão ser vendidos para reduzir os défices. Não vão receber o valor justo e o dinheiro que deveria servir para recuperar as finanças e a economia vai com frequência para os bolsos daqueles que protegem os seus interesses pessoais»
(...)
«Primeiro há falta de responsabilização, especialmente na área do financiamento público; segundo, há uma deficiente participação da população em geral em responsabilizar os dirigentes; e em terceiro e muito importante, há impunidade para os que violam a lei.» Cobus de Swardt, director da Transparency International. AQUI
Nada que já não soubéssemos.
Nada que já não soubéssemos.
sexta-feira, setembro 21, 2012
É isto um país? É isto um Presidente? É isto um Governo?

«Cada português pode imaginar o que é que sucederia a Portugal, país que depende enormemente, todos os dias, do financiamento das instituições internacionais para o desempenho das funções do Estado, para o funcionamento das empresas e dos bancos, se juntássemos a essa situação uma crise política», alertou Cavaco Silva» [1]. AQUI.
Que somos dependentes sabemos nós. Mas caramba! Para que precisamos de um Presidente que nos está sempre a lembrar a nossa impotência e a nossa dependência em relação ao financiamento externo e aos mercados financeiros? Que já não somos independentes sabemos nós. E vamos agora contentar-nos com isso? Temos de conformar-nos? É isso?! Ora é isso uma ova! O que estão o Governo e o Presidente a fazer para que voltemos novamente a ser independentes e livres? Lembra-nos o Presidente que o Estado não funciona sem a ajuda financeira do exterior. Pois! É um facto! Mas as palavras, senhores, as palavras... "Portugal, país que depende enormemente, todos os dias, do financiamento das instituições internacionais..."Wrong words!", "Le parole sono importante!" Portugal tem de voltar a ser independente. Deveria ser nisso que o Governo e o Presidente e toda a classe política e ainda, todos os portugueses, deveriam estar a empenhar todas as suas energias. Mas todo o discurso do Presidente e dos que nos governam aponta no sentido do conformismo e da impotência. E é isso que é revoltante. Fracos líderes fazem fraca a forte gente.
É preciso mudar este estado de coisas a começar por estes políticos sem desígnio que nos lideram. Mas que raio de país é Portugal, que não consegue autofinanciar-se, que não consegue erguer-se por si só, que não consegue ser livre? É isto um país? Porque haveríamos de contentar-nos com esta situação de dependência? Porque haveríamos de contentar-nos em regressar aos mercados, só para continuar a alimentar uma vida a crédito, sem qualquer liberdade e sem uma autodeterminação plena?
Ao fim de tantos anos, D. Afonso Henriques dá voltas na tumba.
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