sexta-feira, outubro 19, 2012

Ia dizer-vos que hoje esteve um magnífico dia de Outono no Algarve Oriental

© AMCD

Ia dizer-vos que hoje esteve um magnífico dia de Outono no Algarve Oriental, mas não.

Hoje morreu um poeta.

Deixo-vos uma fotografia do dia em que faleceu Manuel António Pina. Um poeta que a minha ignorância ignorava, embora já o tivesse lido (pouco, no jornal), ouvido e visto, fugazmente, e por entre relampejos na TV, sem saber quem era, ora entrevistando Agostinho da Silva (eternizado numa colecção de DVD, ele lá está, sem que eu me lembrasse), ora de soslaio, inesperadamente em rápidos zapings, em que me deparei com ele, um dia, na 2. Não o conhecia.

Hoje vi o documentário na íntegra.

Da ponte, falarei noutro dia.

Ontem,


Nem mais um soldado para as colónias! (gritou um louco a fazer pouco)

Mas não vão para matar, antes isso. Vão para salvar, antes isso.

Pelo menos que os parcos soldos de todas as contribuições dos contribuintes e deste contribuinte também, que patrocinaram a sua educação e formação nas mais afamadas escolas e faculdades da pátria, lhes sirvam - já que a pátria os repele - para que se salvem, para que salvem outros, doutras pátrias…mas não nos servirão a nós, não nos salvarão a nós, os que contribuímos. E isso, também lamentamos.

Ficamos então cá com o ministro Gaspar, agradecido por tal contemplação da pátria que o agraciou com uma formação, para que nos servisse, para que nos salvasse, para que zelasse por todos nós…amém… enquanto não formos nós a partir...e ele continuar a ficar. Mas porque raio não parte ele?

E ficam as democráticas nomenklaturas partidárias, filhos, amigos e apaniguados, ainda que inúteis sejam. E a puta que os pariu a todos (pardon my french)!

Mas que pátria é esta, que tudo desperdiça? Que desgoverno é este? Que desperdício de recursos naturais, económicos e humanos é este?

Olhem para os campos, para o mar, para os homens. Uma desolação.

Mas quem é que geriu este jardim à beira-mar plantado e o transformou numa latrina? O que andaram a fazer todos estes anos – décadas! - os que diziam governar o país? E o que andam a fazer agora? Sabiam o que faziam? Sabem o que fazem?

E não nos venham dizer um dia, esses governantes, que afinal, precisamos é de importar enfermeiros para os nossos hospitais.

SACANAS!

quarta-feira, outubro 17, 2012

Chavez, o democrata & Bashar, o assassino

Tão depressa Chavez galvaniza, como rapidamente decepciona. Na sua fúria cega contra os EUA, acaba por apoiar criminosos de guerra como Bashar-al-Assad, e logo na primeira conferência de imprensa após o início do terceiro mandato da sua presidência. Diz que “Bashar é o governo legítimo”. Mas quem o legitimou? Diz que apoiar o Conselho de Transição é o mesmo que apoiar terroristas. Como se Bashar não fosse o verdadeiro terrorista. Diz que o Conselho de Transição anda a matar gente. E Bashar, que tem a maior força do seu lado – a força dos militares da Síria, incomparavelmente maior do que a do Conselho Nacional Sírio -, não anda a matar gente?

Bashar-al-Assad é um ditador, filho de um ditador a quem sucedeu após a morte, o seu pai Hafez al-Hassad, e governa Síria como se fosse um rei – uma espécie de rei Herodes da nossa Era -, mas a Síria não é um reino. Onde reside a legitimidade de Bashar-al-Assad? Numa reeleição (?) realizada em 2007, em que o seu partido concorreu sozinho?

Era bom que não nos esquecêssemos de como tudo isto começou.

Postamos aqui, a 11 de Junho de 2011, quando o povo sírio se começava a manifestar nas ruas e cidades por liberdade e democracia e começava a ser alvejado a mando do Bashar. Postámos aqui em Fevereiro de 2012, quando o povo sírio morria nas ruas e aqui quando já lutava nas ruas. Desde então a mórbida contabilidade do número de mortos não tem parado de aumentar e já ultrapassa os 30 000. Podíamos não ter chegado aqui. Bashar podia tê-lo evitado, se amasse verdadeiramente a Síria. Infelizmente, como todos os déspotas, ama mais o poder.

Reiteramos portanto, e mais uma vez, o nosso asco perante tal criatura que persiste em não abandonar o poder na Síria. A vida dele não vale a de uma criança síria. A força estava e está do lado dele. Por isso era ele que tinha a obrigação moral de abandonar o poder e convocar eleições justas e pluripartidárias. Não o fez. Preferiu avolumar a “bola de neve” da violência e das vítimas dum conflito que entretanto se tornou numa guerra civil. Há terroristas entre os opositores ao governo sírio? Agora há e cada vez mais. Não foi sempre assim. Mas Bashar-al-Assad supera-os a todos. Podia ter evitado a que chegássemos a este ponto mas não o fez. Preferiu ficar, preferiu matar.

Por isso, se vem agora o Chavez dizer os disparates que diz em apoio a Assad, isso só lhe fica mal. Mas não nos admiremos de ver democratas apoiarem ditadores. Esta é a realpolitik do mundo. Não apoiaram os democratas americanos, o general Pinochet? Não foram os democratas europeus dar apertos de mão, noutros tempos, a Kadhafi na sua tenda, na Líbia, ou não o acolheram na sua casa? E depois, não foram esses mesmos democratas que o mataram?

E assim aprendemos que uma coisa é a realpolitik e a outra é a nossa posição, que ainda pensamos pela nossa cabeça.

Bashar-al-Assad é um criminoso de guerra, os factos comprovam-no, e essa é a nossa convicção.

terça-feira, outubro 09, 2012

segunda-feira, outubro 08, 2012

Em democracia, há sempre alternativa!



«Este é um passo muito importante na construção da paz na Venezuela, da convivência de todos nós! (…)
Quero fazer-vos um apelo à unidade nacional e ao trabalho conjunto! Quero por isso fazer de novo um reconhecimento especial à liderança adversária que não se prestou aos planos desestabilizadores que alguns acarinhavam! É assim que se joga a democracia, impondo a voz da maioria, respeitando a voz da minoria!»

Hugo Chávez à multidão, no seu discurso de vitória, (os sublinhados são nossos). AQUI.

Certos historiadores e opinion makers intelectualmente desonestos, tendenciosos e ideologicamente comprometidos, escrevem as suas histórias deturpadas que a realidade, por vezes, rapidamente se apressa a desmentir. Leia-se, por exemplo, o que escreve o historiador Niall Ferguson sobre o “demónio” Chávez, no seu Civilization, The West and the Rest[1]. É preciso ler esta gente com espírito muito crítico. Queira-se ou não, Hugo Chávez é presidente da Venezuela, democraticamente eleito, num sistema pluripartidário. Não é um ditadorzeco sul-americano, como muitos nos querem fazer crer. É um democrata!

Para que não haja dúvidas, aqui ficam os resultados homologados pela Comissão Nacional de Eleições da Venezuela:

"O candidato Hugo Rafael Chávez Frías, obteve 7.444.082 (54,2%) votos, o candidato Henrique Capriles Radonski, obteve 6.151.544 (44,97%). A candidata Reina Sequera obteve 64.281 votos (0,46%). O candidato Luís Alfonso Reyes 7.372 votos (0,05%). Maria Josefina Bolívar obteve 6.969 votos (com 0,05%) e Orlando Chirinos 3.706 votos (0,02 por cento)", disse, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.”

É caso para dizer, também entre nós: em democracia, há sempre alternativa!

Basta que o queiramos, sem medo.



[1] Obra editada em Portugal: Niall Ferguson, Civilização – O Ocidente e os Outros, Civilização Editora, 2012.

domingo, outubro 07, 2012

Não é a relíquia que faz a fé, mas a fé que faz a relíquia


«Quando se visita um tesouro não é necessário aproximarmo-nos das relíquias com espírito científico, senão arriscamo-nos a perder a fé, porquanto notícias lendárias relatam que no século XII, numa catedral alemã, se conservava o crânio de São João Baptista com a idade de 12 anos.

(…)

Em suma,  não é a relíquia que faz a fé, mas a fé que faz a relíquia.»

Umberto Eco, Construir o Inimigo e Outros Escritos Ocasionais, Gradiva, 2011, Pág. 96.

Roma

© AMCD

sexta-feira, outubro 05, 2012

O maravilhoso mundo plano*


Nas palavras de George Steiner, esse maravilhoso mundo do capitalismo benfazejo, hoje globalizado, no qual “o progresso irradiaria necessariamente a partir dos seus centros privilegiados acabando por tocar todos os homens” e que tanto deslumbra Thomas Friedman, não passa de um sarcasmo. Já em 1971 quando Steiner escreveu o que escreveu, não passava de um sarcasmo. Mas Friedman, que anunciou ao mundo em 2005, que o mundo era plano devido à globalização capitalista, facto que proporcionaria a todos um progresso nivelador, não deve ter lido Steiner. Pelo menos não consta da bibliografia.

Disse Steiner:

«Sabemos hoje, enquanto Adam Smith e Macaulay o não sabiam, que o progresso material participa numa dialéctica de destruição concomitante e que devasta irreparavelmente os equilíbrios entre a sociedade e a natureza. Os progressos técnicos, soberbos em si próprios, têm contribuído activamente para a ruína dos sistemas vivos elementares e das condições ecológicas do mundo. O nosso sentido do movimento da história já não é linear, mas o de uma espiral. Somos hoje capazes de conceber uma utopia tecnocrática e higiénica funcionando num vazio de possibilidades humanas.
O segundo aspecto do sarcasmo refere-se a um contraste. Já não admitimos a projecção, implícita no modelo clássico do capitalismo benfazejo, segundo a qual o progresso irradiaria necessariamente a partir dos seus centros privilegiados acabando por tocar todos os homens. As obscenidades supérfluas das sociedades desenvolvidas coexistem com o que parece ser um estado de fome endémico em grande parte da Terra. Com efeito, o progresso quanto às esperanças de vida individual e à duração desta, proporcionado pela tecnologia médica, alimentou o ciclo do excesso populacional e da fome. Muitas vezes, os bens e circuitos de distribuição necessários para a eliminação da fome, da miséria, encontram-se a postos, mas a inércia da cupidez ou da política não permitem a sua utilização. Em demasiados casos a nova tecnocracia não é só destruidora dos valores anteriores e alternativos como cruelmente incapaz de tudo o que não seja exercer-se em vista do lucro no seu horizonte limitado. Assim ficamos numa posição ambivalente, irónica, frente ao dogma do progresso e ao prodigioso bem-estar do qual somos tantos a fruir, hoje em dia, no Ocidente tecnológico.»

George Steiner, No Castelo do Barba Azul – Algumas Notas para a Redefinição da Cultura, Relógio D’Água, 1992. P.77-78.

(*) Referência à obra de Thomas Friedman (2005),  O Mundo é Plano: uma Breve História do século XXI. Actual Editora.

O último Dia da República?


E não nos venham agora dizer, que é Dia da República sempre que o homem quiser.

Aí está o Dia da República, pela primeira vez na sua história, comemorado à porta fechada. Os representantes do povo de costas viradas para o povo. Bonito. Que os vejam pela TV. E o primeiro-ministro ausente, em plena viagem fugidia, foge do povo, da República, foge da República no último Dia.

Bom seria que em resposta, à mesma hora que lá dentro se engalanassem os discursos, o povo, cá fora, na Praça do Município, montasse palanque, e quem quisesse, livremente, da multidão ao palanque subisse, e fizesse o seu discurso laudatório e sorrisse.

Que se gritassem mil vivas à República!

quarta-feira, outubro 03, 2012

A verdadeira magnitude do problema


Os rendimentos do trabalho, entre outros, continuam a ser sugados, como se confirmou hoje, mais uma vez. Essa subtracção com origem na expansão descontrolada da super-bolha especulativa de 2008 – um autêntico buraco negro criado inadvertidamente pela especulação financeira na qual se envolveram os bancos e outras instituições financeiras, arrastou atrás de si, inicialmente, os “fundos de pensões dos trabalhadores, as poupanças das famílias, as primeiras e segundas amortizações e as reservas bancárias” (Edward Soja, 2009). O capital financeiro desbaratado na economia de casino especulativa superou então, em valor, a soma do PIB de todos os países do planeta. E é esta a verdadeira magnitude do problema. Esta é a razão de fundo pela qual são cada vez mais atingidos os salários e outros rendimentos gerados na economia real assim como as pensões. Tudo é sugado para esse buraco negro, pois os bancos e as instituições financeiras precisam recuperar as suas perdas. Contudo, o buraco é demasiado grande e é por isso que esta história não acaba aqui…

 Aguardemos os próximos capítulos.

Abaixo traduz-se um excerto de um texto de Edward Soja (2009), sobre a verdadeira magnitude do problema (optou-se por inserir depois o excerto original, pois a tradução pode conter sempre imperfeições, pelo que se sugere a consulta do original).

Diz então Edward Soja (2009):

«O que aconteceu em 2008 girou em torno desta versão enormemente expandida e distorcida do capital financeiro, melhor definido através do acrónimo largamente usado FIRE – “Financial services, Insurance and Real Estate” (serviços financeiros, seguros e imobiliário). A contribuição do sector FIRE para o produto interno bruto e para o emprego geral, cresceu a uma taxa extraordinária nas últimas três décadas, contudo o seu de desenvolvimento para lá dos limites normais da economia real foi ainda mais extraordinário. A “bolha” da economia baseada no crédito foi-se insuflando com triliões de dólares agravada com valores de troca fictícios na forma de “hedge funds, credit default swaps, private equity funds” e outras formas electronicamente recicladas de dinheiro e crédito. A actividade bancária tradicional, a qual tinha sido tão drasticamente reestruturada e reorganizada ao longo dos últimos vinte anos ao ponto de tornar-se quase irreconhecível, foi absorvida pela bolha em expansão a qual se tornou muito maior do que a combinação de todos os produtos internos brutos de todos os países da Terra.
Os fundos de pensões dos trabalhadores, as poupanças das famílias, as primeiras e segundas amortizações e as reservas bancárias – qualquer fonte de capital, ainda não absorvida pelos investimentos de alto risco, foram sugados por esta super-bolha virtual e desregulada dos serviços financeiros, seguros e imobiliário. A ideologia neoliberal, posta em prática nos anos Tatcher-Reagan e acelerada nas últimas duas décadas, espalhou o evangelho da privatização, da desregulação, do “pequeno” governo, [o que abdica da sua função de estado social ou apoio social], da magia do mercado em quase todo a parte no mundo, facilitado pela revolução das tecnologias de informação e comunicação, transmitido através da globalização do capital, do trabalho e da cultura, e mantido por exércitos ideológicos de spin doctors. Quase toda a gente acreditou. Afinal, a palavra “crédito” deriva da palavra latina credo, ou seja, “acredito”.»

Edward Soja, “Resistance after the Spatial Turn” in
Jonathan Pugh (Edit.), What is Radical Politics Today?, Palgrave Macmillan, 2009, pág. 70-71

(traduzido por AMCD, os sublinhados são nossos)

Segue-se o original:

terça-feira, outubro 02, 2012

Eric Hobsbawm

Eric Hobsbawm (1917-2012)

Outro Mestre que parte (partiu ontem). O da Era dos Extremos e doutras Eras que estudou e que nos deu a conhecer. Era o melhor historiador britânico da actualidade. Metia o Sr. Niall Ferguson no bolso. Marxista. Para Hobsbawm a Era dos Extremos teve origem em 1914 e cessou em 1991. O eclodir da Iª Guerra Mundial e o fim da URSS eram os marcos que limitavam o século XX de Hobsbawm. Quais cem anos?!

Neste blogue Hobsbawm já nos tinha servido de inspiração. AQUI.

Que descanse em paz.

domingo, setembro 30, 2012

Enquanto dormimos vamos sendo despojados


«à vista de um país que ardeu como nunca, atiçado pelos eucaliptais, pretende [o Governo] abrir às celuloses as zonas de Reserva Agrícola Nacional, que elas há tanto tempo cobiçam; e que se prepara para, de forma cobarde e sinuosa, entregar a Reserva Ecológica Nacional à especulação imobiliária, começando por dispersar a respectiva lei por várias outras leis (cada uma das quais abrindo excepções e alçapões à medida), e por dispensar de autorização, para já, as “pequenas construções” de “apoio agrícola” e etc. (o que rapidamente se traduzirá em golfes, aldeamentos turísticos, juro-vos eu).»

Miguel Sousa Tavares, “Yale, Campo de Ourique”, Expresso, 29 de Setembro de 2012

Na sanha de tudo vender, tudo privatizar, tudo tornar mercadoria, o Governo vira-se agora para as reservas de território que permaneciam relativamente incólumes e protegidas da voracidade da especulação: a reserva agrícola nacional e a reserva ecológica nacional. O território que se reservava à agricultura e ao ambiente é agora entregue aos amigos das celuloses e aos dos campos de golfe. Um verdadeiro governo ao serviço das grandes interesses empresariais e especulativos, contra os cidadãos, avança com a neoliberalização do território, de forma cobarde e insidiosa.

sexta-feira, setembro 28, 2012

quinta-feira, setembro 27, 2012

Afinal há uma ministra...


Uma ministra que ainda escapa no meio da desgraça geral que nos governa. Dizem que é populista? Não creio. É verdade! Tem razão! A impunidade tem de acabar. Na verdade afirma que “a impunidade na justiça terminou”. A ver vamos. Que não se esqueça do caso dos submarinos.

Aqueles que, por mais do que incompetência, enquanto governantes, trataram de fazer acordos ruinosos para o país, em benefício próprio ou dos seus partidos e em prejuízo dos contribuintes, devem ser julgados por isso. É preciso traçar bem a linha entre a responsabilidade política e a responsabilidade criminal. 

Quem nos governa não tem carta branca para assumir todo o tipo de acordos ruinosos em nosso nome ou em nome dos vindouros. Estamos hoje todos a pagar por essas “incompetências”.

Qual Portugal?

Se há algum período da história de Portugal que se assemelha ao actual momento do país (qual país? pobre país?), não tenhamos dúvidas, é o do domínio filipino, esse entre 1580 e 1640, quando Portugal não era Portugal, era outra coisa qualquer, uma região dum vasto império onde o Sol nunca se punha. Vem agora o Sr. Primeiro-ministro traçar paralelos entre o nosso tempo e o tempo do Gama, quando o navegador começava a sentir os ventos favoráveis que impeliam paulatinamente as suas naus em direcção à Índia, mesmo contra a corrente dominante. Tenha juízo. Os ventos são mais do que desfavoráveis e sopram no mesmo sentido da corrente avassaladora da crise internacional do capitalismo. Empurram-nos para o abismo. Este Governo dá mostras de que não sabe bem para onde vai, e, como nos diz o grande Séneca, velho mestre estóico: não há ventos favoráveis para quem não sabe para onde vai. O fim de Portugal, enquanto país livre e independente, já foi. Mas muita gente ainda não se deu conta? Isto já não é Portugal, é outra coisa qualquer.

Agora precisamos, isso sim, de restaurá-lo, como tão bem sabemos fazer, mas para tal é preciso aguardar pelo tempo certo. Acabaremos também por ter os nossos defenestrados. É uma questão de tempo.

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